O Beijo Perigoso

Meditação do dia 27/05/2019 

 “E disse-lhe Isaque seu pai: Ora chega-te, e beija-me, filho meu.(Gn 27.26)

 O Beijo Perigoso – Certamente um filho beijar o pai ou o contrário é uma expressão de muito carinho e afeto. É um instante de demonstração do valor do relacionamento familiar. Gosto de observar fenômenos e compará-los com a finalidade de aprender e ver os caminhos naturais das coisas acontecerem. Um desses meus campos de observação é a relação familiar dos animais com seus filhotes, para servir de laboratório com o comportamento com o relacionamento humano e seus filhotes. Há muito em comum e há lições muito boas. Aqui hoje, não entrar mais à fundo par anão fugir do tema proposto; mas a relação de intimidade, cuidado e muito contato físico parece ser iguais e automáticos nas duas espécies. Os filhotes enroscam e esbarram e esfregam-se o tempo todo nos pais e uns nos outros o tempo todo. O tempo de amamentação é muito bem aproveitado para troca de atenção e carinho físico. Os humanos copiam isso instintivamente. Quanto temos bebês em casa, gostamos de pegá-los e eles gostam de ficar nos braços e até “exploram” ficando manhosos. As relações afetivas demonstradas de maneira física são muito intensas e ativas em praticamente toda a infância, até quando alguém se julga grande o suficiente para não querer mais abraços e beijos em público e nem dar a mão para andar. Depois ficam independentes de vez, até descobrirem o valor da nossa carteira. Culturas à parte, famílias divergem na forma como distribuem os afetos de forma física. Alguns perduram por toda vida, e fazem questão dos carinhos físicos e afagos e tanto os pais como os filhos sentem faltam ou cobram um descuido nessa parte. Outros grupos familiares, isso já é mais escasso e em alguns casos não existem. Acredito que os extremos não são as melhores formas de se estabelecer estruturas sociais. A ausência de afetos, quer demonstrados oralmente, falando, elogiando, incentivando, motivando ou corrigindo fazem falta, mesmo que a pessoa não perceba inicialmente, ou como aquela é a “forma” da família lidar, eles aceitam como sendo “o nosso jeito!” Contudo a comparação virá nos outros relacionamentos sociais, quando irão interagir com outros grupos familiares e então isso vai aparecer e levar a pessoa a pensar e repensar o modelo em que foi formado, como não sendo o único e muito menos o certo. É hora de buscar correção ou adaptação; não sendo possível nas relações primárias, pode-se ao se formar sua própria família, adotar um novo modelo, até mesmo um misto do que cada um trouxe e o que se pretende implantar. Não posso afirmar como eram esses afetos na família de Isaque, mas minha intuição de filho fazendo arte, me diz que aquele pedido de Isaque, para Jacó se aproximar e lhe beijar, acelerou o coração do rapaz; não pelo beijo em si, ou a aproximação e o abraço e afago paternal, mas pelo contexto em que tudo estava acontecendo e que poderia revelar cedo demais a verdade por trás de tudo que estava acontecendo, e até mesmo para Jacó, precisava terminar o quanto antes, mas não agora; não desse jeito. Não podemos elevar esse beijo de Jacó à categoria de beijo da traição, como o de Judas, mas não podemos avalizá-lo como autentico e afetuoso. Vamos continuar amando a pessoa, mas rejeitando as atitudes erradas e suas motivações mesquinhas.

 

Abba Pai, é uma bênção e um privilégio se dirigir ao Senhor nosso Deus, como sendo o nosso mais belo tesouro e de maior valor também. Pai, obrigado pelas famílias e pelos laços de carinho e afetividade que nos une e permite crescer saudáveis e reconhecendo uns aos outros e os valores que cada um possui. Hoje, oramos pelos elos familiares que sejam fortes e resistentes, mas íntimos e afetuosos para enriquecer a experiência de cada um de todos nós; em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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