Um Colar de Ouro

Meditação do dia: 16/11/2020

E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço.(Gn 41.42)

Um Colar de Ouro – Um antigo Hino do Cantor Cristão, inicia-se com a pergunta: “Qual o adorno desta vida? É o amor.” As joias e seus materiais sempre foram utilizados como estilo pessoal e ostentação de poder e autoridade. Os reis e os nobres ou até mesmo as pessoas ricas do mundo antigo se cobriam de joias, adornos, adereços e uma infinidade de coisas para demonstrar a sua grandeza pessoal ou de sua casa, família ou reino. Os mais opulentos, as vezes até concediam prêmios e recompensas em outro, valendo-se do peso da pessoa. Qual plebeu não gostaria de ganhar um premio valendo seu peso em ouro? Hoje, enquanto escrevo um grama do metal precioso, está cotado em R$ 333,62. O que equivale a trezentos e trinta e três mil e seiscentos e vinte reais o quilo. Eu peso 71 kg e é claro que vou fazer questão pelas gramas que excede. Hoje seria um homem de vinte e três milhões, seiscentos e oitenta e sete mil e uns bons trocados. É bom lembrar que para alcançar tais prêmios, muitas pessoas perdiam suas vidas e ainda deixavam suas famílias com mais problemas do já tinham, devido a cobiça e a ganancia. A sabedoria divina que segundo o Apóstolo Tiago é muto superior a tudo isso, é um tesouro mais acessível e disponível ao alcance de todos. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia (Tg 3.17). Tudo isso vale desde que ela realmente seja um tesouro precioso para a pessoa. Salomão, nos seus dias, que esbanjou riquezas de todas as espécies e de fato entendia o valor de todas elas, escreveu conselhos muito apropriados que devemos levar em conta. A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará (Pv 4.7-9). Para José, aquele dia era de fato memorável, ainda que as coisas pareciam andar rápido demais, pois nem tinha chegado a hora do almoço e ele já não era mais o mesmo, mudara de roupas duas vezes, ganhou um anel que o tornava distinto de qualquer outra autoridade no império e sua palavra agora tinha praticamente o mesmo peso da palavra do Faraó. Ganhou agora colares de outro, daqueles que faziam parte dos tesouros reais do Egito e só o Faraó e outros poucos nobres e privilegiados seriam vistos com tais adereços. Minha curiosidade é perguntar para vocês, meus três ou quatro leitores mais assíduos, o que tudo isso poderia causar de bom ou de estrago na personalidade de uma pessoa? Dá para imaginar o contexto? É lógico que era tudo muito bom, bênçãos e graças sem medidas. José estava acostumado, por forças maiores a dormir numa cela, uma cama talvez de pedra, ou numa esteira; comer uma comida sem capricho, regulada em quantidade e horário. Hoje, onde ele comeria? Faria o quê depois do almoço? E onde ele dormiria à noite? Como seria a primeira noite fora da prisão e da escravidão? Era muita coisa para adaptar-se, mas por dentro, muitas dessas coisas já estavam resolvidas. Tirar uma pessoa da escravidão não é tão difícil quanto tirar a escravidão de uma pessoa. Determinados presentes, colares, joias e anéis caem melhor em algumas pessoas que em outras. Eu diria que fica bem em pessoas vacinadas e imunizadas contra o vírus do poder. Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro no governo do seu reino (Dn 5.29). Quando aconteceu isso, Daniel já era experiente com palácios e poderes e aqueles trajes e títulos, poder e autoridade não mudaram em nada  sua vida e sua convicção de propósito. Há o ditado popular que “o hábito faz o monge;” Como ficamos nós, que acreditamos que Deus nos vê e conhece com ou sem o hábito? Deus conhecia José e Daniel sem aqueles adereços e eles já eram aprovados e aptos antes daquilo tudo chegar a eles. Diante de Deus, que diferença faz os nossos títulos, currículos, comendas, diplomas e graduações?


Pai, graças podemos te render em todos os nossos dias e em tudo que fazemos. Se todos os nossos títulos, honras e credencias não servirem para serem colocadas diante de ti, para te honrar e louvar, então realmente eles não servem para nada. Tudo o que temos veio de ti e assim, não temos muito de nós mesmos para te oferecer, mas podemos de todo o nosso coração e alma, voluntariamente declarar que tu és Senhor e Rei e que o teu governo é justo e verdadeiro e que por tua graça somos contemplados com a salvação em Cristo Jesus. Agradecemos de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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