Eliézer, O Mordomo

Meditação do dia 01/04/2019 

Então disse Abrão: Senhor DEUS, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer? Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado filhos, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro. (Gn 15.2,3)

 Eliézer, o Mordomo – Sempre que se fala em serviço, fidelidade e boa administração, dificilmente esse homem fica de fora. É um paradigma de boa mordomia e como tal um exemplo para todos nós. Não sabemos muito sobre ele, pois há pouquíssimos texto que descreve sobre ele, sendo o mais extenso o capitulo 24 de Gênesis, quando ele chefia uma comitiva enviada por Abraão, de Canaã para Harã, para encontrar na casa de seus familiares uma esposa para seu filho Isaque. Também nessa narrativa, ele se sai muitíssimo bem, voltando com êxito trazendo Rebeca. Estou escrevendo sobre uma pessoa que admiro muito e à muito tempo. E desde que me propus a escrever meditações com base em personagens bíblicos, eu já sabia que Eliézer não ficaria de fora de jeito nenhum. Seu nome é hebraico e significa Deus é meu Socorro. Há registros de pelo menos seis outras pessoas com esse nome, sendo que um dos mais famosos é o filho de Moisés (Ex 18.4). Os registros bíblicos sobre a vida de Abraão, mostram que foi um homem muito bem sucedido, em qualquer aspecto que observarmos. Ele saiu de Ur dos Caldeus com destino à Canaã e fez uma parada em Hará, que é na Mesopotamia (atual Iraque, Síria etc) onde um de seus irmãos já habitava. Após a morte de Terá, seu pai, ele seguiu para a Terra Prometida. Como ele afirma no nosso texto de hoje, que Eliézer era seu mordomo e fora nascido na sua casa, então podemos deduzir que os pais dele já serviam ou passaram a servir o patriarca nessa estadia em Hará. Então o jovem fora criado na casa de Abraão e por sua laboriosidade e fidelidade galgou o posto de mordomo da casa, sendo de absoluta confiança. Quando desta conversa entre Deus e Abraão sobre as promessas e alianças, Abraão digamos, fez uma “cobrança” para que Deus o abençoasse com filhos. Ele já em idade madura e consciente da condição da esposa Sara não poder conceber filhos, já alimentava em seu íntimo um plano B, e para ele, caso isso viesse a se confirmar, ou seja, chegarem à velhice e não tivessem filhos, tudo o que ele possuía, seria passado como herança para o seu mordomo, Eliézer. Contemplo pelo duas alternativas, que considero interessantes: 1. Ele tinha ali mesmo em Canaã, um sobrinho, Ló, que até mesmo fora criado por ele, e parece que fora descartado como herdeiro. 2. Ele tinha família em Hará, que poderiam ser notificados e virem a se tornar legítimos herdeiros de seus bens . Então, por que, Abraão dava como certa e primeira opção de herança o seu mordomo? Pensando com os meus botões, era exatamente pela excelência de caráter e confiabilidade que Eliézer demonstrava em seu trabalho na administração da casa de seu senhor. As pessoas que colocam amor e dedicação exemplar em seus trabalhos, conseguem imprimir uma imagem positiva e digna daqueles ofícios e ainda que sejam atividades que a maioria das pessoas não queiram para si, elas se notabilizam e dão dignidade à função. Ser mordomo, era um ofício de servos, contratados ou escravos, mas era uma condição serviçal; por mais importante que ele fosse, só seria reconhecido como superior aos demais subalternos de seu senhor. Mesmo recebendo grandes tarefas e de muita responsabilidade  representativa, ainda assim, só falava em nome de seu senhor, nunca em seu próprio nome. Um típico anonimato famoso. Mas, a dignidade na verdade e a grandiosidade estava pelo senhor que o mordomo representava. Abraão embora fosse um fazendeiro bem sucedido e peregrino naquelas terras, era muito bem posicionado entre os grandes e reis daquelas terras e épocas; então ser “O” mordomo de Abraão, era uma posição relevante e de muita dignidade e respeito. Nós, hoje somos servos, voluntariamente, por entregar nossa vida à Cristo e aceitarmos a condição de filhos de Deus e servos de Cristo; então a nossa dignidade de servos não jaz em nós ou nosso trabalho, mas em quem servimos. Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai, e quem o serve, pode se orgulhar no bom sentido de sua condição. Mas ainda somos apenas servos, reconhecer o seu lugar e sua importância é  um bom exercício da condição de mordomo.

 

Senhor, obrigado, por entregar sua vida e vir para servir e dar sua vida ao invés de ser servido. Aprender com o Senhor é um excelente caminho para o crescimento na graça de ser mordomos dos bens do Senhor. Que a nossa fidelidade nos leve a ser de fato, aquilo que esperas de cada um de nós. em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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