Perdendo a Paciencia

Meditação do dia: 26/07/2019

 Então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel, e disse: Estou eu no lugar de Deus, que te impediu o fruto de teu ventre?” (Gn 30.2)

Perdendo a Paciencia – que a idéia de discutir a relação é tão antiga quanto a própria sociedade humana. Sobrou até para Jacó, que sendo pressionado pela atitude intempestiva de Raquel, por não gerar filhos, teve que falar grosso e desabafar e alivia a tensão. Embora se amassem de verdade e tivessem uma condição estável no casamento, ela se sentia cada vez mais enfraquecida, porque a sua irmã estava gerando filhos e com isso se tornando a promotora do cumprimento das promessas de Deus para Jacó; agora eles já tinham quatro filhos; ela sendo a esposa favorita, não gerando filhos, ficava numa condição incômoda, pois os herdeiros eram sumamente importante para elevar o status de qualquer membro daquela sociedade. Jacó tinha uma estreita relação com Deus e havia recebido promessas muito grandes dentro do conceito de alianças, que Abraão e Isaque estabeleceram com Deus e agora, Jacó viera de tão longe para se casar e estabelecer uma família e a esposa que ele escolheu não conseguia ter filhos. Quando a gente olha para esse passado distante, dentro daquele contexto social e os seus valores, onde um projeto gigantesco estava sendo levado a efeito por Deus com uma linhagem específica, dá para perceber que no mundo espiritual existem e acontecem verdadeiras batalhas, onde muitas vezes nós, os humanos, fazemos parte importante, mas com uma condição de coadjuvantes quase imperceptíveis. Os hebreus, nessa busca por uma povo aliançado com Deus, se formou quase que exclusivamente com casamentos entre a própria tribo ou clã original; sendo Abraão casou-se com Sara, que era sua meia irmã por parte de pai, e ela foi estéril e mesmo assim foi consorte na promessa divina de que seria mãe de multidões de nações. O casal prevaleceu, gerando um filho único, dentro dessa aliança, que foi Isaque, quando o pai já estava na casa dos cem anos de idade e a mãe, aos noventa anos. Milagre puro e simples! Abraão não tinha problemas com geração de filhos, pois teve Ismael com a serva Agar e posteriormente quando viúvo, casou-se novamente e teve vários outros filhos. Isaque, casou-se com Rebeca, que era sua prima, que por sua vez também foi estéril e o casal batalhou por vinte anos em oração, até o nascimento de filhos gêmeos, Esaú e Jacó. Esaú distanciou-se desse sistema de casar em família e uniu-se a mulheres cananeias, reprovados pelos seus pais e assim ele foi se distanciando cada vez mais do pacto familiar de andar com Deus e gerar filhos dentro do mesmo clã. Jacó, voltou à terra natal de sua mãe e casou-se também com uma prima, filha do irmão de sua mãe; ele foi trapaceado pelo pai da moça, o tio Labão e se viu casado com Lia e não com Raquel, acordo firmado em troca de sete anos de trabalho; teve que repetir o contrato para de fato casar com Raquel, que agora se mostrou também uma mulher impossibilitada de gerar filhos; ao que tudo indica, pelo que vimos, Jacó era fértil e Lia também, porque tiveram quatro filhos. Nessa geração, ao invés de orarem juntos, parece que eles apenas discutiam entre si e tentavam apoiar um ao outro; quando não parecia funcionar, Raquel entrou em crise e ameaçou se matar, ou pelo menos disse isso ao marido, numa expressão que transferia para ele a responsabilidade dela não ter filhos. Ele se estressou com ela e disse que não dependia dele, e fora ele que bloqueara suas chances de se tornar mãe. Já vimos essas versões na vida mais moderna dos nossos dias. Casais frustrados com a impossibilidade de ter filhos e embora invistam muito em tratamentos e possibilidades, e elas as vezes falham. Hoje, claro as razões da paternidade não está pela necessidade de se formar uma nação ou um clã, pelo menos em nossa sociedade ocidental; que sabe em outros contextos pelo mundo, em outras nações e tribos isso ainda seja ocorrência; mas a verdade é que todos de fato gostariam de serem pais e mães. Dentro do nosso clã cristão evangélico, os filhos ainda são considerados uma bênção e uma dádiva divina; e eles são desejados e bem vindos, porque levamos também nos corações as promessas de Deus, sobre a gerações dos justos herdarem a terra, reconstruírem as ruínas que o pecado fez na sociedade e formarmos uma massa crítica de adoradores que implantarão um reino que jamais se acabará. Louvai ao SENHOR. Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR, que em seus mandamentos tem grande prazer. A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada(Sl 112.1,2). E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar (Is 58.12).

Senhor, obrigado por tornar a nossa vida relevante e significativa dentro de um projeto muito especial que é a obra da redenção de todos, através do sacrifício de Cristo e também a formação do Reino de Deus. Somos privilegiados e honrados com a escolha de sermos seus filhos e uma geração de justos, gerando filhos que são bênçãos e farão coisas grandiosas, para glória e louvor do teu santo nome. Em Cristo, oramos agradecidos e desejosos de ver a tua glória, amém.

Pr Jason

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