Ironia

Meditação do dia: 02/09/2019

  Então respondeu Jacó, e disse a Labão: Porque temia; pois que dizia comigo, se porventura não me arrebatarias as tuas filhas. (Gn 31.31)

 Ironia – Inicio hoje, dizendo que esta meditação só poderá ser melhor compreendida, se estiver conectada ao texto de ontem, de onde o texto tem o seu contexto principal. Por razões que até a própria razão desconhece, eu me propus fazer em dois textos para que não se prolongasse muito. A compreensão em si da interrogação de Labão e a consequente resposta de Jacó, está na ironia, que é uma figura de linguagem, conforme se define: ironia é a figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra ou expressão de forma que ela tenha um sentido diferente do habitual e produza um humor sutil. Para que a ironia funcione, esse jogo com as palavras deve ser feito com elegância, de uma maneira que não deixe transparecer imediatamente a intenção.Claro, essa definição bem educada também é aceita, mas a ironia pode e é muitas vezes utilizada de forma debochada, escancarada, afirmando exatamente o contrário do que se articula. Em português oral ela é percebida pela entonação da voz, que demonstra a ironia, o sarcasmo e até o desprezo ao dizer algo afirmando exatamente o contrário do que o interlocutor ouve. Labão perguntou literalmente, “Por que você roubou meus deuses antes de sair de mudança?” O que Jacó respondeu foi: “Não roubei coisa nenhuma e nem ninguém dos meus; você tá maluco, sabe que não cultuo essas coisas e nem aceito!” Labão sabia que Jacó era monoteísta praticante e só cultuava e adorava o Deus único, o Altíssimo, o Criador dos Céus e da Terra, o Deus de Abraão e Isaque; Mas na resposta irônica e sarcástica dada por Jacó, ele literalmente disse assim: “Eu estava temeroso que o senhor viesse atrás de mim para tomar suas filhas e os nossos filhos, então para garantir proteção eu peguei os seus ídolos para eles me protegerem!” Labão entendeu o recado, ele sabia que Jacó não confiança em ídolos e nem apelaria para eles numa situação de crise; ele só orava e pedia ajuda ao seu Deus. Fora a explicação gramatical com suas forças de expressão, vemos um forte testemunho da fé cultivada por Jacó, mesmo vivendo numa terra estranha, com costumes estranhos e pessoas com religiosidade mercantil, que se apega ao que lhe parece conveniente. Labão conhecia o culto do Deus verdadeiro, mas também seguia a multidão e a maioria com as quais convivia. Jacó não se contaminou com a religião do tio e sogro, e ensinara sua casa e os seus a fé verdadeira e o compromisso que tinham através de uma aliança eterna, que lhe era passada não pela tradição familiar, mas pela renovação pessoal dos termos e promessas com cada nova geração dos descendentes de Abraão. Jacó, era a geração que formaria uma nação, com a qual Deus reiteraria sua aliança, para serem o seu povo especial e particular e por intermédio de quem estava sendo pavimentada a estrada para a vinda do Messias, o Cristo, o Redentor da humanidade. Jacó, já tinha consciência de Deus, pela sua graça havia escolhido um homem, Abraão, e através dele criara uma grande família, Jacó, e dela faria uma grande nação, Israel; assim que se estabelecesse isso, Deus tomaria uma família, Davi, e dela um homem, Jesus e consumaria seu propósito eterno. Isso hoje é plenamente compreensível, porque já aconteceu e estamos agora na reta final da consumação de todas as coisas, para que aquele Reino que não terá fim, seja de fato e literalmente implantado. A convicção de fé de Jacó fora muito importante, como é a sua e a minha ainda hoje num contexto social muito depravado e hostil à fé no Deus Verdadeiro.

Senhor, obrigado pelos remanescentes que sempre se apegam as verdades da tua Palavra e não se dobram diante dos ídolos e nem das oportunidades do que é mais fácil e conveniente. São testemunhas fiéis em todo tempo e lugar. São destes que o Senhor conta para fortalecer a posição da verdade e estabelecer o teu reino de justiça e amor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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