Expirou, Morreu e Foi Recolhido

Meditação do dia: 20/11/2019

  E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido ao seu povo, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.” (Gn 35.29)

Expirou, Morreu e Foi Recolhido – “Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado, todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós” (John Donne – 1572-1631). Foi um dos maiores poetas de língua inglesa. Incompreendido na sua época, esquecido por muitos séculos, é hoje reverenciado e lido em todo o mundo. Sua obra serviu de inspiração para muitos outros poetas além do seu tempo. Foi a partir de um belíssimo texto de John Donne, (Meditações) que o escritor norte-americano Ernest Hemingway, encontrou inspiração para o título do seu romance “Por Quem os Sinos obram” (1940), mais tarde adaptado a filme de mesmo nome (1943). A morte está estre as várias experiências comuns a todos os homens, para nós, cristãos e judeus, excetua-se Enoque e Elias. Todos os demais passaram e passam por essa esquina da vida, onde alguém fica e não será mais visto senão na eternidade. Na meditação de hoje não vou enveredar pela saga da melancolia e tristeza fúnebre sobre a morte do patriarca Isaque, que por sinal, já o fiz na meditação de 26/02/2019 – Velho e Farto de Dias, que acabo de reler e não pude deixar de ficar maravilhado com o que eu mesmo escrevi naquele dia. Mas sou profundamente agradecido ao Espírito Santo por me guiar em mente e coração para honrar a memória de Isaque daquela forma. Creio que quando eu crescer, provavelmente eu vou escrever um pouco melhor que hoje; quem viver, verá! Voltando ao ponto principal, aqui desejo destacar o fato de que a morte finda um ciclo; alguma coisa termina e alguma coisa nova começa à partir dali. Sendo assim, independente da nossa visão sobre a morte, ela se faz necessário para o contínuo renovar necessário para que a existência da vida continue sendo significativo. Não gostamos de testes, provas, exames, provações e substituições, pois as mudanças causam incômodos e recomeçar é sempre muito difícil. Sendo assim, a vida tem o seu próprio mecanismo de fazer a roda girar sem a nossa intervenção. As pessoas morrem, muitos velhas e descansam e aliviam-se dos fardos; outras muito jovens e sem terem desfrutado de verdade ou feito a diferença com os seus talentos e contribuições. Ninguém tem controle sobre isso e é justamente por isso que a vida se torna preciosa e os sábios aproveitam ao máximo a única oportunidade de estarem no palco. Isaque se foi, expirou, morreu, foi recolhido ao seu povo e os filhos o sepultaram. Depois que se volta de um sepultamento, a vida continua para todos e um novo ciclo começa, sem aquela pessoa agora. Ainda que ninguém possa assumir aquele papel, mas um novo arranjo vai se configurar. Nenhum de nós que tem pais e ou avós ainda vivos, conseguem imaginar como serão as coisas deles! Mas, acredite, as coisas serão como serão e conosco seguindo em frente. Perde-se os sábios conselhos, o ato de apaziguar os conflitos, contornar os dilemas e etc. mas também forçará a maturidade, a responsabilidade e fé. Penso que temos que nos preparar para isso, não para sofrer a perda, mas para amadurecer e seguir com o projeto de Deus. Isaque nunca seria um substituto à altura de Abraão, nem Jacó de Isaque; nem Josué de Moisés; muito menos Salomão de Davi e Roboão de Salomão. Pedro não substitui Jesus e Timóteo não o faz com Paulo; João não pode ser substituído por Policarpo. Cada um é um e único e tem o seu papel e o seu brilho e o seu ministério. Não fomos colocados aqui para substituir a outrem, mas para viver a nossa história e fazer o nosso papel, traçado e determinado por Deus. Até o nosso dia chegar! Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (I Co 15.52,58).

Senhor, Eterno e Soberano, Aquele que Vive para Sempre! O Altíssimo, o Possuidor dos Céus e da Terra! Nosso Deus; Meu Deus! Autor da vida, Maravilhoso és e sempre serás. Nossa adoração é para ti e o nosso reconhecimento de tua infinita sabedoria em fazer as coisas serem como são e aceitamos como sendo a melhor forma delas serem. Tudo está em perfeita ordem porque assim o fizeste e assim será para todo o sempre, pelos séculos dos séculos, amém. Gratidão, honra e louvor ao teu santo nome! Oferecidos com alegria e satisfação, no nome mais poderoso de todos, o nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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