Os Filhos de Rúben

Meditação do dia: 05/04/2020

 “E os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.” (Gn 46.9)

Os Filhos de Rúben – Meditar na Palavra de Deus é um exercício que produz crescimento espiritual e esse tipo de crescimento precisa ser tanto vertical quanto horizontal. À medida que vamos em direção à Deus, para cima, também vamos em direção ao próximo e também as realidades na esfera humana e suas condições de vida. A verdadeira espiritualidade não é religiosa; não se atém unicamente ao sobrenatural e metafísico; espiritualidade madura e equilibrada produz relacionamentos saudáveis e construtivos. Um adorador com um nível de excelência na sua expressão de espiritualidade é um excelente cônjuge, um ótimo filho(a), grande amigo, excepcional nas relações de trabalho, quer como líder ou subalterno; qual pastor não quer ter membros em sua congregação verdadeiramente espirituais? Alunos espiritualmente comprometidos são destaques, todos os níveis da vida e dos relacionamentos serão beneficiados. Hoje, eu desejo levar para o lado da família, especialmente os filhos, que são um presentão de Deus para os pais e a razão de seus muitos esforços. Ontem vimos na meditação, o papai Rúben, em desespero de consciência, negociando com o seu pai, Jacó, a  liberação de Benjamim, seu irmão caçula, para voltarem ao Egito para comprar mais comida e liberar Simeão que ficara retido, até comprovação de que não eram espiões. Era na verdade uma prova que José, até então desconhecido por eles, os submeteram para testar e ver a condição de compromisso que agora, vinte e dois anos depois, como eles cuidavam uns dos outros. José poderia estar querendo saber se o seu sacrifício teria produzido alguma mudança na vida deles. O pior erro da vida, é aquele do qual nada se aprende! José queria ver se havia acontecido mudanças entre eles, e se agora cuidavam melhor uns dos outros. Mas voltemos àquela conversa lá em Canaã, entre os patriarcas e o pai deles, quando Rúben diz: Mata os meus dois filhos, se eu não tornar a trazê-lo para ti…” O que você pensaria se estivesse presente lá? O que os irmãos dele devem ter pensado? O que Jacó pensou? Sabe, nada disso nesse momento me interessa tanto quanto o que pensaram cinco outras pessoas, que não aprecem aqui: A esposa de Rúben, mãe dos seus filhos, e os quatro filhos. Já pensou nisso. Como será que eles se sentiram? Ele ofereceu dois filhos para serem mortos, se não trouxesse de volta seu irmão Simeão. A esposa dele poderia pensar: “sacrificar dois dos meus filhos, pela vida do meu cunhado?” Também ela poderia perguntar: “quais os dois, entre os quatro que temos?” E os meninos? “Quem de nós será morto? Tem algum de nós que não tem valor para o papai? Dois de nós somos descartáveis?” Minha imaginação corre solto, pois essa conversa sendo ouvida atrás das paredes ou das portas pelos muitos primos ali, dá para imaginar o boato circulando? Uma reunião da família Rubenita, convocada às pressas, para saber se aquela idéia era pra valer! Alguém diria que não fazia sentido: Rúben irã para o Egito com os demais irmãos, não conseguem liberação da justiça egípcia para Simeão, voltam sem ele e ainda dois filhos serão executados? Já perdemos José à muitos anos, agora Simeão não está aqui e se não conseguir sua libertação, será menos um filho de Jacó e menos dois netos? Tem que haver outra solução! Quantos filhos você tem? Qual ou quantos você estaria disposto a sacrificar por amor a uma outra pessoa? Acredite, como pastor já fiz essa pergunta muitas vezes aos membros da minha congregação; a resposta sempre foi a mesma: NENHUM. Por ninguém! Então lembremos que Deus só tinha um filho, e não o poupou para me salvar, a mim e a você! Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará com ele, e de graça, todas as coisas?” (Rm 8.32). Nossa reflexão além do amor de Deus por nós, também é voltada para a experiência da família de Rúben, quão importante são nossos filhos dentro dos planos de Deus. Ele não estava disposto a chorar a perda de outro irmão sob sua responsabilidade. Nem estava pensando direito e propondo um absurdo. Mas não tem pai e família sacrificando seus filhos, para salvar reputação? Salvar prestígio pessoal? Em troca de favor de pessoas que não estão nem aí por eles? Não tem gente sacrificando a família, esposo(a), filhos por imoralidade sexual? Pelo “direito de ser feliz?” Até por coisas muito mais banais, crianças e famílias são sacrificadas. Apedrejar Rúben não é difícil! O duro é ser ele! Pensem nas escolhas que você mesmo tem feito? Elas não estão sacrificam mais que dois filhos?

Senhor, tenha misericórdia de nós e do nosso estilo de vida, que expõe os nossos filhos a serem sacrificados em altares da comodidade, das facilidades e de um futuro seguro e bem sucedido que na verdade ninguém pode garantir que ele existirá! Como Rúben, em nome de ir para o Egito e comprar mais comida e ajudar um parente, nos dispomos a sacrificar nossa família. O Egito é o mundo e suas seduções e ir para lá em busca de conforto e abundancia nem sempre é uma opção dada por ti. Abra, ó Senhor os nossos olhos, os nossos entendimentos e dá nos um crescimento e uma espiritualidade verdadeira e madura, que glorifica a ti e abençoa o nosso próximo. Nossa família é nosso primeiro ministério, nossa primeira igreja, nossa primeira responsabilidade! Como justificaremos chegarmos ao céu e parte de nossa família ficou para trás, perdida, abandonada e sacrificada até em nome do ministério e de servir a ti. Tenha piedade e nos ajude a nos arrependermos e consertar isso, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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