Permanecer na Aliança

Meditação do dia 04/06/2019 

 “E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida?(Gn 27.46)

 Permanecer na Aliança – As culturas apresentam determinados elementos que só se explicam pelos próprios contextos de seus valores e existências. O casamento está presente em todas elas e em cada uma tem lá os seus rituais simbólicos e que fazem questão de perpetuar não só pelo simbolismo, mas também pelos seus valores. Os hebreus iniciaram suas linhagens firmando-se numa premissa de terem uma aliança eterna com o Deus Altíssimo. Os termos de tal aliança faria deles um povo e nações de propriedade exclusiva de Deus. Todo o desenvolvimento deles, partindo de um único homem, Abraão e sua esposa Sara, viriam sucessivas gerações, todas abençoadas e destinadas à grandeza e à multiplicação até se tornarem numerosos como as estrelas dos céus. Deles viriam o Messias, a esperança bendita de todos os seres humanos que sofriam sob o peso de seus pecados e aguardariam nele a redenção e um reino perpétuo. Coube a Abraão, lançar as bases e instituir o roteiro do estilo de vida para seus filhos seguissem assim, de geração em geração. “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.18,19). Nesse sentido, cabe à cada geração tomar os devidos cuidados para preservar a essência daquilo que os diferenciam dos demais. Na primeira geração, Abraão foi muito zeloso e cuidou para seu filho Isaque não se casasse com alguma cananeia e nem mesmo voltasse à terra de suas origens em busca de uma esposa. Ele encarregou o seu mordomo de fazer essa busca e foi assim que ele se casou com Rebeca, que veio com o entendimento de que ela estava adentrando a uma dinastia promissora diante de Deus e que se tornaria uma matriarca de nações e reis. Ao longo de sua vida em companhia de Isaque percebemos que ela assimilou perfeitamente bem esse conceito e lutou por ele, até mesmo com armas não adequadas ao exercício da fé. no presente momento, ela tem uma DR (discussão de Relação) com Isaque para primariamente salvar a vida de Jacó, que está jurado de morte por Esaú pela trapaça na benção paternal. Ela também apela em segunda instancia (diga-se de passagem disfarçada de primeira), para que Jacó seja “enviado” para Harã com vista a um casamento dentro do próprio clâ; e assim se manteria puro a linhagem da promessa. Não vamos julgar os méritos das intenções de Rebeca, mas era um meio legítimo de atingir uma finalidade espiritual de muita importância. Sabemos que na atualidade, vivemos uma quebra de valores, onde o sistema prevalecente na mentalidade da atual geração é que não há valores absolutos, mas tudo e relativo. Assim a desconstrução dos valores e tradições familiares e culturais, em nome de uma atualidade livre e sem barreiras, produz alianças mistas, esdrúxulas e aversas à fé e ao projeto original de Deus. A Palavra de Deus recomenda evitar o jugo desigual “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co 6.14). contudo estão discutindo hoje, é o que na verdade é “jugo” ou qual o conceito de “desigual” ou se quem escreveu isso, naquele tempo queria dizer…. bem, já vimos sabemos onde isso vai parar. Mas qual é a minha, a sua ou a nossa preocupação com a linhagem de bênção que Deus tem para nós?

 

Senhor, obrigado por ter um plano para tudo e tudo para realizar os teus planos. Somos teus e estamos diante de tua presença para viver e experimentar o melhor que tens para nós, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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