Escravo Por Um Copo

Meditação do dia: 09/04/2021

Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça; o homem em cuja mão o copo foi achado, esse será meu servo; porém vós, subi em paz para vosso pai.(Gn 44.17)

Escravo Por Um Copo – A reação quase que imediata de uma pessoa quando é comprovada sua culpa de forma incontestável, é demonstrar-se disposta a receber qualquer medida de compensação. Isso é provocado pela alma, que é muito lógica e racional e não gosta de ficar sob pressão e em dívida ou conflito. Assim, o quando antes for decretada uma penalidade, melhor para a adaptação psicológica. Por isso mesmo, nem sempre todos os valores foram pesados e nem as consequências foram vistas e assim, a pessoa subestima o que fez, como algo menor e que facilmente se pode contornar. O remorso é um tipo de tristeza que invade a pessoa e ele facilmente admite sua culpa e pode até superestimar o castigo e punição que merece. Não deixo de lembrar sempre casos de homens alcoólatras, que sob efeito da bebida, agride a esposa, maltrata os filhos e os animais domésticos, quebra os móveis e utensílios da casa. Assim que passa o efeito, ele chora e se martiriza, que é um fraco e não merece a família que tem, perde perdão e promete não fazer mais… e isso dura até o próximo fim de semana com o encontro de amigos de copos e lá se vai, tudo novamente. O apóstolo Paulo fala de dois tipos de tristeza que acomete a pessoa e somente um é produtivo. “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte(2 Co 7.10). O arrependimento é uma resposta da pessoa à convicção do Espírito Santo através da Palavra de Deus, que leva a pessoa a uma mudança de mente, de atitude e ali ela se entristece pelo que fez, pelos danos causados à outras pessoas, à quebra da sua comunhão com Deus. Essa pessoa guiada pela graça divina, busca o perdão e a reconciliação e se dispõe a fazer as devidas reparações e restituições. Quando não é arrependimento, mas remorso, a tristeza é mais consequência de sua condição racional de culpa e desejo de compensar o que fez e até se submete a receber o que vier, pois isso acalma sua alma, e lhe trás a falsa sensação de que já pagou pelo que fez – aqui entra os merecimentos religiosos ou comportamentais. Até quem tem bom conhecimento espiritual e da Palavra de Deus, sofre a tentativa de racionalizar suas condutas e pagar por si mesmo os custos da redenção. Mas o Espírito Santo sempre irá adverti-lo de que isso não é saudável e não é o caminho da redenção em Cristo. Os irmãos de José chegaram diante dele arrasados emocionalmente; suas mentes estavam confusas e as peças não se encaixavam, pois eles eram honestos, eles não contavam com uma possibilidade daquilo acontecer, mas aconteceu; o governador estava no seu direito de exercer sua justiça e puni-los. Eles confiaram uns nos outros e alguém traiu essa confiança e agora nem dava para discutir se era fato mesmo que Benjamim se apropriara de objetos alheios ou se alguém plantou a prova; a verdade é que a prova estava ali, incontestável diante deles. Assim, o porta-voz falou por todos e admitiu a punição, mas o govenador se negou a punir a todos, por um crime que na concepção dele, apenas um homem fizera, e esse sim, ficaria escravizado. Nas lutas, modernas se diz que o atleta finalizou seu adversário. José colocou Benjamim numa mesma situação em que ele esteve, diante dos dez irmãos, indefeso, impotente. Ele tinha o propósito de ver o que eles fariam diante de mesma cena, o que eles fariam por Benjamim? Isso seria revelador, para eles, para José e certamente para o próprio irmão caçula, que era inocente ali e ainda era inocente em relação ao que acontecera com José. Ao invés de fazer suposições sobre o que fariam, ou perguntar-lhes sobre como agiriam numa eventualidade que um deles ficasse em perigo, José escolheu uma prova de verdade, com elementos autênticos e com testemunhas. A vida como ela é, ao vivo e à cores.

Senhor, obrigado por agir com justiça e verdade para conosco e não simulas possibilidades, mas operas em verdade e em condições reais na vida das pessoas. Que bom que o teu caráter é perfeito e o Senhor é santo em todos os teus caminhos. Jesus lá no Jardim do Getsêmani, experimentou agonia verdadeira, por se identificar com a condição de todos nós, pecadores inveterados e dissimulados, fugindo das responsabilidades. Por isso ele soou como grandes gotas de sangue, e até pediu que se possível fosse, passasse dele aquele cálice amargo, mas que não fizesse a sua vontade pessoal, a vontade do Pai, e assim foi; assim é! Por isso agora podemos te chamar de Pai, podemos ter acesso à sala do trono e achar graça em momento oportuno. Agradecemos essa oferta de amor e sacrifício. A vida dele, pela nossa; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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