Restituição Espiritual

Meditação do dia 07/07/2017

 Jl 2.25 – E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós.

 Restituição Espiritual – Não tem como esquecer o impacto que produziu em meu interior quando ouvi pela primeira vez a aplicação dessa verdade da Palavra de Deus. Não foi nenhuma ministração em conferencia de batalha espiritual ou coisa do gênero. Estava em sala de aula no seminário, numa aula do Pastor Ricardo Linder e de alguma forma em resposta a uma argumentação levantada, ele citou esse texto, mostrando um dos seus temas favoritos, que era a graça de Deus para com os homens. Além de jovem, eu era bastante imatura em termos bíblicos e absorvia muito bem informações novas, que tinham profundidade de alcance. Anos mais tarde, eu já ouvi muita coisa sobre o tema e já vi distorções bem absurdas sobre o que é restituição. Fico muito feliz, por estar escrevendo um devocional e não uma tese ou TCC sobre esse assunto,  assim, sem puxar a sardinha para qualquer lado, o me foco será mostrar a bondade de Deus para com as pessoas que buscam nele a reconciliação e nutrem um desejo profundo de um relacionamento verdadeiramente sadio e equilibrado. O pecado fez um verdadeiro estrago em nossas vidas e por mais que alguém tenha sido bonzinho e pouco se afundou no submundo do pecado, ainda assim, só mesmo a graça salvadora do Senhor Jesus para salvá-la e coloca-la em segurança. O perigo desse tipo de pessoa é que sua mente e suas emoções tentam convencê-la de que se trata de uma “boa pessoa” e quase não tem pecados e nem motivo para se arrepender, fazendo com que o engano se instale, no sentido de que a salvação não lhe seja atraente, afinal ela nem mesmo “estava perdida.” O outro lado dessa moeda suja, e o engano de que o testemunho dela é muito fraco e nada impactante, afinal, ela foi salva de quê? Sei que muitas pessoas que estão lendo essa meditação vieram desse padrão de vida e por vezes já se sentiram quase que inúteis, pois aquelas pessoas que dão testemunho nas igrejas e são até convidadas para falar e contar suas histórias, realmente “tem o que contar!” Quero lhes afirmar com muita sinceridade e amor no coração, de que vocês são preciosos e seus testemunhos são tão válidos diante de Deus, tanto quanto daqueles que se afundaram em toda sorte de coisas ruins e erradas. Muitos de vocês, nasceram em lares cristãos e nunca se desviaram da fé e sempre mantiveram o temor do Senhor e levaram um vida simples, mas pura e honesta, sem serem notados pela igreja e pelas pessoas; mas vocês estavam fazendo o papel de sal da terra e luz do mundo. Tão importante quanto ser salvo das garras das drogas, imoralidade, coisas grossas e feias, pactos e escravidão a religiões satânicas, é depender da graça de Deus e permanecer firme e não se envolver com o pecado, por pura irresponsabilidade. Não tem importância alguma, o ibop que a igreja valorizou em relação ao impacto de outras conversões; Deus é testemunha da sua fé e do desejo de permanecer na graça de Deus, isso é testemunho para ninguém botar defeito, parabéns pela sua vida simples, mas vivida pela fé e graça de Deus, tanto quanto de alguém que foi bruxo, fada madrinha, lia mãos e cartas etc. O que a Bíblia diz é: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3.23). Tudo que perdemos em Adão, nos é restituído em Cristo. O pecado nivelou todos por baixo, mas a graça de Deus nos eleva a um nível novo e mais elevado em Cristo, e assim, coisas que perdemos ou deixamos de desfrutar por estar longe da presença do Senhor, a salvação nos propicia uma restituição maravilhosa. Literalmente, para a nação israelita, debaixo dos juízos divinos, que incluíam cativeiro, submissão à governos externos e ímpios, crises na produção de alimentos e riquezas com o consequente empobrecimento das famílias e necessidades de gêneros básicos afetando a todos. Quando eles se convertiam e mudavam de direção, a restituição, não apenas os trazia de volta e legitimava um governo local e pacífico, como as bênçãos vinham em todos os setores da vida nacional e pessoal. Até as pragas mazelas agrícolas sumiam e a generosidade e fartura se viam presentes. A aplicação desse princípio é semelhante na vida dos filhos de Deus na Nova Aliança, onde o bem estar e prosperidade na vida física e material está diretamente associado à condição da vida íntima do adorador. O que somos e fazemos por dentro de nós, é superior ao ostentamos por fora. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma (3 Jo 2). No conceito de João, “IR BEM” em todas as coisas, “TER SAÚDE” assim como o ESTADO DA ALMA do irmão Gaio, era natural, pois a sua vida interior e íntima com Deus produzia nas demais áreas da vida a mesma intensidade de prosperidade. Isso é bíblico. Deus me restituir o que nunca tive, ou o que ele não prometeu, que o diabo não tomou, mas o meu coração ganancioso está querendo, não pode ser chamado de restituição.

 

Pai, obrigado por sua graça e misericórdia revelado a nós em Cristo Jesus! Somos teus filhos, legítimos em Cristo Jesus, e herdeiros do Senhor juntamente com Cristo, em todas as coisas. O Senhor é a nossa herança e o tudo de que precisamos, pois assim sendo, tendo a ti como nosso pastor, certamente nada nos faltará. Obrigado pela alegria da salvação e bênção do perdão e reconciliação. Graças, pela proteção e segurança e por dar sentido a nossa vida. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Convocação Solene

Meditação do dia 06/07/2017

 Jl 1.14 – Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do Senhor vosso Deus, e clamai ao Senhor.

 Convocação solene – Situações extremas requerem decisões extremas; se isso é válido para outras áreas da relações humanas, por que não, também nas questões da fé? Já ouvi de pessoas cristãs e gente séria no viver e na comunhão com Deus, sobre oração e jejum, algumas posturas que não seriam legítimas. Algumas pessoas alegam que jejum é sacrifício e que portanto na Nova Aliança, isso não é mais necessário, pois Jesus já se sacrificou por nós. São suas verdades distintas aqui: Uma sobre a prática do Jejum e outra sobre a doutrina da salvação. Sobre essa última, não há qualquer contestação de que a salvação é graça através da fé e sem participação de obra alguma. Em todas as páginas das Escrituras, a salvação sempre foi pela graça através da fé em Jesus; mesmo no Velho Testamento. Lá os fiéis olhavam para o futuro, onde o Messias haveria de vir e ofereceria o sacrifício definitivo, personificado para eles num cordeiro ou novilho imolado com derramamento de sangue e oferecido como holocausto, para remissão dos pecados. Na Nova Aliança, os fiéis olham para um Cristo que já veio e sacrificou-se a si mesmo, como sacerdote e vítima lá na cruz do Calvário. Tanto os antigos, quanto os atuais candidatos à remissão de pecados olham para um só ponto de referencia – Jesus crucificado. Quanto a prática do jejum, isso faz parte das disciplinas espirituais na vida cristã, cujo propósito é alcançar um nível melhor e mais elevado de comunhão com Deus e aperfeiçoar a sensibilidade espiritual e quebrantamento. Jejum não é moeda de troca, nem serve para barganhas com Deus e nem tão pouco é meio de se “pressionar a Deus” para realizar algo. Não se trata de acumular créditos, como se fossem milhas ou pontos de bônus que a pessoa acumula à medida que usa seu cartão de crédito ou gasta até valor “X” para concorrer a prémios. Isso equivaleria a trocas de horas e rigidez de jejum por benefícios, que seriam automáticos. Doze horas de Jejum equivale a uma benção pequena, dezoito horas, já vale uma bênção média e assim por diante…. imagina o que valeria quarenta dias de jejum? Queridos, isso até contraria o significado e propósito, que é produzir humildade, quebrantamento e submissão à vontade de Deus e maior percepção das realidades espirituais. Quando jejuamos, isso é, abstemos de comidas e itens de ordem vital para o bem estar físico e mental, o organismo humano, o corpo, a carne, perde energia e forças; consequentemente favorece a parte espiritual, que não depende de comida e conforto, pois o que fortalece o espírito é alimento espiritual e claro, aqui entra a leitura e o estudo da Palavra de Deus, a oração, o louvor e a adoração. Abre-se mão de um lado para fortalecer o outro. Quanto mais alimentado e beneficiado for a parte espiritual, melhor será sua performance e capacidade de assimilar a Palavra de Deus, discernir verdades espirituais e compreender os propósitos divinos. Passar fome, não é jejuar! Ficar sem comida por um espaço de tempo, pode ser até terapêutico e até os médicos e fisiologistas recomendam, sem nenhuma conotação espiritual. O povo de Deus sempre utilizou essas disciplinas em tempos de busca da vontade de Deus, desde os patriarcas, até a congregação toda da nação hebraica, por muitas vezes foram convocadas para orar, clamar, jejuar e suplicar o favor de Deus em tempos de dificuldades. Certamente é uma prática que a igreja cristã atual está perdendo e desconhecendo, porque quanto mais nos aproximamos da volta de Cristo, mas parecida ela se torna com a típica Igreja de Laodicéia, de Apocalipse 3. Ela é rica, abastada e sem necessidades, pois ela tem tudo…. tudo material, físico, administrativo, grana e luxo, mas é pobre, cega, miserável e nua, cada vez mais sem poder espiritual. Talvez tenhamos que fazer uma convocação solene de jejum e oração para iniciarmos e aprendermos a jejuar e orar. Fazer uma campanha de jejum em favor de jejuar e orar!

 

Senhor, tenha misericórdia de nós e nos ajude a sermos e permanecermos como igreja, pura e simples, que crê em tua Palavra e no teu poder. Preciso ser quebrantado para entender quebrantamento e aprender sobre humildade, oração, consagração e o que é receber graça divina para viver um dia após outro, pela fé, inteiramente pela fé. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sabedoria Para Viver

Meditação do dia 05/07/2017

 Os 14.9 – Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Quem é prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.

 Sabedoria para viver – Em outras ocasiões deixei claro o quanto gosto do tema “sabedoria,” isso me cativou desde antes da minha conversão ao Evangelho, na adolescência, lendo a Bíblia e a história da promessa de Deus para o rei Salomão mexeu comigo. Eu queria aquilo, nem sabia ao certo o que era, mas se algo mereceu elogio do próprio Deus, pela escolha feita pelo jovem rei. Se Deus acha isso bom demais a ponto de premiar e dar bônus por ele ter pedido isso, eu resolvi entrar na fila e não me importava quantos estariam entre eu e Salomão, se mais alguém recebera outra promessa, ainda que a porção fosse menor que a de Salomão, eu só queria a parte que me pudesse ser tocada. Pelo menos, quarenta anos depois, não me arrependo da escolha e agradeço ao Senhor pela pessoa que me tornei, (imagine o que seria sem essa porção). Quando Paulo escreveu a Timóteo sobre a importância da Palavra de Deus em sua experiência, ele falou sobre uma de suas utilidades: E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus (2 tm 3.15). A salvação é um ato da graça divina pela fé em Cristo, sem obras, pagamentos, merecimentos ou sacrifícios da nossa parte, mas exige uma revelação de sabedoria, que só o Espirito Santo pode produzir no íntimo da pessoa. Nesse sentido, ser salvo é para pessoas sábias. Os caminhos de Deus são caminhos bons e como ele é imutável, não seria difícil prever sua vontade, mas acontece que as coisas simples tornam-se mais difíceis por causa da engenhosidade da mente humana, que tende a se meter naquilo que é patente aos olhos e alcançável por um passo de fé. No livro de Eclesiastes, o escritor diz que Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias (Ec 7.29). O profeta Oséias fecha o seu livro com essa verdade que causa ambiguidade nos resultados: Os caminhos bons de Deus permitem que os justos andem por eles em plena segurança e desenvolvam todo o seu potencial. Mas esse mesmo caminho não beneficia os transgressores, que cairão nesse caminho. São dois estilos de vida completamente diferente e diametralmente opostos. Os transgressores gostam do estilo “manada” onde todos ou máximo possível tomem a mesma direção, ainda que não saibam o porque, ou tenham que pensar e decidir por si, mas se for maioria, para elas, já é bom e até indício do favor de Deus. O cristão já tem a consciência sobre a responsabilidade individual e a prestação de contas de cada um diante do trono de Deus e assim, ter a minoria não incomoda tanto e até a solidão no caminhar faz parte do aprendizado. Alguém disse sabiamente que “se muitas pessoas egoístas são a favor de determinada coisa, provavelmente Deus é contra.” Se o mundo e os pecadores estiverem se aproximando demais e nos elogiando e apreciando, é bom tomar cuidado e rever algumas posturas, pode ser que estejamos andando na mesma direção.

 

Senhor Deus e Pai, obrigado por distribuir sabedoria para os teus filhos, de forma que possam viver em santidade e ter um andar agradável diante dos teus olhos. Oramos por esse dom em nossas vidas no dia de hoje. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Tudo Passa

Meditação do dia 04/07/2017

 Os 13.3 – Por isso serão como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa; como folhelho que a tempestade lança da eira, e como a fumaça da chaminé.

 Tudo passa – O trabalho dos profetas bíblicos, era em muito convencer o povo a permanecer dentro da aliança celebrada entre o Senhor Deus e a nação. Foram escolhidos para serem um povo exclusivo e conhecer bem mais de perto a Deus, tal qual os seus patriarcas e através desse relacionamento de proximidade, comunicar o amor e os planos divinos para todas as nações e todas as famílias da terra. Para tanto, eles tinham as promessas e o cuidado de Deus para que suas vidas, como pessoas, e também como nação, fossem de boa qualidade e nada faltasse para que o seu testemunho sobre o Deus verdadeiro e único, pudesse ser visto e experimentado por todos. Acontece, que o bem tem sempre a oposição do mal, e onde há o elemento humano, há o livre direito de escolhas e nem sempre essas escolhas são bem feitas, ou feitas baseadas em razões puras e legítimas. Quando entra o pecado em cena, são alteradas muitas variáveis e os resultados tornam-se humanamente imprevisíveis, e se não fora pela providencia divina, muitas coisas, nem aconteceriam. Israel, como nação, conheceu a Deus e o seu poder provedor, estando ainda no Egito, antes de saírem para sua terra, onde se tornaria uma nação, como prometido à Abraão. No deserto eles viram e experimentaram toda sorte de provação e ao mesmo tempo, provisão – Socorro, livramentos, alimentos, água, proteção climática, militar e receberam leis boas e justas, com uma vasta margem de vivencia pessoal, que atestava as promessas e a capacidade divina para tudo o que precisavam. Os anos de colonização de Canaã, com lutas, guerras, derrotas e vitórias, com juízes e governantes nomeados e levantados para socorrer em tempos difíceis, tudo para eles se assegurassem de estarem comprometidos com um Deus verdadeiro e capaz de suprir em tudo o que viessem a precisar. Veio o tempo dos reis e alternaram por vezes, reis bons e piedosos, com maus e perversos, ímpios e alguns totalmente dados ao paganismo e à idolatria baixa praticada em Canaã, como nas terras vizinhas, como a Fenícia, Líbano, Síria, Filistia e outras mais. Não temos tanta moral para falar de Israel do Velho Testamento e apontar o dedo para suas falhas grotescas; pois a igreja nasceu pura e estabelecida pelo próprio Senhor Jesus e os apóstolos que foram discipulados diretamente pelo Mestre dos mestres. Tão logo a história começou a andar, começaram também as pressões e os desvios de doutrinas, ensinamentos e inovações foram introduzidas a tal ponto de enfraquecer bem o testemunho dela, depois de grande e consolidada. Sabemos o que foi a Idade das Trevas, o Renascentismo, a Revolução Industrial, o Modernismo e agora o Pós-Modernismo. A igreja e os cristãos continuam sendo desafiados a escolher confiar no Deus Todo Poderoso, ou buscar seus próprios meios de soluções. Como mostrou Oséias, tendo um Deus grande e poderoso, e  deixa-lo para buscar apoio em soluções humanas, que resumindo, são apenas nuvens passageiras, soluções que desaparecem ainda antes de solucionar a necessidade. Daí, a importância da recomendação de Jesus, para seus discípulos ficarem em Jerusalém, até serem revestidos de poder do Espírito Santo para serem suas testemunhas. Ou fazemos com os recursos divinos ou fazemos do nosso jeito! Mas a diferença é muito grande nos resultados finais. Confie em Deus, busque ser cheio do Espírito Santo e ande no poder de Deus, todos os dias!

 

Pai, hoje é mais um dia abençoado, que recebemos como presente de ti para fazermos diferença onde andarmos e com que encontrarmos. Visite-nos hoje com um porção do poder do Espírito do Senhor, para uma vida bem sucedida, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Experiencias Para a Vida Toda

Meditação do dia 03/07/2017

 Os 12.1 – No ventre pegou do calcanhar de seu irmão, e na sua força lutou com Deus. Lutou com o anjo, e prevaleceu; chorou, e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco,

 Experiencias para a vida toda – Graças ao nosso bom Deus por mais um dia, um bom dia, no qual podemos adorá-lo, servi-lo e ter boas experiências com ele e com sua Palavra, isso é o que enriquece a vida de cada um dos filhos de Deus. Israel, ou o nosso querido Jacó, foi uma pessoa intrigante e com suas idas e vindas produziu muitas experiências que nos edificam. Ele foi uma daquelas poucas pessoas que ainda no ventre materno já tinha palavra profética sobre si… E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor (Gn 25.21-23). Israel foi concebido como resposta de oração de seus pais e sua mãe percebeu que a movimentação no seu ventre não era algo natural ou normal para uma gravidez, a tal ponto que ela foi buscar a Deus em oração sobre aquilo e teve a revelação de que se tratava de uma luta de nações, uma rivalidade eterna e que o mais novo prevaleceria sobre o mais velho. Jacó, já nasceu pegando no pé do irmão e essa rivalidade prevaleceu pela vida à fora. Todos temos a responsabilidade de fazer escolhas na vida e algumas dessas escolhas, determinam todo o nosso futuro. Esaú e Jacó tomaram decisões de estilo de vida inteiramente diferentes em relação às questões espirituais; embora Esaú fosse o sucessor do pai no sacerdócio, ele nunca levou à sério essas responsabilidades, e aceitou vender isso por um prato de sopa vermelha. Jacó usou de esquemas fraudulentos para apossar daquilo que viria a ser seu, por promessa divina e com isso pagou um preço elevado, por tal escolha com o apoio e a bênção da mãe. Mas quando ele teve que assumir as rédeas de seu destino, ele foi muito bem, pois ao sair de casa, na primeira noite da sua jornada, ele tenho uma tremenda experiência com Deus em Betel (que significa Casa de Deus) onde fez um voto e adotou o Deus de seus patriarcas como o seu Deus e até incluiu ser dizimista nesse relacionamento e o principal, ele viveu e cumpriu o voto                                                                                                                                                                                                e a aliança ali estabelecido. Considero um marco para a vida de todo cristão, ter uma experiência com Deus, estilo Betel, onde se sela a aliança de ter Deus como o MEU DEUS e não apenas o Deus de meus pais. Posteriormente ele outras duas grandes experiências que também devem se replicar em nós. A experiência Maanaim, onde nos achamos no Acampamento de Deus, onde os anjos de Deus, o exército de Deus se torna parte da nossa experiência de confiança e segurança no cuidado do Senhor para conosco. E também a experiência Penial, que crucial, um encontro Face a Face com Deus, onde se descortina os verdadeiros traços de homem de Deus. Onde uma luta para sair vitorioso e liberto de tudo aquilo que determinou nossa identidade humana até aqui, mas que de agora em diante, precisaremos de uma nova identidade, adquirida na presença transformadora de Deus. Podemos até sair mancando, mas precisamos sair transformados. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa(Gn 32.28,30,31). Bete, Maanaim e Peniel, não são apenas nomes de lugares, podem ser mais do isso, mas em si mesmo não são mágicas ou místicas. Experiencias com Deus são desejadas, buscadas intensamente e apreciadas pelos seus resultados.

 

Obrigado, Senhor, por nos proporcionar tais experiências contigo. Que cada um de teus filhos, experimentem a graça de te conhecer pessoalmente e serem transformados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Velho Egito

Meditação do dia 02/07/2017

 Os 11.1 – Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.

 O Velho Egito – Não apenas o Egito é uma nação muito antiga, como também muito importante dentro do plano de Deus. Berço de civilizações, e rota comercial, povo de alto desenvolvimento em ciências e especialmente na escrita, arquitetura, medicina, navegação e governo. Já nos tempos bíblicos, quando Abrão estava sendo iniciante na sua caminhada de fé, o Egito já era uma nação grande e com reino já estabelecido. Não por acaso, foi o local escolhido por Deus para servir de berço para a embrionária nação Israelita, o povo que iria lhe representar e abençoar todas as famílias da terra. Os Patriarcas estiveram peregrinando pelas terras dos faraós e José, bisneto de Abraão, se tornou o hebreu de maior destaque entre os povos semitas, na restrita terra dos descendentes de Cam. Israel, foi com sua família e foi recebido por José e acolhido por Faraó, que segundo a tradição, não era um rei nativo, mas um semita, por isso a boa acolhida aos hebreus. Quando após a morte de José e os anos se passaram, o livro do Êxodo inicia dizendo que E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José (Êx 1.8). De qualquer forma, a nação já estava incubada e pronta para nascer, o que acabou acontecendo sob o comando de Moisés, que fora, digamos um outro hebreu infiltrado na corte egípcia. Vendo dessa ponto de vista, a mensagem de Oséias, seria uma declaração sobre o início da nação israelita, que como filhos de Deus foram chamados para saírem do Egito e tomarem posse de sua terra prometida. Mas, a aplicação mais eficaz dessa profecia, se refere ao Messias. Pois o Messias dos hebreus, é o Cristo da Nova Aliança, o Nosso Senhor Jesus Cristo. Todos sabem, que ele nasceu em Belém da Judéia, no que chamamos de “natal” e logo que nasceu José, foi instruído por uma visão em que um anjo do Senhor para que fugisse para o Egito e morasse lá até ser visitado novamente e autorizado a voltar para casa, evitando assim o sucesso da missão de Herodes de matar o menino. Pois bem, a Palestina, onde Jesus morava, é no Oriente Médio, e o Egito, país vizinho é no continente africano. Então Jesus passou parte de sua primeira infância vivendo na África. O único outro continente visitado fisicamente pelo Senhor Jesus; claro que os africanos cristãos se orgulham disso, e os de origem egípcia ainda mais. Os propósitos divinos desde que estabelecidos, se cumprem, pois o Senhor é poderoso para cumprir seus desígnios. Nenhuma nação é por si mesma mais importante do que outra, mas todos os povos foram estabelecidos e alocados para cumprirem uma agenda do plano de redenção, para toda a humanidade. O fato de haver um povo escolhido, no caso etnicamente, Israel, e espiritualmente também a igreja, como novo povo de Deus; isso por si não configura uma permissão para que façam o que bem queiram sem arcar com as consequências. A salvação sempre foi pela graça através da fé em Cristo; na velha aliança, eles olhavam pela fé para um Messias que haveria de vir, e na nova aliança, olhamos para um Cristo que já veio. A cruz é o grande marco divisor da história humana! É na cruz que encontramos a transformação possível, daí a importância de se pregar, se falar, se experimentar intensamente a mensagem da cruz. Isso é o centro de toda a fé bíblica. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus” (I Co 1.17,18,23,24).

 

Graças, Pai, pela mensagem da Cruz, que é a vida de Cristo derramada em nosso favor. Por ela alcançamos vida nova, vida eterna e agora somos chamados teus filhos. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Arar o Campo de Lavoura

Meditação do dia 01/07/2017

 Os 10.12 – Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós.

 Arar o Campo de Lavoura – O tempo de arar esse campo de lavoura sugere a necessidade de renovação, avivamento, uma volta a um estado ou condição que já existiu e desejamos restaurar. A igreja existe no mundo como parte da história, mas também para fazer a história acontecer. Ela deve ser protagonista dos atos e não apenas assistente ou vítima do sistema. Cada igreja está plantada numa localidade para fazer a diferença ali. Ela deve produzir frutos como resultado de sua vida e condição. Vivemos num país e numa região agrícola e compreendemos muito bem as etapas e os processos para que uma lavoura produza satisfatoriamente. Essa figura e vastamente utilizada nas Sagradas Escrituras para ensino e sabedoria do povo de Deus. Jesus mesmo fez muitas menções de termos agrícolas e suas aplicações para ensinar verdades preciosas aos seus discípulos. O profeta Oséias falou sobre arar um campo que estivera em descanso para torná-lo produtivo novamente. “Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós.” (Os 10.12). Certamente ele fala da condição de renovar a vida para a atuação de Deus. Igualmente Jeremias 4.3 fala: “Porque assim diz o Senhor aos homens de Judá e a Jerusalém: Preparai para vós o campo de lavoura, e não semeeis entre espinhos.” No verso seguinte Deus fala sobre circuncidar o coração para Ele.  Esse campo de lavoura ou de pousio é um campo cultivável, mas que por alguma razão está em repouso e precisa agora de cuidados para voltar a produzir. Semear em justiça para colher em misericórdia, é a sugestão de Deus ao profeta. Paulo ensina para a igreja da Galácia que colhemos conforme semeamos. Gl 6.7-9. Arar o campo trata-se de remover as pedras, entulhos, pragas, tirar o mato, as ervas daninhas, depois fofar a terra e preparar para infiltração da água e facilitar a germinação da semente ou receber as mudas. Os maiores obstáculos para o avivamento e a renovação na vida não são os grandes pecados, as grandes dificuldades e nem mesmo o inimigo; mas nossa própria resistência ou acomodação. Os pequenos detalhes que parecem insignificantes e sem perigo vão minando a nossa produtividade e tornando-nos inoperantes com o passar do tempo. Em Cantares é utilizado a figura de “raposinhas que danificam as vinhas” (2.15). O campo de lavoura é o meu coração, e a responsabilidade de torna-o produtivo novamente é minha, é sua; O desejo de voltar a vida produtiva e útil, vem do Espírito Santo que habita em nosso espírito. Não precisamos ficar apenas saudosos dos bons e velhos tempos quando fazíamos isso ou aquilo, éramos ativos ou mais consagrados… precisamos arar esse nosso campo novamente. Vale muito o esforço!

 

Pai, obrigado por falar aos nossos corações e nos chamar para a vida produtiva novamente. O Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, segundo o poder que opera em nós. Eis-nos aqui, comece, o Senhor a reavivar-nos com o tua graça e ação do Espírito Santo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Pergunta Difícil

Meditação do dia 30/06/2017

 Os 9.5 – Que fareis vós no dia da solenidade, e no dia da festa do Senhor?

 Pergunta difícil – É um fato que pessoalmente eu procuro separar religião de Evangelho; entendo que o cristianismo é um relacionamento e não uma religião. Religião é algo humano, até no conceito da palavra, que é RELIGARE – aquilo que podemos fazer para agradar a Deus e cumprir sua vontade. Evangelho, ao contrário é uma boa notícia, aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus; incluindo o fato que a BOA NOTÍCIA, não é uma mensagem, mas uma pessoa, Jesus! Conforme foi anunciado aos pastores nos arredores de Belém, na noite de natal. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10,11). Assim, quando a religião toma o lugar da fé e do relacionamento com Deus, acontecem coisas que parecem boas, mas na verdade são muito ruins e desastrosas. Atos religiosos não substituem culto e devoção real; Deus não está atrás de rituais e cerimonias e que facilmente se tornam teatros representativos daquilo que deveria estar acontecendo. Cantar na igreja, necessariamente não é louvor; fazer um discurso bíblico moralista entusiasmado não significa que é proclamação da Palavra de Deus; reunir muitas pessoas religiosas ou fiéis não significa necessariamente que é culto a Deus; desenvolver empreendimentos lucrativos e prósperos, pode não ter nada a ver com fazer a obra de Deus; viver religiosamente de tempo integral bancado por uma instituição não pode ser confundido com “ministério.” Ser pastor, bispo, apóstolo, ministro, reverendo, obreiro e etc. não significa ser “homem de Deus.” As formas podem estar bem parecidas, os rituais bem alinhados e aparentemente não dá para dizer o que é verdadeiro e o que é imitação, mas Deus sabe; se tem alguém que entende de culto é ELE! Se tem alguém capaz de perceber e discernir falso e verdadeiro, imitação e autêntico, esse alguém é Deus, a quem a religiosidade e os religiosos querem tapear. No capítulo um do profeta Isaías, o Senhor diz que já está farto, cansado daqueles rituais e formalidades bem elaborados, mas praticados por vidas tortas e más. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembléias; não posso suportar iniqüidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer (Is 1. 11-14). Meu amado(a), você pode imaginar-se diante de Deus, na sala do trono, num momento gostoso de intimidade com o Senhor e quando você levanta os olhos para contemplar a face de Deus, e o “vê balançando a cabeça negativamente, “ e te diz, “eu não aguento mais isso, não dá, não faz sentido!” Nem Deus estava aguentando aqueles culto e reuniões de solenidade! Aqui, Oséias, volta à mesma afirmação sobre os rituais e faz a pergunta: Que fareis vós no dia da solenidade, e no dia da festa do Senhor? O que fazer se Deus não está satisfeito com o que estamos preparando para apresentar a Ele? De pronto vejo duas alternativas: A primeira é a opção Caim – Acusar a Deus de parcialidade, preferencialismo e exagero nas exigências. A segunda opção é quebrantamento – Nos humilharmos, reconhecer nossa condição e reconhecer a pessoa de Deus. Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? (Is 58.6,7). Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (I Pe 2.5). Alguma coisa será necessário fazer! Que fareis vós…?

 

Senhor, reconhecemos nossa condição nada maravilhosa diante de ti, a não ser pela graça de Cristo disponível a nós na redenção. Como filhos também somos adoradores e sacerdotes para ministrar a ti e aos nossos semelhantes, mas tudo é feito para ti e precisa ser agradável, pois o Senhor merece, é digno e os recursos são teus. Concede sabedoria aos nossos corações e ajude-nos no quebrantamento e mudança de atitude, para haja glória ao teu nome através das nossas vidas, em nome de Jesus. Amém.

 

Pr Jason

Onde Foi Que Eu Errei?

Meditação do dia 29/06/2017

  Os 8.7 – Porque semearam vento, e segarão tormenta, não haverá seara, a erva não dará farinha; se a der, tragá-la-ão os estrangeiros.

 Onde foi que eu errei? – Essa citação bíblica é um paralelo, mas não necessariamente a origem do adágio popular “quem semeia vento, colhe tempestade;” Por se tratar de princípios eternos, a lei da semeadura faz com que essa verdade esteja presente em toda e qualquer área da vida humana. Em tempos de dificuldades, as pessoas recorrem a todo tipo de ajuda possível, mais preocupadas em alcançar alívio temporário do que solução permanente, com isso podem enredar-se com coisas de longa duração; um dia a casa cai, ou de outro modo mais moderno, “o boleto chega!” Como filhos de Deus, temos toda a sua imensa sabedoria distribuída na sua Palavra, para nos orientar e tomarmos boas decisões, com resultados permanentes. No Salmo 119.98-100 encontramos um acervo de ajuda para uma vida inteira de sucesso e prosperidade da maneira de Deus: Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio do que os meus inimigos; pois estão sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Entendo mais do que os antigos; porque guardo os teus preceitos.” Sabedoria (98), entendimento (99) e prudência (100), são qualidades e habilidades que se formam naturalmente ao longo da vida e do exercício de estudar e adquirir conhecimentos e habilidades, tudo isso leva tempo e demanda investimento; mas aos que se dedicam à leitura, meditação e prática da Palavra de Deus, essas mesmas virtudes aparecem bem mais cedo e assim melhores resultados são possíveis, mesmo com pouca idade cronológica. Quando uma pessoa não leva em conta os princípios espirituais que conduzem à vida, pode agir de forma não sábia e assim semear aquilo que não desejará colher mais tarde. Também, seguindo o raciocínio bíblico do profeta Oséias, é possível não semear nada, não tomar decisões e é bom saber a decisão de não tomar decisão, já é por si só, uma decisão e trará consequências mais tarde. Quando alguém ouve o evangelho e o plano de salvação lhe é apresentado, acompanhado de um apelo ou desafio de entregar a vida a Cristo, recebendo-o como Senhor e Salvador; por vezes as pessoas escolhem “não escolher” porque estão confortáveis religiosamente, ou se negam a admitir sua condição. Essa decisão de não se decidir ao lado de Cristo, é a decisão de permanecer na condição que está, ou seja, fora dos planos da salvação. Ao apresentar o Evangelho, é bom que se apresente a verdade toda, que o projeto de Deus é alcançar, transformar e abençoar a vida toda da pessoa, e não apenas a alma, para que “dia…” ela não vá para o inferno. A salvação é apenas a porta de entrada para o grande e maravilhoso projeto divino para a vida dos seus filhos. Como disse o profeta, ao semear vento, virá uma colheita de tormenta, e assim não haverá seara e sem seara não tem grãos nem farinha, nem pão e ficará à mercê de saqueadores e estrangeiros à nossa vida.

Obrigado Senhor por ter a oportunidade de fazer escolhas e fazê-las dentro de princípios que estão na tua palavra, que é verdadeira, penetrante e eficiente; Peço sabedoria para viver bem e plenamente as tuas promessas. Que o meu coração esteja focado em fazer o bem e no devido tempo continuar semeando boas sementes. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Metade Crua

Meditação do dia 28/06/2017

  Os 7.8 – Efraim se mistura com os povos; Efraim é um bolo que não foi virado.

 Metade crua – Quando mais jovem, eu até achava essa citação um tanto engraçada; mas não mais! Agora, que sou adulto, pastor de igreja local e tenho responsabilidades que tem peso eterno sobre os meus ombros, posso ver isso de outro ângulo e na verdade, é algo sério. O profeta faz uso de uma figura muito comum e de fácil entendimento, para todos que o ouvira ou lera, como é o nosso caso. Só nesse capítulo, por pelo menos quatro vezes ele lançou mão da figura da confeitaria antiga, nos versos 4,6,7 e 8. Falado do trabalho do padeiro em acender o fogo, mantê-lo no padrão adequado, cuidar da massa e até sobre dormir e não cuidar do fogo e ele se tornar uma chama, inapropriada para assar pães e bolos; depois ele cita o povo aqui representado pela tribo de Efraim, que é o nosso tema. Nos nossos dias, com as novas tecnologias e uso científico de fornos e utensílios do gênero, dificilmente aconteceria o fato descrito pelo profeta, pois se produzem fornos que mantem a temperatura uniforme em todo o seu interior, de forma que o produto asse uniformemente, de uma só vez. Quando menino, lembro de ver minha mãe assar algumas gostosuras caseiras em forno de barro caipira, e em alguns casos ela colocava um prato com brasas sobre a forma ou vasilha com a massa, para que assim assasse uniformemente e simultaneamente. Caso contrário, era preciso interromper o processo e virar o bolo, porque aqueles fornos não tinham essa possibilidade. Mas o que mesmo quer dizer a expressão “bolo que não foi virado?” literalmente, ele está com um lado assado e outro cru, ou pré-assado; de qualquer forma, está impróprio para ser utilizado, além do desperdício de material e tempo sem produzir resultado alimentício. Se persistir, o lado assado queimará, passando do ponto até que o outro lado fique bom, de toda forma, o prejuízo está determinado. Espiritualmente, se trata de pessoas e instituições como igrejas e ministérios que fazem seus labores parcialmente comprometidos com Deus e sua vontade. Há um lado bom, promissor, agradável, apetitoso e convidativo que atrai e beneficia. Pode ser que um aspecto seja altamente eficiente, feito com execelencia e primor; mas há também um lado que não acompanha o todo e isto é suficiente para causar danos e trazer problemas. Encontramos pessoas generosas, que se doam e tem um coração tão grande por algo do reino de Deus, que comprometem ao extremo, mas simultaneamente tem traços de caráter, ou outros aspectos da vida, que acabam por destruir o lado bom do seu ministério. Igrejas com um louvor divino, arrebatador; mas uma administração com traços obscuros; Pastores e pregadores que são tremendos na palavra e no ensino, mas a vida pessoal, familiar ou financeira é um desastre total! São aqueles que utilizam os dois lados do martelo: Pregam bem de um lado, mas arrancam muito rápido com o outro lado. Essa figura pode ser vista e aplicada em muitas acepções e em todas elas, o apelo divino é o mesmo: Correção das falhas e atenção ao detalhes que mudam todo o resultado final do ministério da pessoa, família, igreja, denominação etc. Gosto muito de bolo, desde os mais simples, até aqueles sofisticados e caprichados, que se come só de vez em quando! Mas precisa estar bem assado, por inteiro, todos os lados. Deus também gosta de coisas plenas, completas, e que cumpram o seu propósito.

Pai, obrigado por mostrar no dia a dia de todos nós, que sempre nos dá o que tens de melhor, a começar por nos amar de tal maneira e nos dar o seu filho unigênito; por nos enviar o Espírito Santo, o Consolador, para estar conosco todos os dias, até a volta de Jesus, nos guiando e orientando para uma vida bem-sucedida em tudo. Que seja esse um dia de avaliações e ponderações no coração de cada um de todos nós, os teus filhos, para ver como somos e como estamos. Que o fogo do Espírito Santo e do avivamento nos proporcione experiências completas, de todos os lados e que não haja reservas ou pontos obscuros e escondidos sem a santa influencia transformadora do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason