Jacó e os Sonhos de José

Meditação do dia: 23/11/2019

 “E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que tiveste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?” (Gn 37.10)

Jacó e o Sonho de José – Sonho que se sonha só É só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade.”(Raul Seixas) Até hoje falamos pouco sobre sonhos, mas eles já apareceram na vida de vários personagens dos quais já escrevemos algumas meditações. Jacó foi uma pessoa que teve muitas e variadas experiências com Deus através de sonhos. Ele foi instruído, aconselhado, advertido e abençoado em verdadeiros encontros com Deus através de sonhos. Agora ele é um ancião e vê seu filho adolescente tendo sonhos, e contando a ele e aos irmãos e está provocando separação e irritação de ânimo entre eles. A cada pessoa Deus se revela e manifesta de uma forma diferente, como se fosse uma audiência personalizada. Observe as experiências de várias pessoas ao longo das Escrituras, que praticamente são inéditas a cada vez que acontece. É claro que algumas coisas são quase que um padrão, ou assinatura, porque Deus é fiel, transparente e seu caráter é perfeito e não tendo nada a esconder, ele não faz muito mistério no já misterioso revelar de sua graça. Com Jacó, O Senhor se apresentava como sendo o Deus de Abraão e Isaque e afirmava também que era o seu Deus. Com José, não era assim, ele apenas sonhava com imagens que agiam e pelo simbologismo das peças, se podia fazer alguma interpretação. Até os irmãos deles, que não era lá muito espirituais percebiam que eles estavam incluídos no sonho de José, e não gostavam muito, porque dava a entender que eles se submeteriam a ele. Os irmãos já tinham rivalidade e desavenças pessoais que colocavam uns contra os outros, e agora aparece um dos mais novos, o queridinho do papai, sonhando que todos se curvariam para eles; é até razoável entender a revolta deles. Jacó não entendeu ou conseguiu um discernimento exato dos sonhos de José, por isso chamou-lhe a atenção, porque do ponto de vista natural, estava apontando uma subversão de valores, de um pai se submeter a um filho, ou um filho mais novo prevalecer sobre os mais velhos; naquela cultura, naquele tempo, isso era inaceitável. Agora vamos pensar nisso dentro do nosso contexto, cultura e costumes: Todos trabalhamos para preparar nossos filhos para a vida adulta e serem bem sucedidos; quanto mais prosperar, melhor para eles e para nós. Ficamos muito orgulhosos deles se darem bem na vida e nos negócios ou ministérios. Ao orarmos por eles, precisamos de um nível de discernimento espiritual, acompanhado de maturidade, para vermos o projeto de Deus para eles. Nem sempre iremos ver com tanta clareza, mas todo pai tem um grau de discernimento sobre isso, porque Deus lhe confiou uma criança para cuidar e preparar para cumprir um propósito nesta vida. Todo pai tem autoridade espiritual sobre os filhos e deve encaminhá-los em fé e no temor de Deus. Quando eles chegam a maturidade, farão suas escolhas, supervisionados pelos pais, até que alcancem a pela autoridade sobre suas vidas e então são liberados e abençoados pelos pais para cumprirem seus propósitos. Os antigos hebreus faziam até uma cerimonia de bênçãos e emancipação espiritual chamado “Bar Mitzvah;” Quando a criança se tornava “filho da Lei,” e responsável por sua espiritualidade e respondia por seus atos diante da lei e dos costumes da fé judaica. Mais recentemente, igrejas cristãs adaptaram uma cerimonia com bases na Nova Aliança, que leva o nome de Bar/Bat Barakah – “Filho/Filha da Bênção.” Jacó tinha palavra e promessa de Deus, já anteriormente vindas de Abraão, Isaque e reiterada a ele mesmo de que deles descenderiam reis e nações. Mas ele não tinha uma idéia clara de como isso aconteceria e os caminhos que estavam se descortinando não pareciam ser bons, pois os filhos estavam em conflitos. Mas fica o registro de que Jacó, não deixou de prestar atenção ao que acontecia. Vocês e eu, hoje, prestamos atenção ao que está acontecendo com nossos filhos e medimos as promessas e orações que fazemos e as vezes parece que não estão alinhados e então precisamos fazer uso da fé, porque o Deus a quem servimos é fiel e suas promessas são firmes e à seu tempo se hão de cumprir.

Pai, obrigado pela tarefa de criar filhos que serão a próxima geração a desfrutar as tuas promessas e bênçãos. É nossa tarefa prepara-los para o seu tempo e para o tipo de desafio que terão no tempo deles. A tua fidelidade nos faz acreditar que tudo dará certo e que como fizeste conosco e guiaste de forma maravilhosa, assim também fará com eles, porque a tua Palavra diz que a semente do justo será próspera. Ao olharmos para o mundo à nossa frente, ficamos preocupados, mas ao olharmos para o Deus a quem servimos, podemos descansar, que tudo dará certo e os teus planos se cumprirão. Em nome de Jesus, abençoamos a nova geração. Amém.

Pr Jason

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