A Arte de Escutar

Meditação do dia 21/03/2019 

 E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú. E foi Esaú ao campo para apanhar a caça que havia de trazer.”  (Gn 27.5)

 A Arte de Escutar – Apesar de termos apenas uma boca, mas dois ouvidos, o exercício de ouvir é bem menos do que os 50% de proporcionalidade que se deveria acontecer em relação à fala ou comunicação verbal. Escutar se tornou uma prática, uma disciplina digna de estudo e treinamento para se comportar e de fato aprender a ouvir. Não são poucas as terapias de grupo e outras mais, para levar a uma boa performance. Por outro lado alguns profissionais se aperfeiçoaram em ouvir, e assim faturam bem cuidado dos que se reconhecem carentes de serem ouvidos. Até mesmo as Sagradas Escrituras pincelam o assunto como sendo de alto nível de sabedoria e até espiritualidade, essa escassa arte de ouvir. “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal (Ec 5.1). Levando em conta que na Nova “Aliança, a Casa de Deus” somos nós, pois o nosso corpo é a sede do nosso espírito, onde habita o Espírito Santo, refletir então sobre ouvir mais do que oferecer sacrifícios, nos leva a pensar nos frutos dos nossos lábios e suas práticas, como diz os textos a seguir: “Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos (Sl 50.14) e Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome (Hb 13.15). Não posso dizer muito sobre como era o processo de comunicação do casal patriarcal Isaque e Rebeca, mas o certo é que certo dia ele chamou Esaú, para uma conversa de pai e filho e de certa forma aquilo chamou a atenção ou no mínimo despertou a curiosidade da patroa e ela resolveu ouvir a prosa; não posso dizer que ela estava escutando atrás da porta ou da cortina em segredo, ou se à distancia e pelo fato de Isaque já estar enxergando pouco, facilitaria a aproximação furtiva. Mas o que ela escutou, levou-a a tomar uma decisão importante, para ela e para o outro filho, Jacó. Agora posso pensar mais assertivamente, que sendo boa e construtiva a comunicação deles, ou não, o que aconteceu à partir daquela oitiva, ela agiu e levou o filho à ação em segredo para a outra metade da família. Uma cisão tendo pai e filho de um lado e mãe e outro filho do outro lado, e tudo indica que o pai queria proteger algo para Esaú e a mãe não queria que Jacó perdesse algo que parece que escorregaria suavemente para alguém que não merecia ou não deveria receber. Tinha muito em risco para os dois lados. Mas será que existe lado, quando as decisões não são claras e há partes em segredo?

 

Senhor nos conceda sabedoria para ouvirmos a tua voz e santidade nos nossos ouvidos para filtrarmos o bem e o edificante e assim tomarmos decisões maduras e equilibradas que glorificarão o teu santo nome. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

 

 

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