Conselho de Mãe

Meditação do dia 27/03/2019 

Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz, e levanta-te; acolhe-te a Labão meu irmão, em Harã, e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão;”  (Gn 27.43,44)

 Conselho de Mãe – Rebeca se prevenia daquilo que anos mais tarde um seu descendente famoso viria a dizer: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). Ela sabia o tamanho da encrenca em que se metera com Jacó. Não se tratava de brigas de adolescentes, pois já tinham quarente anos e Esaú já estava casado e com família constituída. Ela com certeza conhecia o temperamento do filho que estava irado  e transtornado pelo fato de ter sido passado para trás, pela mãe e o irmão, na questão da bênção paternal, e como ninguém bate na mãe, sobrou tudo para Jacó, que se viu jurado de morte, com prazo de validade a se cumprir, assim que o pai viesse a falecer. O gosto pela vingança de Esaú, o levava a pensar em cometer um desatino sem tamanho, na própria família, assim que o pai fosse sepultado. Levando em conta que o pai deles havia pedido a caça para comer um prato especial, justamente porque pensava que estaria perto de morrer e então estaria colocando a casa em ordem. Rebeca entendeu que um exilio forçado, teria lados bons e positivos, pois assim o filho teria a oportunidade de encontrar uma pessoa dentro da própria linhagem materna, tal qual seu pai fizera, na linhagem paterna dele. Por outro lado, uma permanecia mais demorada, produziria uma mudança nos ânimos de Esaú, que acabaria por ceder-se a reconciliação com o irmão. Aquela típica filosofia de “o tempo cuidará do caso!” Os brasileiros defendem que coração de mãe não se engana, e que ela certamente iria trabalhar o coração do filho que ficasse, talvez apelando para a saudade que ela sentiria e que no fundo ele também iria sentir. O que percebemos e a história confirma é que uma pessoa amargurada, ressentida e irada, pode resistir por muito tempo. A ausência de perdão é um ácido terrível que corrói a pessoa por dentro, aos poucos até não restar muito da sua originalidade. Deus sempre pode ajudar e restaurar um coração ferido, mas é preciso disposição de levar a ele esse coração despedaçado, para que pela graça divina na atuação do Espírito Santo se processe uma libertação e uma cura de forma sobrenatural. Não compensa viver amargurado e irreconciliado, pois na verdade a pessoa fica presa à outra e limitada em seus movimentos pela presença ou proximidade daquela. É como se prendesse uma algema em ambas; só a graça do perdão para romper esses grilhões e permitir a liberdade. Vemos isso na história de Esaú e Jacó, até o tempo da reconciliação final. Certamente, Esaú na Palestina e Jacó em Harã na Mesopotamia, nunca se desligaram e Rebeca, apenas adiou para o tempo indeterminado, ficando ela mesma privado dos filhos, porque um estava distante geograficamente e o outro emocionalmente, porque sempre via na figura da mãe a arquiteta da sua dor. Acabou sobrando culpa e condenação para uma existência difícil até o fim para ela.

 

Senhor, podemos aprender com as atitudes e ações dos outros ao nosso redor, bem como com as pessoas que viveram experiências difíceis em seus tempos. Obrigado pela graça do perdão e da cura, que fica disponível em Cristo Jesus. Amém.

 

Pr Jason

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