A Segunda Bênção

Meditação do dia 05/06/2019 

 “E Isaque chamou a Jacó, e abençoou-o, e ordenou-lhe, e disse-lhe: Não tomes mulher de entre as filhas de Canaã;(Gn 28.1)

 A segunda Benção – Alguns evangélicos costumam chamar o Batismo com o Espírito Santo, de “segunda bênção;” logicamente sendo a primeira bênção a experiência da salvação em Cristo Jesus. Jacó, aqui ganhou uma segunda bênção do seu pai, e dessa vez de forma limpa. Isaque o chamou e o abençoou, para um propósito específico, ordenando-lhe que evitasse a união com as filhas da terra de Canaã. Isaque estava agora consentindo com a exposição que Rebeca lhe fizera sobre a situação do relacionamento das esposas de Esaú, que pelo contexto, eram um legítima provocação para a fé e os propósitos divinos para os descendentes de Abraão. O relacionamento familiar entre sogra e noras não era dos melhores, pois Rebeca alegava estar passando por uma situação de amargura de alma e não gostaria que Jacó também entrasse por esse caminho. Não tenho procuração para defender ou agir em nome de nenhum deles, mas passa-me a impressão de que Isaque não havia tido esse tipo de conversa com seus filhos ou num nível em que eles ficassem conscientes da vontade dos pais, alinhados com as promessas de Deus e suas alianças. As vezes nós pais, agimos como se pelo fato dos filhos verem algo ou serem informalmente instruídos, é suficiente para que eles façam as escolhas certas e esperadas pelos pais; só quando isso não acontece, é que eles se dão conta de que falharam em alguma etapa do processo de educação e formação dos filhos. O ideal proposto por Deus e abraçado por Abraão e posteriormente adotado nas legislação mosaica por ocasião do êxodo, tudo for instituído e legalizado para perpetuação da transmissão dos propósitos deles para o legado eterno. A bênção geracional é muito importante para preservarmos as conquistas que tivemos, mas também para transmiti-las por várias gerações sem interrupção. Reconhecemos que os nossos patriarcas com suas origens e mentalidade oriental, tinham uma mentalidade muito mais focada nessas questões. A cabeça dos ocidentais hodiernos está muito mais ligada ao prazer e a realização pessoal. Tudo o que demanda esforço e compromisso de longo prazo vai sendo substituídos por modelos mais maleáveis e adaptáveis para a lei do menor esforço. Ainda olhamos para as Escrituras e gostamos do vemos, almejamos as bênçãos e os resultados ali registrados, mas na prática, preferimos fazer do nosso jeito e numa profundidade muito pequena. Amamos a Deus e acreditamos no chamado, na vocação e na capacidade divina de prover os meios necessários, mas arrazoamos muito os conceitos e princípios, de forma que ficam muito diluídos. Os papeis dos pais são agora divididos com babás, professores, cuidadores e especialmente os meios de comunicação. Filhos criados sem a presença e afeto dos pais, são apenas financiados e mantidos, mas sem uma presença real e influenciadora para se dizer discipuladora, corretiva e formadora. Mas as Escrituras ainda tem razão e devem ser a fonte infalível de  inspiração e modelo a ser seguido.

 

Senhor, obrigado pelos pais que abraçaram a paternidade como uma missão e uma tarefa sagrada. Filhos que se espelham nos pais de forma bíblica e temem ao Senhor e tem a tua Palavra como regra de fé e prática. Obrigado pelas igrejas e agencias de ministérios que se especializam em ajudar e promover o ensino saudável dos teus planos e propósitos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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