Uma Pedra Por Coluna

Meditação do dia: 12/09/2019

  Então tomou Jacó uma pedra, e erigiu-a por coluna. (Gn 31.45)

 Uma Pedra por Coluna – Já abordei em outros textos a dinâmica de se levantar colunas, monumentos, obeliscos etc. Biblicamente eles eram proibidos quando tinham conotação de idolatria e se ligava a adoração ou perpetuar lembranças que induziriam o povo ao pecado. Porém assim lhes fareis: Derrubareis os seus altares, quebrareis as suas estátuas; e cortareis os seus bosques, e queimareis a fogo as suas imagens de escultura (Dt 7.5). Nas culturas antigas, era costume comum entre as pessoas e civilizações marcarem suas conquistas e vitórias construindo algum monumento para que servisse de memorial daquele feito. Assim como as nações e estados o fazem, as pessoas individualmente também o fazem. Esse tipo de conceito está enraizado no interior de todos nós. Guardamos datas, temos lugares prediletos, símbolos inesquecíveis e celebrações imperdíveis; tanto de cunho religioso, quando civil e familiar e até pessoal. No Brasil, com algumas variações poucas, esquecer a data de aniversário especialmente da esposa, ou do casamento é um sacrilégio. A indústria comercial de eventos fatura alto em cima de aniversário de bebês, de mês em mês, o chamado “mesversário.” Quem não tem uma música predileta que faz lembrar…. quem não tem pequenos objetos guardados por recordação de…. Lendo a Bíblia vamos encontrar muitos memoriais, incluindo a Ceia do Senhor para ser celebrada até a volta do Senhor Jesus. Jacó, quando partiu de casa, erigiu uma pedra por coluna, ungindo-a com azeite e fazendo um voto, que pretendia cumprir ao voltar em paz. Agora, já na volta, ele novamente faz a mesma coisa, mas com uma celebração diferente. Essa coluna seria apenas testemunha de que houve um acordo de paz entre ele e o sogro e que ninguém agrediria ninguém. O que gosto de ver e incentivar, nem sempre é monumentos físicos, mas especialmente atos de fé e testemunho de experiências vividas pela pessoa e sua família, que devem ser lembradas e servir como memoriais. Assim, é que vemos no texto de Dt 6. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas (Dt 6.6-9). Não estou me referindo a amarrar fitinhas nos pulsos ou fazer bandanas na cabeça ou mesmo camisetas com temas bíblicos, muito menos tatuagens com temática gospel. Estamos falando de contar, falar, testemunhar em casa para os filhos sobre os grandes feitos de Deus. Até mesmo as pequenas coisas e bênçãos que Deus tem feito por nós. Em muitas situações Deus realiza uma obra em resposta à oração e alguém vai na igreja e dá o testemunho da graça alcançada e é ali que os demais familiares também ficam sabendo. O ideal é que isso seja contado primeiro e celebrado em casa, em família, festejado e dado glórias a Deus; daí então sim, contar onde puder e fazer cada vez mais conhecido o nome de Deus. Quanto mais os filhos verem e ouvirem nos pais, em casa, em família, a manifestação do poder de Deus e a gratidão e fervor dos pais, mais isso contribui para a perpetuação da fé e da devoção deles. Isso é bíblico: Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos (Sl 78.3-7). Se não fizermos isso, tudo que as crianças vão saber é que Deus é bom e faz maravilhas, mas só na vida dos outros, das outras famílias, nas outras igrejas… nós só ouvimos falar. Não precisa fazer uma festa cara, dispendiosa e que serve mais para ostentação. Faça um almoço ou jantar só com a família mesma, faça o prato preferido de todos, coloque à mesa, sentem juntos ali, testemunhe o que Deus fez, dê as mãos e façam uma oração de gratidão e digam, essa refeição é para celebrar essa bênção. Alguém passou no vestibular, no concurso, foi promovido, ganhou um premio, terminou um tratamento, tirou notas boas, tudo pode ser motivo de celebração em família. Quando minha filha mais velha ganhou uma medalha de boas notas na escola, eu dei-lhe um dinheiro para comprar lanche que ele quisesse. Quando a mais nova, chegou na mesma situação, já veio direto correndo me contar e me mostrar a sua medalha… o que vocês acham que ela tinha em mente? Claro, ganhou também! Deus é bom o tempo todo e isso precisa ser lembrado sempre, e dentro das possibilidades de qualquer família. Se não puder ainda assim mesmo celebre!

Senhor, tu és digno de ser adorado, reconhecido e glorificado em todo tempo e por todos os teus grandes feitos. Somos adoradores e tudo pode ser motivo de mais uma celebração e gratidão. Queremos manter os nossos olhos e nossos ouvidos atentos e com os corações agradecidos todos os dias e passar isso como lição de vida e testemunho de fé para as novas e próximas gerações, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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