O Trabalho No Caminho

Meditação do dia: 27/04/2023

“E Moisés contou a seu sogro todas as coisas que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no caminho, e como o Senhor os livrara.” (Ex 18.8)

O Trabalho No Caminho – A vida cristã, a nossa vida espiritual tem sido comparada a uma jornada, uma caminhada. Não é por acaso, pois há todas as possibilidades da metáfora se encaixar perfeitamente. Toda caminhada começa com o primeiro passo; sem esse, nem mesmo existe a jornada!  Uma jornada ou caminhada é um tanto diferente de uma atividade atlética, pois essa exige mais e melhor preparo e essa modalidade é competitiva e quem entra está visando vencer ou ao menos se classificar nas melhores posições, servindo para avaliar a real condição da pessoa e todo o preparo dela é exclusivo para aquela competição. A caminhada ou jornada é mais próxima da idéia de uma peregrinação de fé ou apenas contemplativa. Nosso querido apóstolo São Pedro, escreveu que somos peregrinos e forasteiros… “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma” (1 Pe 2.11). é interessante que ele faz os paralelos imediatamente ao citar que somos peregrinos e forasteiros, o que indica que estamos indo em uma direção que pode ultrapassar barreiras e fronteiras nos colocando em condições de ser até apátridas. Também ele enfatiza que nessa caminhada precisa abster de coisas e condições que não ajudar ou muito pelo contrário, atrapalham e até limitam ou impedem definitivamente a participação na jornada. Os caminhantes evitam pesos e coisas desnecessárias, assim como um peregrino em sua fé, abre mão de coisas que prejudicam sua condição espiritual, mental e emocional, para que possa alcançar o seu objetivo. O profeta Miqueias escreveu: “Levantem-se e vão embora! Porque este não é o lugar de descanso. Vão embora por causa da impureza que traz destruição, sim, destruição enorme.” (Mq 2.10). quem está peregrinando ou numa jornada, não pode parar definitivamente para descansar indefinidamente. Na conversa com o Jetro, Moisés falou sobre o trabalho e as lutas que tiveram no caminho. Acontecem lutas e dificuldades no trajeto, mas são contingencias do caminho, elas são encaradas e enfrentadas com a condição serem e ficarem no caminho. Assim como contemplamos as belezas que paisagem oferece e apreciamos as variedades e maravilhas do trajeto, também lidamos com o devido cuidado com as dificuldades e problemas que aparecem pelo caminho. Mas tudo isso fica pelo caminho. Na vida cristã passamos por caminhos difíceis e situações delicadas que produzem dores e ferimentos, mas eles precisam ficar no passado da nossa vida e da nossa caminhada. Vencedores não se concentram nos obstáculos ou problemas e não os levam consigo. Eles existem para serem superados, vencidos, contornados e a caminhada prossegue. Não se sobrecarregue com os cuidados da vida. Isso limita seu desempenho.

Senhor, te agradecemos pela graça concedida a cada um de seus filhos todos os dias para que possam prevalecer na caminhada. Pedimos sabedoria para enfrentarmos os trabalhos e dificuldades que aparecem em nosso caminho, mas queremos prosseguir e chegarmos ao nosso destino. Sermos semelhantes a Cristo é o nosso objetivo maior e a cada dia caminhamos nessa direção. Agradecemos ao Espírito Santo por nos guiar e ser um consolador maravilhoso. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Contando Tudo

Meditação do dia: 26/04/2023

“E Moisés contou a seu sogro todas as coisas que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, e todo o trabalho que passaram no caminho, e como o Senhor os livrara.” (Ex 18.8)

Contando Tudo – Pessoas que se gostam geralmente tem muita conversa para colocar em dia quando se encontram depois de algum tempo distantes uns dos outros. É certo que tanto Moisés quando Jetro e porque não a esposa Zípora e os meninos tinham muita coisa para perguntarem, e saberem como tudo aconteceu. Moisés também tinha lá suas perguntas e todos queriam saber como foram aqueles dias de afastamento. Mas aqui, queremos pensar como Jetro e Moisés se sentaram para colocar a conversa em ordem. Embora o sogro fosse bem mais experiente, o genro é que tinha vivenciado nos últimos tempos grandes experiencias com Deus e um queria saber como o outro agiu diante dos grandes desafios que se lhe apresentaram. Para Jetro, como mentor de Moisés naquelas caminhadas iniciais de lidar com o espiritual e sobrenatural, saber como ele teria se saído tendo um imenso desafio pela frente. Mas se naquele momento eles estavam no deserto do Sinai, no Monte de Deus, quase dois anos depois da saída do Egito, então era sinal que tudo tinha dado certo e as revelações recebidas por Moisés eram verdadeiras e a boa mão do Senhor Deus o acompanhou o tempo todo. Moisés contou as coisas, os fatos, as lutas, as demandas, os sofrimentos e as angústias que ele e o povo passaram. Mas o ponto alto da conversa foi como o Senhor os livraram de todos os lados e de todos os ataques. Faraó e todo a força militar do Egito não foi páreo para deter a poderosa força do braço do Senhor. A incredulidade, dureza de coração e negativismo do próprio povo também não se sustentou diante do poder de Deus. Podemos contar tudo o que se passou conosco, em nossa jornada; podemos falar dos tempos difíceis e provações internas e externas, vindas dos inimigos e adversários, como também quando recebemos “fogo amigo,” isto é, quando alguém  dos nossos faz o papel de inimigo e atira pra valer nos seus próprios amigos. Enfrentamos também ações daqueles que se portam como “quinta coluna,” ou seja, alguém de dentro traindo e passando informações e estratégias para os inimigos. Ninguém está isento de tudo isso. Mas a minha lição do dia é que se estou contando isso, é porque prevaleci, sobrevivi e agora posso contar. Mas a ênfase deve ser na bondade e fidelidade de Deus. Quem luta e vence deve se alegrar por ter vencido e estar de pé, os cortes, os ferimentos e as cicatrizes são apenas marcas do passado, não determinam o presente e muito menos o futuro. Deus é bom o tempo todo! Foi no passado; é no presente e será no futuro, para sempre e sempre, pelos séculos dos séculos, amém.

Senhor, obrigado por cada vitória, por cada etapa da caminhada. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Cordiais Saudações

Meditação do dia: 25/04/2023

“Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda.” (Ex 18.7)

Cordiais Saudações – Relacionamentos familiares podem ser chaves para o sucesso e a realização pessoal. Muito do somos e fazemos tem um sólido alicerce em nossas famílias, quer a imediata, quer a de origem e até mesmo aquelas que entraram em nossas vidas em algum momento da vida. Se os relacionamentos forem quebrados, partidos, difíceis e ou disfuncionais, isso afetará o presente e o futuro já está comprometido. Será necessário um trabalho árduo e diligente para interromper o ciclo de dor e rejeição ou as marcas de amarguras e imposição. Mas o diálogo e a busca em oração por ajuda divina e de pessoas boas e maduras para ajudar no processo de restauração, que pode até mesmo ser profissionais da área de aconselhamento terapêutico. Quando leio essas histórias, como a de Moisés e outros personagens, posso pensar e comparar com outras pessoas da Bíblia que também tiveram relacionamentos familiares e cada um a seu modo, tem muito a contribuir para a nossa edificação. Jacó é um caso típico de alguém que teve que conviver com uma pessoa difícil de lidar, ambiciosa, avarenta, desonesta e disposta a trapacear para se dar nos negócios. Jacó era sobrinho e genro de Labão. Mesmo com todas as circunstancias agindo em contrário, Jacó persistiu em ser trabalhador, honesto, dedicado, cheio de fé e confiança nas promessas de Deus. Ele se apegou ao fato de ter sido abençoado pelos pais e ter uma boa experiencia pessoal com Deus que lhe assegurou promessas que ele não abriu mão, mesmo com a esterilidade da esposa amada, ou as questões de trabalho com o rebanho do tio e sogro. Moisés, ao contrário, caiu nas graças de Jetro desde o primeiro dia e tudo indica que ele trabalhou e fez por merecer essa confiança e simpatia do sogro. As entrelinhas nos permitem ver um relacionamento saudável e construtivo, sem dominação ou imposições de ambos os lados. Jetro por ser sacerdote não impôs uma fé ou tomada de decisões espirituais ou religiosas sobre Moisés e facilitou a ele a compreensão do chamado divino e o apoio em tudo quando chegou o momento de obedecer a vocação e assumir o seu papel de liderança. Aqui, presenciamos o reencontro deles e percebemos que havia alegria e gratidão da parte dos dois. Moisés havia conseguido libertar seu povo sob o comando de Deus que se manifestou poderosamente se fazendo conhecer em muitas terras distantes. Jetro foi abençoador ao cuidar da família de Moisés e trazê-la para que também participasse da vida e das promessas que também lhes pertencia. As bênçãos de Deus sempre serão para serem compartilhadas em família e permitir que ela seja inserida naquilo que Deus tem feito e promete fazer ainda que seja para um futuro distante. Nosso desafio do dia é examinar e diagnosticar o estado dos nossos relacionamentos familiares, com nossos pais e sogros e todo esse círculo próximo. Cultivar relacionamentos disfuncionais, doentios ou cheios de reservas, não faz bem e não nos ajuda na caminhada em direção à nossa terra prometida.

Senhor, obrigado por nos ajudar com os relacionamentos com nossos familiares. Queremos ser bênçãos para eles e agradecemos o que eles são e o que fazem por nós; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Toma, Que a Família é Tua

Meditação do dia: 24/04/2023

“Disse a Moisés: Eu, teu sogro Jetro, venho a ti, com tua mulher e seus dois filhos com ela.” (Ex 18.6)

Toma, Que a Família é Tua – Estamos no mês de Maio e normalmente este é no Brasil um tempo dedicado à família. Muitas igrejas se dedicam a refletir e realizar eventos, mensagens e ações que tenham centralidade na família. Aqui na Monte das Oliveiras, também fazemos isso a muitos anos e já é sagrado voltarmos a nossa atenção e intenção para esse tema. Nada é tão humano quanto a família! Foi a primeira instituição humana, criada por Deus e abençoada e serve de modelo para muitas outras criações e organizações, só que nenhuma outra tem um DNA tão divino como a família. Nada foi tão combatida, desacreditada, desmotivada e ameaçada como a família, mas ela está aí, firme e forte e assim será pelos séculos dos séculos, amém. Todos, viemos de uma família, pode até que ela tenha sido disfuncional e com modus operandi tão ruim que não deixou saudades, mas ainda assim, era uma família. É oportuno então, falar um pouco do tema, já estamos falando sobre Jetro, um pai dedicado, que criou pelo menos sete filhas, numa época difícil e numa condição de servir de modelo, já que ele servia como sacerdote para as pessoas daquela localidade. Como família ele acolheu Moisés e o ajudou a formar sua própria família e podemos pensar que o modelo foi crucial para ele, porque fora criado no palácio real do Egito, filho da princesa e tinha todas as mordomias e regalias que o seu status lhe permitia. Agora, o modelo de família na qual ele estava inserido era totalmente diferente. A nobreza não era um título, mas uma atitude; servir não era coisa de servo ou escravo, mas de pessoas que faziam por amor e cooperação. Sou capaz de dar asas a minha imaginação e pensar que Moisés teve que praticamente aprender tudo, e deve ter dado um bom trabalho para Jetro e Zípora, adaptá-lo a ser chefe de família, mas sem um cetro e coroa e muito menos um chicote. Quando ele foi de volta para o Egito, levou a sua família até uma distancia e de lá teve que enviá-los de volta para casa de Jetro e seguir sozinho e só agora eles se reencontravam. Jetro, acolheu em sua casa a filha e os netos e cuidou deles. Isso não é uma novidade para os dias atuais, onde o contexto de família está trazendo de volta para casa dos pais, os filhos que saíram para estudar e não conseguem seguir na “carreira solo,” por muitas razões diversas, incluindo situação financeira pessoal, familiar e até a condição econômica do país. Outras dificuldades, tem feito com que os pais tenham que acolher filhos e netos e dividir com eles os recursos e facilitar assim a sobrevivência. Qualquer que seja a razão, é uma realidade social da atualidade e a igreja precisa lidar com isso e oferecer acolhimento e apoio para que a mensagem do Evangelho seja uma bênção e produza transformação nessas vidas. Quando chegou o momento apropriado, Jetro tomou sua filha e os seus netos e puseram o pé na estrada pelo meio do deserto e foram encontrar com Moisés e os israelitas acampados no Monte de Deus e em nossa linguagem popular, Jetro disse para o genro: “Toma, que a família é tua!” Lugar de família é juntos! Como prometido no dia do casamento: “Prometes… na saúde e na doença, na pobreza e na riqueza, em tudo que a vida concede e em tudo que ela retira… e sereis fiéis um ao outro até que…. “Não esqueçam que vocês prometeram isso um dia, diante de Deus e de muitas testemunhas. Onde está a sua família? Como está a sua família?

Pai, obrigado por cuidar das nossas famílias e no teu plano devemos estar juntos, unidos, batalhando pela graça do Senhor e nos fortalecer a cada dia pela comunhão e na prática da tua Palavra. Agradecemos toda ajuda e pela presença do Senhor em nossos lares; em nome de Jesus oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Reunindo a Família

Meditação do dia: 23/04/2023

“Vindo, pois, Jetro, o sogro de Moisés, com seus filhos e com sua mulher, a Moisés no deserto, ao monte de Deus, onde se tinha acampado,” (Ex 18.5)

Reunindo a Família – Quem não gosta dos encontros de família? Quanto mais numerosa, melhor a festa. Alguns desses encontros são aguardados com muita expectativa e é sempre uma festa. Na nossa meditação, encontramos a família podendo se ver, rever e se conhecer, porque algumas daquelas pessoas nunca haviam se encontrado e com certeza havia muita vontade de terem esse encontro. Os filhos de Moisés certamente haviam ouvido as histórias de seus outros familiares que viviam lá no Egito; os parentes de Moisés provavelmente não souberam por muitos anos, se ele estava até mesmo vivo; ou se estava bem e caso tivesse sobrevivido, como estaria? Teria casado, tinha filhos, como seriam? Além do encontro social, ali estava acontecendo uma conclusão de uma grande etapa da vida de diversas pessoas, que viram suas vidas e histórias se juntarem, se conformarem e  tomarem direções até então impensadas e improváveis. Mas quero fazer umas poucas aplicações de verdades com princípios ou lições de vida para a nossa jornada espiritual. Muitas pessoas, herdeiras e participantes de uma mesma vocação espiritual tem a rara oportunidade de se encontrarem e esse encontro acontece no deserto, que significa um tempo de provação e dificuldades no caminho dos objetivos e propósitos de Deus para eles e para nós. É interessante que esse deserto, onde acontecerá o encontro, é também onde está o monte de Deus;  uma alusão a um lugar onde se teve uma grande experiencia pessoal e onde a direção para a vida dali em diante estava sendo ajustada por Deus. Algum tempo atrás, durante a sua jornada de trabalho com o rebanho de Jetro, Moisés viera até aquele monte em busca de melhores pastagens para o rebanho e o que de fato ele encontrou foi a Deus, na mais significativa revelação divina a uma pessoa. Naquele monte, naquele dia, Moisés conheceu verdadeiramente ao Senhor Deus de seus antepassados e se comprometera com a jornada de sua vida. Agora ele estava novamente ali, já com o povo que libertara do Egito. Ainda que tudo estive seguindo um curso promissor, faltava à Moisés a presença de sua família, que havia abraçado a sua fé e a sua missão, mas não puderam estar com ele desde o começo. Jetro, o patriarca midianita, viera ao encontro de alguém que agora estava investido de grande autoridade e muita responsabilidade sobre seus ombros e certamente precisaria da presença, do carinho e da companhia da esposa e filhos. Eles eram participantes daquela mesma promessa e precisavam se integrar na prática e viver plenamente a vida de herdeiros das promessas de Deus àquele povo.

Senhor, em nome de Jesus agradecemos aos muitos encontros dentro da família de fé e das lições a aprender, a ensinar e a experimentar juntos. Quando o Senhor chama alguém para uma missão, a sua família se torna também herdeira de tudo que acontece nessa jornada e sempre há muito o que aprender e a ensinar. Obrigado por cada pessoa que o Senhor tem levantado para nos abençoar. Agradecemos por todas elas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro e Zípora

Meditação do dia: 22/04/2023

“E Jetro, sogro de Moisés, tomou a Zípora, a mulher de Moisés, depois que ele lha enviara,” (Ex 18.2)

Jetro e Zípora – Familia é algo maravilhoso, complexo, mas que está entre as prioridades da vida humana. Sem uma família, nos sentimos incompletos, carentes e o preço pela solidão é muito alto. À menos que alguém receba uma vocação para o celibato, comprometido com um ministério especial, dentro da perfeita vontade de Deus, escolher não ter uma família, é uma escolha muito triste. Jetro tinha uma família grande e acolhedora, que recebera a Moisés e o incluiu na sua rotina e o treinou para uma missão de grande valia para os propósitos de Deus, que seria abençoador para todas as demais famílias da terra. Gosto de pensar nessa passagem, como aquele tipo de experiencia que faz com que a gente esquente a cuca, pensando se tomamos algum atalho, demos algum passo errado ou fizemos alguma escolha que nos tirou do caminho proposto. Moisés saíra de Midiã, em companhia da esposa Zípora e os dois filhos, para irem ao Egito, encontrar com seus familiares e liderança dos hebreus e confrontar Faraó quanto à libertação dos israelitas. Tudo isso era trabalho a ser feito em família. Afinal, eles agora formavam uma família, abraçaram uma fé e acolheram o chamado do líder e deveriam compartilhar juntos das experiencias que viriam. Para Zípora e os filhos, um dia isso teria que acontecer, pois se casara com um forasteiro que nunca abriu mão de quem era e do que deveria fazer. Cientes disso, ela e os filhos esperavam dia de começarem a jornada das jornadas. Foram até uma parte do caminho e numa estalagem onde se hospedaram, alguma coisa mudou tudo o que estava planejado e Zípora e os meninos tiveram que voltar a Midiã e ficar com Jetro até segunda ordem. Confesso que se fosse comigo, eu teria muito o que pensar e a decisão não seria fácil. Se aquela estalagem foi um divisor para a vida de Moisés e sua família, ela deve representar algum de tipo de ruptura em nossa jornada, na consagração e na caminhada rumo a assumir a posição que sabemos ser a vontade de Deus para nós no momento. Já passamos por essa meditação quando Moisés estava à caminho do Egito; agora estamos olhando para a presença da pessoa de Jetro na vida, família e ministério de Moisés e sua influencia no povo de Deus. Então, ele teve que receber a filha e os netos para ficarem sob sua guarda até uma próxima ordem. Ali estava Jetro novamente, disponível, receptivo e abençoador. Não é humor negro, mas ali estava de volta os que não foram!

Senhor, obrigado pelos nossos familiares que compartilham das nossas experiencias e em algumas situações eles são os instrumentos que nos acalmam e nos dão o suporte necessário para prosseguirmos e nos sentirmos seguros até uma segunda ordem do Senhor. Mesmo quando não entendemos o porque precisamos nos separar dos nossos familiares e seguir por algum tempo numa experiencia solo, podemos saber que somos abençoados por ter pessoas que nos amam, nos respeitam e entendem a nossa missão e estão abertos a acolher e ajudar. Somos gratos por eles, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Vai Em Paz

Meditação do dia: 21/04/2023

“Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.” (Ex 4.18)

Vai Em Paz – No Novo Testamento conhecemos a verdade bíblica, que Deus usa as coisas pequenas, frágeis, pouco valorizadas, para confundir as que se ostentam e se apresentam como poderosas, sábias e em posição de destaque. Nas palavras do apóstolo São Paulo: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são” (1 Co 1.27,28). Mas isso não apareceu apenas nos tempos da igreja e sim, desde a eternidade, é princípio eterno. Moisés fora um príncipe egípcio, uma posição social de maior destaque no mundo daquela época. O Egito era o mais forte império naqueles dias e os seus reis eram venerados como se fossem deuses. Mas de repente, tudo isso ruiu por terra e Moisés não passava de um fugitivo, sem prestígio, sem paradeiro, honra ou respeito. Foi parar numa terra distante, numa tribo nada significante e viver quase que de favor com um homem que lhe ofereceu abrigo e ele passou a servir numa posição de trabalhador braçal, cuidando de ovelhas que nem dele era. Todo o exterior, toda a aparente postura de homem poderoso, lhe fora tirado e recomeçou sua vida, como se fosse apenas a oportunidade que um condenado ganhou de sobreviver em troca de serviço. Mas por dentro, a essência daquele Moisés, era a mesma de que fora criado por Deus e dado àquela família de hebreus, que fez de tudo para sustenta-lo vivo, acreditando que poderia vir a ser alguém que cumpriria um destino muito promissor, não apenas para si e sua família, mas para toda a nação. Jetro, que era apenas um modesto criador de ovelhas com a ajuda das filhas e servia de sacerdote para algumas poucas pessoas que cultuavam o Deus Criador, mas num lugar tão distante, tão remoto, tão insignificante que não teria como fazer diferença alguma numa grande causa. Será? Ainda que Moisés pensasse assim, como muitos de nós pensamos ainda nos dias de hoje, já no século XXI, que para ser e fazer alguma coisa importante, seria preciso… teria que estar em… teria que ter…. Deus ainda é o Senhor de tudo e de todos! Ainda está no controle e nada é tão distante, pequeno, indiferente ou insignificante estando em suas mãos e sob o seu propósito. Moisés teve uma grande experiencia com Deus, descobriu seu chamado, sua verdadeira vocação e qual seria a sua missão de vida e voltou para Jetro que o acolhei com tanta piedade e zelo, como no dia em que ele ali chegara, assustado, desconfiado e sem certezas de coisa alguma. Jetro lhe disse “Vai em Paz!” quanto peso de bondade poderia conter essas palavras? Como elas foram acalentadoras para Moisés? As coisas grandes de Deus estão reservadas em condições que é exigem humildade, quebrantamento e pureza de coração para compreender e liberar o acesso. O chamado e o ministério eram de Moisés, mas a bênção de Jetro fazia todo sentido. A lição aqui é que mesmo os grandes, precisam reconhecer o papel daqueles que Deus colocou nas suas vidas para momentos especiais. Precisamos da aprovação de pessoas aprovadas e sabem o lugar delas e sabem o momento de liberar a bênção para que as coisas comecem a acontecer.

Senhor, graças te damos pelas pessoas que liberam a bênção delas e ali está contido a tua bênção também e o momento certo para se dar os próximos passos. Obrigado pelas pessoas que reconhecem suas próprias chamadas, mas reconhecem também as pessoas em autoridade que foram colocadas sobre elas ou ao lado delas para abrir as portas e facilitar os acessos. Graças, por essas vidas, que nos abrem as portas e nos deixam ir em paz para realizarmos o nosso chamado e elas se realizam com a bênção acontecendo em nossas vidas. Oro por elas e para os seus serviços sejam reconhecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés Voltou Para Jetro

Meditação do dia: 20/04/2023

“Então foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.” (Ex 4.18)

Moisés Voltou Para Jetro – O propósito de Deus para seus filhos é que tenham uma vida normal, sem altos e nem baixos de forma descoordenadas. Certamente pelas nossas limitações humanas, um sentido ascendente é preferível que linear plano ou em sentido declinante. Sendo Deus a prioridade e ocupando de fato esse lugar e essa condição, as promessas garantem uma estabilidade. Quando olho o que está descrito no Salmo primeiro, é isso que eu vejo. Quando olho para o Salmo quinze, vejo estabilidade e segurança. Estou dizendo que a normalidade da vida cristã, deve ser buscada e cultivada com diligencia. O fervor da fé não tem muito de fanatismo, extremos e exageros; mas as prioridades nos devidos lugares, o espiritual acima do material e eterno buscando com afinco à despeito do passageiro e temporal. Quando olhamos para aquela chave dourada que Jesus deixou no sermão do monte, “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33); estamos vendo Deus falando sobre o que de fato faz sentido e o que é necessário para seguirmos em boas condições. Foi o Criador que nos fez tal qual somos, providenciando antecipadamente todas as reservas necessárias ao bem-estar das suas criaturas. Todas as necessidades humanas, físicas, alimentares, emocionais, intelectuais, espirituais, descanso e recondicionamentos, reposição de energias e outras mais, estão contempladas na provisão divina. Precisamos trabalhar e exercitar os talentos e habilidades para produzir e desenvolver todo o nosso potencial e suprir as demandas individuais, familiares, sociais e globais. Mas isso não precisaria ser tão difícil como tem sido e nem tão desigual, produzindo anomalias e desregramentos, com exageros e desperdícios. O equilíbrio é o grande desafio da vida. Hoje, na meditação, encontramos uma pessoa tendo uma grande experiencia espiritual bem no meio de sua jornada de trabalho. Isso significa que do ponto de vista de Deus não há distinção entre sagrado e secular, hora de trabalho e hora de cultivar relacionamento com Deus. O Criador, Senhor de tudo, tem primazia sobre nossas atividades. Após aquela grande experiencia, ele ainda tinha que cuidar do rebanho do sogro, leva-las em segurança e compartilhar com alguém maduro o suficiente para lhe orientar e apoiar. Moisés tinha Jetro, que sabemos ser o tipo de pessoa, de pai, de sacerdote e conselheiro que realmente estaria à altura para servir naquele momento. Jetro era quem era, mas Moisés precisa reconhecer e valorizar isso e foi o que ele fez. Quando você passa por alguma experiencia grande, acima do nível até então experimentado, você tem para quem voltar? Você reconhece as pessoas que Deus colocou na sua vida, para dentro da normalidade de acompanhar e quando surgir algo novo, elas podem ser o elo de ligação entre o que é até agora e o novo que irá começar? Quando atendemos um novo chamado ou chegamos a uma nova compreensão, precisamos de pessoas que nos acolha e nos transmita a segurança necessária. Feliz de quem tem um Jetro, para voltar e dizer que algo novo está se aproximando e entende que Deus está agindo para algo maior e preciso seguir nesse caminho. É para isso que os Jetros servem!

Senhor, obrigado porque podemos ouvir a tua voz, discernir a tua vontade, mas é preciso receber as confirmações que nos farão bem e darão segurança. Todas as pessoas boas e amadurecidas que fazem parte das nossas vidas, estão ali por razões que podem ir muito além da nossa compreensão atual. Também as pessoas mais novas, mas espirituais e tementes ao Senhor exercem importantes papeis no modo como o Senhor conduz o teu governo. Obrigado pelo Corpo de Cristo, pessoas como nós, com experiencias contigo como as nossas, bênçãos e apoio estratégicos para os momentos decisivos. Obrigado por todos eles. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro, o Dono do Rebanho

Meditação do dia: 19/04/2023

“E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe.” (Ex 3.1)

Jetro, o Dono do Rebanho – Já passamos por esse texto dos capítulos iniciais do livro de Êxodo, quando estávamos estudando a vida, o chamado, o preparo e o ministério inicial de Moisés. Retornamos ao texto agora pela pessoa de Jetro, que aparece aqui como o dono do rebanho pastoreado por Moisés, o genro do sacerdote de Midiã. Em termos de tempo corrido, estamos falando de aproximadamente quarenta anos, desde a chegada de Moisés na casa de Jetro e se alojado ali, encontrado abrigo, apoio, se casou e teve dois filhos. Durante todo esse tempo, o ex-príncipe do Egito se tornara um pastor de ovelhas naquelas terras desertas de Midiã. Mas hoje não falaremos de Moisés e suas experiencias, queremos pensar no outro lado da história, não o lado do herói, ou personagem principal do enredo, mas, digamos, na parte do coadjuvante. Jetro era um criador de ovelhas e cabras, e desse ofício sustentava a sua família, mas também servia como sacerdote ali naquela cidade ou aldeia onde vivia. Nossa cabeça ocidental acostumada com cidades grandes, igrejas com templos suntuosos, onde eles exercem um papel tão importante que em muitos casos se tornam até mais importante do que a própria igreja. Em certos casos foram construídos para congregar milhares de fiéis, que não foram tão fiéis assim e deixaram aquela casa entregue à solidão, com apenas poucas dezenas de pessoas que aparecem para cultuar. Exteriormente, quem passa ainda olha admirado e diz: “que igreja grande!!” Jetro, provavelmente seria um sacerdote do Deus Criador, para um contingente pequeno de parte daquela população, especialmente os de origem semita; até pode ser que todo o seu público poderia se resumir em sua família e servos de sua casa. Na minha vontade de aprender, olho para um senhor de cabelos grisalhos, paciente, gentil e dono de um pequeno rebanho, que agora está sob os cuidados de um genro estrangeiro, ou não, mas de criação nobre, que teve que renunciar tudo para aprender o básico, o simples, até estar em condições de conhecer a Deus. A vida, o rebanho, a família e a hospitalidade daquele ancião, estivera à serviço da obra de Deus para treinar alguém para uma grande tarefa, que consumiria a terceira parte de quarenta anos de sua vida. Não conseguimos imaginar Israel, os hebreus no velho Egito, sem a figura de Moisés, pronto para libertá-los. Igualmente não podemos imaginar um Moisés pronto, sem a figura de um Jetro, um pacato sacerdote de uma família num vilarejo distante. Na verdade, sem a bondade de Deus, nem conseguimos imaginar coisa alguma significativa em nossas vidas. Somos o que somos, temos o que temos e fazemos o que fazemos, por causa da bondade divina revelada a nós em Cristo Jesus. O deserto, a vida antiga frustrada, o começo de algo que nos parece insignificante, na verdade, Deus preparou o lugar, as pessoas e os meios para trabalhar em nossas vidas. Louvamos ao Senhor, por Jetros, Midiãs, desertos e pessoas que entraram e nos moldaram e nos abençoam até hoje. Aprendemos como Moisés, cuidando do rebanho dos outros, aprendendo com eles, até entrarmos em nossa verdadeira missão de vida.

Senhor, Obrigado, por providenciar tudo o de que precisamos para o nosso treinamento para servirmos primeiramente ao Senhor, servindo às pessoas a quem tu amas e estás trabalhando nelas e somos parte dessa agir. Graças damos pelos irmãos de caminhada que entraram em nossas vidas e permitiram que pudéssemos caminhar com eles e aprender e servir e sermos servidos também. Obrigado, Espirito Santo, pela vocação e treinamento que temos recebido de ti. Agradeço, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jetro, o Hospitaleiro

Meditação do dia: 18/04/2023

“Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel seu povo, como o SENHOR tinha tirado a Israel do Egito.” (Ex 18.1)

Jetro, o Hospitaleiro – Há adágio antigo que diz que só conhecemos bem uma pessoa depois comer um saco de sal com ele. Nesse antigamente, no interior, as famílias compravam o sal que vinha embalado em sacos, que deveria conter de 30 a 50 kg. Como o consumo de sal é de poucos gramas por dia, imagina quanto se levaria para comer um saco de sal? Estou abrindo essa meditação com essa volta salgada ao imaginário sertanejo do interior do Brasil, para nos trazer ao que realmente nos interessa, sobre a vida e a pessoa do nosso querido Jetro, o sogro de Moisés. Lá no capitulo dois do livro de Êxodo, quando esse distinto sacerdote entra na narrativa bíblica e na vida de Moisés, encontramos no versículo vinte a seguinte descrição: “E disse a suas filhas: E onde está ele? Por que deixastes o homem? Chamai-o para que coma pão.” Isso demonstra que era ele uma pessoa educada, hospitaleira e agradecida por ter recebido um favor que lhe fora feita por alguém que agiu em defesa de suas filhas. Moisés ajudou na defesa das meninas e ajudou a dar água ao rebanho de um até então desconhecido. Como devia rezar a tradição dos bons costumes, as moças não se envolveram em maiores relacionamentos com um homem estranho, com ares de viajante, embora parecesse educado, gentil e prestativo, até interferindo numa rusga local por prioridade de água do poço para os rebanhos. Hospitalidade é uma qualidade apreciada em toda a sociedade humana, de todas as culturas e embora cada uma delas tenham lá as suas convenciencias, ser hospitaleiro, em alguns lugares é algo levado muito à sério e faz parte das cortesias que se deve cultivar e assim demonstrar civilidade e bons modos. O escritor aos Hebreus cita essa virtude como algo que os cristãos deveriam se esforçar na prática, porque além das serventias sociais e humanitárias, pode ser um caminho para grandes possibilidades espirituais. “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos” (Hb 13.2). Pelo bom hábito de servir as pessoas e hospedar aqueles que passavam de viagem, muitos deles cansados, famintos, doentes ou desorientados sobre os caminhos e os percursos a serem feitos, entre os tantos que Jetro porventura já hospedara, agora chega alguém que na verdade estava sendo conduzido a ele por Deus para um tratamento e também uma forma de serem bênçãos um na vida do outro. Aquele convite feito através das filhas, como forma de demonstrar apreço e gratidão pela ajuda, seria um momento para o forasteiro se alimentar, descansar e quem sabe seguir seu caminho. Uma boa amizade poderia surgir dali e de alguma forma Jetro poderia retribuir a gentileza recebida. Nenhum dos dois se sentira obrigado a fazer o que fizeram, mas ambos se viram agraciados pela bondade de outra pessoa completamente desconhecida. Na verdade, estamos falando de dois homens de Deus e da forma como eles “casualmente” se encontraram pela primeira vez. Eu tenho uma história de vida vivida fora e longe da casa dos meus pais e sei e posso falar com muita gratidão de muitas pessoas e famílias que me foram acolhedoras, me favoreceram e cuidaram de mim. Pude também utilizar minha casa e minha família para oferecer apoio e ajuda a outros que tal qual eu, estavam longe de suas bases, ou à trabalho ou pela causa do reino de Deus, como obreiros, seminaristas e outros mais. Meus pais sempre foram muito hospitaleiros e calorosos com pessoas nessas condições, sem falar na cultura do Centro-Oeste brasileiro que predomina a simplicidade e gentileza em receber visitas e onde todos são bem-vindos e onde come um, come dez e sempre cabe mais um, é só botar mais água no feijão. Meus com a vida moderna, com tantos hotéis, pousadas, pensões, abrigos beneficentes, hostels e hospedagem por aplicativos, ser hospitaleiro é uma qualidade de valor espiritual e o povo de Deus precisa praticar isso com todos e em todas s possibilidades. Jetro, acabou ganhando um genro, e que genro?! Moisés teve mais que uma acolhida e uma família! Nós ganhamos tudo o que resultou disso e devemos ser muito agradecidos por isso.

Obrigado Senhor, pela aprendizagem através das boas virtudes do teu servo Jetro, que foi atencioso para com Moisés, mas na verdade, ele estava à seu serviço e na tua infinita sabedoria, estavas cuidando de tudo e providenciado o que todos eles precisavam e no momento certo. Sou grato por cada pessoa, família e igreja que cuidou de mim fazendo um serviço muito especial. Obrigado por esses amigos e que eles sejam sempre abençoadores e abençoados pela generosidade e hospitalidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason