O Choro Que Abençoa

Meditação do dia: 23/08/2021

“Portanto mandaram dizer a José: Teu pai ordenou, antes da sua morte, dizendo:
Assim direis a José: Perdoa, rogo-te, a transgressão de teus irmãos, e o seu pecado, porque te fizeram mal; agora, pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai. E José chorou quando eles lhe falavam.”
(Gn 50.16,17)

O Choro Que Abençoa –Falando em choro, como é isso na sua experiencia de vida? Pelo que me lembro, lá pela minha adolescência, um tanto quanto afirmação, eu sufocava o choro e só admitia chorar “de raiva,” quando não podia reagir. Anos mais tarde, já convertido e me encaminhando no treinamento para o ministério, vim a descobrir que esse caminho escolhido, não era bom e não recomendado pela sabedoria divina. “Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma (Pv 22.24,25). Tentei corrigir e trabalhei por isso, e vi bons resultados, mas fiquei num dilema, uma pessoa sem lágrimas, a não ser de alegria ou uma cena emocionante de um filme ou história dramática. Parecia que fui de um extremo para outro. Ganhei fama de durão e em algumas situações as pessoas mais próximas até apostavam: “dessa vez ele chora!” Hoje ainda estou lidando e trabalhando, nisso, mas quando acontece de chorar na oração e poder lavar a alma diante de Deus, eu aprecio muito e não inibo e não busco também o choro. Já desconfiei que Deus me conhece bem melhor do eu mesmo e que Ele sabe muito bem lidar com “o jeito da madeira.” Acredito que você também tenha a sua própria história e experiencia com o choro e as lágrimas e que de forma piedosa tenha experiencias de lidar com isso sem violentar a sua consciência e nem endurecer só para dar a aparência de que é “quebrantado” ou “durão.” Seja você mesmo, e lide com as emoções de forma saudável e acima de tudo como algo que faz parte da sua pessoa, não é um defeito, não é uma falta – Deus fez tudo certo e com propósitos bons. Se aceite! José ouviu os irmãos lhe pedirem perdão pelas atrocidades que cometeram contra ele, à muitos anos atrás. José entendeu, o presente pedido, como havia entendido o anterior e até o momento em que tudo aquilo acontecerá. Ele era um adolescente e muito protegido pelo pai, com certos privilégios acima e além dos demais irmãos, escudados pela desculpa de que era órfão de mãe, a esposa preferida do pai; havia ficado com um irmãozinho bebê, sem a mãe no dia do nascimento e esse contexto todo de ser criado só pelo pai e servas e criadas de serviços, enquanto os irmãos todos, tinham suas mães ali por perto o tempo todo. Quando surgiu a rivalidade e cresceu a animosidade, eram muito jovens, imaturos e alguns deles agiram pelo “efeito manada,” inflamados por Judá, um líder natural e capaz de se impor sobre os mais novos. Agora o contexto era outro. Todos eram adultos, homens trabalhadores, pais de famílias, com seus próprios filhos e até netos, podiam entender agora por experiencia o coração de Jacó e de José; o próprio Judá perdera dois filhos muito jovens e seu coração tinha cicatrizes e marcas que só mesmo Jacó e José talvez pudessem compreender. O pedido de perdão fora comovente para José, porque era sincero da parte dos irmãos, e era acolhido com apreço e honestidade por ele, que havia compreendido os propósitos do Senhor Deus Todo-Poderoso, que se valera daquilo para salvar a todos. Doze homens e um choro! Isso é mais que um dramalhão! É uma lição de vida e de fé, como se faz as coisas certas da maneira certa.

Senhor, meu Deus e nosso Deus, porque somos uma família, somos um corpo e precisamos muito de caminharmos juntos e estarmos afinados e unidos em propósitos de fé. Reconhecemos os teus planos para nossas vidas e agradecemos o privilégio de participarmos dele, podendo assim servir ao próximo enquanto rendemos graças e louvores a Ti como nosso pai e Deus Grande. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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