Comeu, Bebeu, Levantou-se e Saiu

Meditação do dia 18/05/2019 

 “E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.(Gn 25.34)

 Comeu, Bebeu, Levantou-se e Saiu – Esses quatro verbos contam a historia de uma pessoa que jogou pela janela um direito de herança de valor incalculável. Esaú agiu com grande descaso com as promessas de Deus a seus antepassados e com o futuro que lhe estava reservado. Alguém pode argumentar que havia uma profecia contra ele, que dizia que Jacó o suplantaria e seria mais poderoso do que ele. É fato! Havia a profecia e ela se realizou como toda Palavra de Deus. Mas a profecia não dizia ou indicava que por ser uma tribo ou nação menor que a do irmão; não indicava que seria um povo pecador, profano, alienado das alianças e concertos com Deus. Ele era descendente direto e legítimo de Abraão e Isaque, herdeiros e transmissores desses legados. A eleição de Jacó como ramo principal, não descaracterizava os direitos de Esaú. Não o empurrava para o limbo e o pecado. Ainda que cultivassem rivalidades eternas como povos, ainda assim ele poderia ser fiel a Deus e as alianças. O pecado no coração, aquele instinto de independência e frustração contra tudo e qualquer coisa que ameaça a vida do ego, faz com as pessoas tomem decisões erradas, pecaminosas e depois tentam justificar seus fracassos como obra do destino. Como a sina que lhe foi imposta. Digamos que haja uma profecia para dois irmãos, pastores ou líderes cristãos, cujo teor revele que um deles fará um ministério maior e de mais destaque que o outro. Muito bem; isso não é uma reprovação ou rejeição de um em detrimento de outro. Os dons, as habilidades, as escolhas de como fazer as coisas para Deus e até a escolha de locais de servir, determina diferenças. Mas em nada isso tem à ver com escolhas morais e levar o segundo a afirmar uma posição de rebeldia. “Já que não serei grande, então não vou me esforçar, pois de nada valerá o esforço!” Ou não ser zeloso, santo e dedicado. Não somos recompensados e aceitos ou medidos por Deus por números; mas por fidelidade em fazer com excelência o que nos vem à mão para fazer. Um ministério numa cidade grande ou região metropolitana que tem possibilidades de alcançar milhares de vidas é tão fundamental quando um ministério em uma periferia ou cidade pequena do interior ou até em regiões remotas e de difícil acesso. O valor de uma alma e o preço pago por Jesus por cada uma pessoa desse mundo, deve ser um santo estímulo a valorizarmos as vidas, as almas e não corrermos desenfreadamente por competir por apreço e bajulação sobre o que o mundo considera sucesso. Esaú, nessa situação personifica o obreiro mercenário, que busca unicamente satisfação ou gratificação pessoal. Comer, beber, ser aprovado. Se as coisas complicarem, levanta e vai embora.

 

Obrigado, Pai, por valorizar a perseverança e a resiliência dos teus filhos que aceitam aprender e serem moldados na batalha do dia a dia. Pedimos graça e sabedoria para andarmos em vitória e crescermos nas provas e valorizar as pessoas como o senhor mesmo as valoriza. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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