Mudança de Salário

Meditação do dia: 10/09/2019

  Tenho estado agora vinte anos na tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; mas o meu salário tens mudado dez vezes. (Gn 31.41)

 Mudanças de Salário – Dia de pagamento é dia de alegria! Mesmo que se pegue e logo já o redistribua entre os muitos compromissos, mas é um momento de gratificação. Salário faz parte das relações de trabalho e consumo; é uma forma de conversão da força de trabalho, criatividade, disponibilidade sendo transformado em moeda corrente. Faz parte também do mercado, ou seja é regulado pela demanda de oferta e procura. Jacó estava falando com seu ex-patrão sobre as condições de trabalho a que se submeteu, para obter aquilo que pretendia. Trabalhou sete anos como dote de casamento pela Raquel e foi trapaceado pelo sogro e se viu casado com a cunhada Lia, e então, voltou ao batente para aquilo que considerava seu grande premi e lá se foram mais sete anos de sua vida. Em seguida veio a época de trabalhar por adquirir algum patrimônio, e Labão tinha a expectativa de trapacear e obter mais vantagens e se dar bem sobre o trabalho alheio. Deus interviu em favor de Jacó e reverteu a situação. Durante esses seis anos, Jacó afirma que seu salário combinado foi alterado dez vezes e certamente não foram aumentos, nem abonos ou gratificações. Hoje, e já faz um bom tempo, toda a situação entre o trabalhador e empregador são políticas de estado e tudo é regulamentado por leis e especialmente no Brasil, foram adotadas algumas práticas sindicais muito fortes que fazem uma intermediação com uma fatia bem lucrativa para uma das partes e normalmente não é o trabalhador. Mas voltando ao nosso propósito, que é meditar na Palavra de Deus e acolher com mansidão a Palavra em nós implantada pelo Espírito Santo através de meditação, leitura e observação devocional. As Escrituras cristãs, tratam da relação de trabalho, como sendo algo que faz parte das relações pessoais e do suprimentos das necessidades e também uma oportunidade da pessoa se realizar através de servir (trabalhar) na sua área principal de motivação e talentos. Quem trabalha dentro de sua vocação primária, trabalha mais feliz, é mais produtivo e sofre menos desgaste. Trabalhar fora da nossa área, é muito estressante, produz mais fadiga e deixa a produtividade aquém do potencial. Embora em muitas culturas e épocas da sociedade e civilização humana, houve sistema legalizado de escravidão, por diversas razões, em termos de fé e espiritualidade, o trabalho e a remuneração esteve sempre enquadrada dentro da mordomia; isto é, as pessoas são servas de Deus e suas atividades de qualquer natureza estão inseridas no culto e na devoção devidas e parte da fé. O trabalho nunca foi uma forma de castigo ou punição para ninguém, nem mesmo para Adão; o trabalho veio antes do pecado adentrar às portas do Paraíso. Ele ficou mais desgastante e cansativo após o pecado e o consequente enfraquecimento da condição humana. Jesus, nos seus dias disse que Deus, o Pai, trabalha até hoje… E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também (Jo 5.17). Então se Deus trabalha, não deve ser e não é castigo ou punição. Por outro lado, Deus regulamentou algumas práticas: Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado (Ddt 24.14,15). Combinado não é caro, o povo de Deus tinha essa regulamentação, de tratar com respeito e consideração o trabalhador, para não incorrer em danos espirituais, pois o pobre que fosse lesado e clamasse a Deus, ele atenderia e o opressor teria problemas. No Novo Testamento, a questão foi levada bem mais a sério como fazendo parte da piedade e da vida devocional dos filhos de Deus. Trabalhar em e corretamente, sendo responsável e produtivo faz parte da nossa adoração e do nosso compromisso com Deus. “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu, e que para com ele não há acepção de pessoas (Ef 6.5-9). Sendo patão ou empregado, dono ou contratado em posição de liderança, somos primariamente adoradores de Deus e servos dele; nossa primeira motivação é servir a Deus, servindo bem e fazendo com excelência; quem trabalha e se dedica só pelo que vale o seu salário não entendeu o que é servir a Deus e ser recompensado por ele no devido tempo e lugar.

Pai, obrigado pela oportunidade de glorificar o teu santo nome através de servir com as nossas habilidades e capacidades. Também apresentamos nossa gratidão pela oportunidade trabalhar e expressar a nossa capacidade criativa e de dons e talentos com os quais fomos presenteados na vida. Queremos fazer bom uso de tudo que nos vem à mão para que haja excelência em nosso culto a ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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