Isaque e a Aliança

Meditação do dia 15/11/2018

 “A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte.”  (Gn 17.21)

 Isaque e a Aliança – Muita coisa quando nascemos já está resolvida em nossa vida e isso não depende de nós. Não podemos escolher em que família nascemos, nem temos como interferir nos processos que já estão em andamento. Mas isso não interfere naquilo que é de fato o essencial: o propósito para qual nascemos e ligado a isso estão atrelados outros fatos importantes, como o porque nascemos nessa família, nessa época, nesse lugar e com tais condições. Como só conhecemos uma parte da história, pois ela acontece diante de nós, com uma participação nossa, que ainda que seja pequena, pode ser significante. Cada pessoa pode escolher ser protagonista ou mero assistente em sua própria vida. Fico imaginando alguém dentro de casa, olhando pela janela, ali imóvel, apenas contemplando o que acontece lá fora. Ele vê apenas o que acontece em frente à sua janela e é bem pequena, mas ela se acomoda e se satisfaz ainda que não completamente alegre com os resultados, mas está decidida que a vida é assim mesmo. Por outro lado, posso imaginar, essa pessoa, botando a cabeça para fora da janela e aumentando o seu campo de visão e as possibilidades de interação com o exterior. De repente ela sai para fora e se envolve ativamente nas cenas, deixando de ser uma mera expectadora e tornando-se uma protagonista, um agente daquela realidade, e capaz de alterar as cenas e os resultados. Para mim, uma dessas pessoas vive e a outra apenas sobrevive. Uma encontra um propósito e um destino e trabalha para que haja sentido, enquanto a outra apenas se dá ao melancólico e pesaroso contemplar sem se envolver. Abraão e Sara tinham relacionamento ativo com Deus e suas vidas eram dinâmicas e havia sentido e propósito, para eles e para o futuro deles que precisava ser construído. As cenas dos próximos capítulos incluíam a aparição de Isaque, um filho prometido, não apenas como um presente de amigo ou premio de consolação para aqueles pais; Isaque tinha já um papel principal e fazia parte do roteiro original de Deus. Abraão até aceitaria uma bênção por ser uma bênção vinda de Deus e sendo assim, Ismael satisfazia plenamente. Para quem não tinha filho nenhum, Ismael é melhor que nada. Deus, o Altíssimo não pensava assim, não via assim e não tinha planejado assim. Não podemos aceitar o bom no lugar do melhor! Vendo a vida apenas com a ótica carnal, menor e limitada, a pessoa pode aceitar pouco, e se portar como se aquilo fosse tudo e ser ingrato por aquilo ofenderia a Deus e a si mesmo. Mas não é disso que se trata, pois o cerne da questão é o que a Palavra e a Promessa do Senhor afirma? Fora disso, qualquer coisa é menor, é imperfeito e alternativo. Abraão estava num processo de discipulado, sendo mentoriado pelo próprio Deus e o propósito final daqueles primeiros passos, eram cruciais para o tempo e a eternidade, incluindo a minha vida, a sua, a nossa salvação e tudo mais que nem sabemos ao certo a grandiosidade, porque o plano ainda está em andamento. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam (1 Co 2.9). Abraão pensava em sua vidinha entre um e cem anos que ele completaria em breve; e nesse intervalo, entraria um filho. Deus pensava em eternidade e o propósito eterno para toda a humanidade, e em um espaço desse, entraria um filho, o seu filho, o Cristo, o Cordeiro. A visão de Abraão era parcial e a divina era total. Como é que você e eu vemos a nossa vida, o nosso ministério? É parte de um todo maior, ou tudo começa conosco e deve terminar antes de nós ainda? O que Deus faz entrar em nossas vidas é premio de consolação ou instrumento de grandeza e eternidade?

 

Senhor, eu preciso de sabedoria e discernimento para ver um pouco além dos meus limites humanos. Desejo ver a minha vida toda como parte de um contexto maior e de muita importância para aquilo que estás realizando e não apenas nas minhas próprias realizações. Abra os olhos do meu entendimento, por favor, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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