Único Filho!

Meditação do dia 13/12/2018

 “Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.”  (Gn 22.12)

 Único Filho! – Já ouvi da sabedoria popular, sobre ter filhos, a seguinte filosofia: “Quem tem dois filhos, tem um; e quem tem um, não tem nenhum!” a ideia por trás desse conceito é o fato de numa eventual tragédia e se perder um filho, quem tiver dois, ficaria apenas com um e quem só tem um, então ficaria sem nenhuma. Nos velhos tempos isso também valia para defender as proles grandes, que eram costumeiras nas famílias. Mas aqui, não se trata disso, mas da demonstração do amor de Deus como Pai de todos nós, representado muito bem por Abraão, que tendo um único filho da promessa, não negou Deus o seu único no teste de fé; mas quem sabia que se tratava de um teste? Só Deus, e que em sua sabedoria reservou isso para si mesmo e levou Abraão e Isaque aos seus limites extremos da capacidade de demonstrar amor, obediência, consagração e submissão pela fé. Quando eu digo que Deus não nos dá ordens absurdas e tudo o que ele pede de nós, ele mesmo já experimentou e por tanto sabe do que se trata; o plano de redenção foi concebido e posicionalmente executado, desde a eternidade; assim como um produto químico, considerado veneno, antes de ser lançado comercialmente, o antídoto já está pronto, para qualquer eventualidade acidental à exposição do veneno. Ao criar o homem com as faculdades e prerrogativas que nos foram dados, o projeto de redenção já estava pronto e contemplava a possibilidade do pecado entrar e de fato aconteceu. Assim, a história da experiencia de Abraão e Isaque, representa como num teatro, a cena da vida real de Deus e seu amor pela humanidade. João descreve isso, da melhor maneira possível no texto mais conhecido da Bíblia inteira: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Abraão não negou seu único filho quando lhe foi pedido, porque ele representava figuradamente a Deus Pai, que não negou de nos dar o seu filho unigênito. Isaque renunciou-se a si mesmo e submeteu-se a vontade de seu pai, porque prefigurava a Cristo, que em agonia no Jardim, renunciou a sua vontade para vivenciar a perfeita vontade de seu Pai, que o dava como Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Assim como Jesus, literalmente morreu e voltou à vida no terceiro dia, assim, Isaque morrera para Abraão lá em casa, quando Deus o pedira, e caminharam juntos por três dias até o Monte Moriá e no terceiro dia, Abraão o teve de volta, como que vindo dos mortos para a vida. Como pai da fé, patriarca do povo eleito, um legítimo representante da espécie humana, Abraão e Isaque, participaram da paixão, sofrimento, morte e ressurreição, o sacrifício completo e definitivo da nossa redenção. Tipologicamente os céus e a terra sendo reconciliados, por um representante humana, se deu em perfeitas condições de ser aceito diante de Deus em sacrifício vicário, podendo satisfazer plenamente a justiça divina em benefício de muitos.

 

Senhor, quão grande é o teu amor por nós. Obrigado por essa dedicação e entrega. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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