Clamaram

Meditação do dia: 09/12/2021

“E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão.” (Êx 2.23)

Clamaram – Um significado simples e claro da palavra clamar é “dizer em alta voz; gritar, bradar, exclamar.” Entre todas as variáveis possíveis do ato de clamar, provavelmente todas aludem a um contexto de sofrimento ou condição insatisfatória à ponto de levar a uma medida forte e contundente, que é o clamor. Ninguém clama quando as coisas estão bem e tudo seguindo cursos favoráveis. No contexto da fé, o clamor está diretamente ligado a oração intensa diante de uma situação desesperadora e a necessidade do socorro se faz urgente. Para o povo de Deus, clamar faz parte da nossa fé, não por reclamação, mas por uma busca sincera e comprometida com o resultado que se espera que Deus produza em favor dos seus filhos. O clamor é até incentivado e o povo instado a clamar como forma de reconhecimento de seus pecados e erros e precisarem desesperadamente da ajuda de Deus. Temos muitos textos clássicos nesse sentido: Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes (Jr 33.3). Deus é onisciente, sabe tudo e nós nem mesmos somos cientes, quem dera, fôssemos conscientes; mas deixando os trocadilhos de lado, precisamos desejar muito adquirir conhecimento, que de certa forma está oculto, mas que pode ser revelado, caso haja interesse de nossa parte. Se queremos tanto, à ponto de clamar a Deus por respostas, elas virão certamente. Ana, a mãe do profeta Samuel é um excelente exemplo de resposta de oração, sua angústia e humilhação de alma a fez prostrar-se diante de Deus e se derramar em oração e lágrimas por uma solução, e a resposta veio. Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente (1 Sm 1.10). O salmista transcreve sua condição e fala sobre seu clamor. “Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas” (Sl 130.1,2); “E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15). No caso dos hebreus escravizados no Egito, eles tomaram a iniciativa de reagirem, não com rebelião, guerrilhas, violências ou terrorismo. Eles reconheceram que eram povo de Deus, que tinham uma aliança de bênçãos e promessas de terem sua própria terra e serem uma grande nação e que seu destino era ser bênção para todas as famílias da terra. Se conscientizaram que Deus estava interessado em cumprir suas promessas, mas eles teriam que desejar e desejar muito. Assim, o suspirar pela dureza da escravidão os levou a oração e clamor verdadeiro. Quem está disposto a clamar em voz volta por uma situação ruim, é porque abriu mão de sua condição de manter aquilo na intimidade e torna público o seu desespero e disposição de lutar pela mudança. Escrevendo à Timóteo, pastor da igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo exorta-o a utilizar as práticas de orações vencedoras. “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2.1-4). Você tem motivos e razões para clamar a Deus?

Senhor, clamamos por ajuda e socorro em favor da vida da igreja de Cristo nesses dias  finais aqui na terra; reconhecemos que precisamos mais do que sobreviver, mas prevalecer sobre o mal e o pecado e darmos um bom testemunho para sermos de fato igreja de Cristo, sal e luz para esse mundo corrompido. Clamamos por revestimento de poder, para legitimamente utilizarmos a autoridade que nos foi conferido para atuarmos em nome do Reino de Deus e superarmos as forças do mal, salvando  vidas e transformando as condições ao nosso redor. Oramos e clamamos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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