Como Ruben e Simeão

Meditação do dia: 06/04/2020

 “Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;” (Gn 48.5)

Como Rúben e Simeão – Não acredito que Jacó se dispôs a castigar Ruben, por não ter sido um bom guardião de seu filho José. É até possível que o pai nunca soube dos detalhes do sumiço de José, e que Ruben foi o único que não quis que as coisas acontecessem daquela forma. Mas juntando a necessidade de confirmar a disciplina sobre Ruben por sua conduta, ele perdera a primogenitura que foi repassada a José, através de seus dois filhos Manassés e Efraim. A composição das doze tribos, ficou sendo de dez filhos e dois netos; para eles, dez irmãos e dois sobrinhos. Volto a insistir no fato de que Jacó, andando pelas veredas antigas de Deus, aplicava a disciplina no comportamento do filho, mas confirmava a sua identidade. A herança espiritual, a bênção para a vida bem sucedida deve ser transmitida pelos pais aos seus filhos confirmando suas identidades, diante de Deus e diante dos próprios filhos. Havendo necessidade de disciplina e correção por comportamentos inadequados, perversos e pecaminosos, essas medidas deverão ser tomadas, corrigindo o comportamento mas confirmando a identidade. A promessa divina à Abraão, confirmada a Isaque e reiterada com Jacó, era de uma aliança eterna e geracional, passando de pai para filho, de geração em geração, na linhagem de Abraão; sendo assim, os filhos de José, assumindo uma condição de igualdade com os demais patriarcas, não feria e não interferia em nada, absolutamente nada. Encontramos em toda a Escritura Sagrada, indícios de medidas disciplinares que foram exercidas por Deus, com pessoas, famílias, cidades, nações e reinos, inclusive com Israel. Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas foi disciplinado por Deus quando errou feio. O Senhor também disse a ele, Davi, que o filho dele seria rei em seu lugar no trono de Israel, e que seria também como um filho, mas se viesse a errar, seria disciplinado, e foi. Paulo declara na Carta aos Romanos, que Israel como nação eleita vacilou e temporariamente foi disciplinada por Deus, dando oportunidade da Igreja aparecer e continuar a tarefa de transmitir o Evangelho da graça divina, mas que no devido tempo, eles seriam restaurados ao seu posto. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
(Rm 11.24,25). Nas cartas às sete igrejas da Ásia Menor em Apocalipse, o Senhor Jesus falou em disciplina severa, quando a igreja não cumpre o seu papel. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres (Ap 2.4,5). Retirar o castiçal aqui, é a igreja deixar de ser igreja. Veja bem: Igreja tal qual conhecemos e lidamos no dia a dia, é um corpo espiritual, ligada à Cristo como cabeça e Senhor, mas também é uma instituição social, humana, regida por estatutos sociais e administração humana. Muitas delas deixaram à muito tempo de ser igreja de Cristo, e só está reunido ali nos templos um ajuntamento de pessoas, sem vida espiritual e sem liderança espiritual, fora dos propósitos divinos. É um mero clube social com bons hábitos e costumes; Nada mais (mas não conte para eles, pois eles nem desconfiam). Com pastores e obreiros é a mesma coisa: Perderam a autoridade ministerial pelos pecados e vidas desregradas, sem arrependimento e vivendo vidas duplas. Acontece que são profissionais treinados e capacitados em fazer palestras e pregações, algumas até sem conteúdo bíblico; são libertinos e pervertidos, mas seguidos por gente que quer exatamente isso. Ele finge que prega e pastoreia, eles fingem que ouvem e que são cuidados e ninguém mexe com ninguém e não se fala em pecado, arrependimento, conversão e mudança de vida. É só benção e arrecadação; toma lá dá cá e a verdade, é só um detalhe. Fecho aqui, com aos Hebreus: E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. (Hb 12.5-8,11).

Pai, obrigado pela disciplina que submetes a todos os teus filhos. Entendemos a disciplina como um ato de amor e bondade, para o nosso próprio bem e crescimento. Reconhecemos que para sermos bem sucedidos diante de um mundo depravado, precisamos de disciplina e perseverança. Aceitamos a tua correção e queremos apender as lições de forma obediente e submissa. Obrigado por nos amar e cuidar de nossa produtividade e saúde espiritual. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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