A Escolha de à quem servir

Meditação do dia 12/09/2015

Jz 3.7E os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, e se esqueceram do Senhor seu Deus; e serviram aos baalins e a Astarote.”

A escolha de à quem servir – A fé bíblica admite que o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança. Admite-se também que essa criação tem como propósito a comunhão e o companheirismo entre a criatura e seu criador; Daí, o plano de redenção estar sob a responsabilidade da igreja que tem como missão, a reconciliação entre criatura e criador. Trabalha-se, com o conceito de que o homem foi criado livre, responsável por suas escolhas e com vista a uma futura prestação de contas. Entendemos que a liberdade humana é um atributo que precisa ser entendido e desenvolvido, para o seu pleno gozo; em certo sentido o homem é livre para escolher uma parceria e claro, preferencialmente com Deus, que é a sua fonte de origem. A quem devemos servir? Adorar e servir é característica da natureza humana em relação a Deus. O conceito que conhecemos de culto e serviço a Deus expandido mundo à fora, não é único, haja visto que a história e a experiência mostra que mesmo em culturas sem contatos anteriores com conceitos cristãos ou que entendemos por “civilização” eles possuem conceitos de fé, culto, deus, espíritos bons e maus, redenção, purificação espiritual, vida pós-morte, prestação de contas ou juízo etc. Isso, independe de cultura e contados entre civilizações. Então eu volt à pergunta: A quem servir? Espiritualmente, você, eu e cada um ao nosso redor, está conectado em algum grau com o divino, sagrado ou espiritual. Escolhemos servir a Deus, o Deus da Bíblia, o criador, o Senhor, que propôs um projeto de salvação e redenção para a humanidade; ou escolhemos não servi-lo; alguns escolhem simplesmente não se comprometerem com “nada” mas no fundo, todos estamos comprometidos com alguma coisa. O Senhor Jesus Cristo, nos seus dias aqui na terra, usou o seguinte conceito: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6.24). Segundo o Mestre, “ninguém” – pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, porque invariavelmente irá se dedicar mais a um que ao outro ou até desprezar em detrimento do outro; então, servirá a um ou a outro, mas servirá a alguém. O texto mostra que assim que os hebreus deixaram ou esqueceram o seu Deus, automaticamente já estavam servindo aos deuses canaanitas. Essa é a realidade! Quando não estamos consagrando-nos a Deus e ao seu serviço, certamente estamos engajados e comprometidos com “algum serviço” que se torna um ritual de culto. Jesus citou um dos principais concorrentes da adoração a Deus – O dinheiro – em determinada versão bíblica até vem o termo “Mamon” ou o deus do materialismo. Quando alguém abre mão de seu tempo de servir a Deus através de um ministério, ele abre mão disso em função de outro fator que toma o seu tempo e atenção e devoção; que pode ser lazer, trabalho, família, estudo, carreira, e uma infinidade de coisas…. em si, elas não necessariamente são más ou erradas, e têm o seu lugar e valor, mas insistem em tomar o lugar que não lhes é devido, o lugar de Deus! Aí, é que mora o perigo!

Pr Jason

Onde Foi que Erramos?

Meditação do dia 11/09/2015

Jz 2.10E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”

Onde foi que erramos? Essa deve ser uma das perguntas mais repetidas após constatar uma tragédia. Os pais a usam muito ao ver os descaminhos dos filhos ou netos; educadores a utilizam ao verem suas teorias ruírem miseravelmente; governos também fazem uso da perguntam quando assombrados pelos transtornos eleitorais; técnicos no esporte e estrategistas quando são pegos de surpresa e assim, cada um, a sua maneira lamenta o fracasso. Em termos espirituais e eclesiásticos, isso tem sido tema de estudo, congresso e debates, já que muitos esforços e recursos são empregados e poucos resultados são obtidos. Líderes que pregam ardorosamente o que consideram a cura para todos os males, de repente também estão vendo que suas prédicas são belas teorias, que não surtem tais efeitos anunciados. As duas notas tristes no texto acima, são: não conhecia ao Senhor e nem tampouco a obra que ele fizera a Israel – Uma nova geração se levantou, mas sem essas duas verdades, que estivera presente nas gerações anteriores. Dependendo do modo ou sistema de fazer o seu ministério, ou a sistemática adotada por igreja local ou denominação, cada leitor já está pensando no “onde” foi que falharam. Olhando para dentro da realidade de cada um de nós, no círculo onde convivemos, também já detectamos o que houve e até o que fazer para isso não se repetir. Mas o interessante, é que isso voltou a se repetir. Parece ser cíclico! Sou pastor de uma igreja Batista da CBN, portanto nos nossos valores estão fé, renovação espiritual, atualidade dos dons, fogo, etc e tal…. Na igreja local, acreditamos muito no valor do discipulado, e o temos como carro-chefe de nossos trabalhos. Estou no pastorado local à vinte e quatro anos e dez dias, então deu tempo para consolidar coisas e firmar valores! Mas também estou na fila e à alguns tempos, estamos avaliando e reavaliando e fizemos também a bendita pergunta: “Onde foi que erramos?” Aqui, diríamos que os hebreus erraram ao não produzir uma discipulado eficiente, onde uma geração que foram bem trabalhada, por Moisés e seus líderes, seguidos por Josué e sua turma, que concentraram suas energias e forças em conquistar e consolidar propriedades e heranças e relegaram a um segundo plano, o ensino maciço da Palavra de Deus e o estilo de vida do reino de Deus. Eles foram um bando de esfarrapados, sem teto, sem terra e sem mais algumas coisas, mas tinham Deus no centro de suas vidas e a Palavra sendo ensinada e os princípios praticados fervorosamente e oravam buscando alcançar as promessas – então, entram na terra, conquistam cidades, terras, riquezas, se estabelecem, começam a ser empreendedores, ter sucesso vislumbrar um futuro – mas esqueceram o Deus que lhes fizera as promessas e as cumpriram, deixaram os ensinos que os tornaram uma nação com propósitos e se perderam em pouco tempo. Tinham tudo, menos o que era importante, então perceberam que não tinham nada! Essa semana foi congregado ao Senhor o Pastor Enéias Tognini; à poucos dias atrás, foi o Pastor Rosivaldo de Araújo, também o Pastor Lucimar de Almeida… e uma nova geração se levanta… qual o meu papel e a minha responsabilidade de agora em diante, junto com os meus colegas líderes? Reflitamos, meditemos…

Pr Jason

Os Despolegarizados da vida

Meditação do dia 10/09/2015

Jz 1.7Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali.”

Os despolegarizados da vida – A guerra é uma tragédia! É uma das maiores demonstrações do egoísmo e uma expressão clara do anti-amor. Sou pacificador e trabalho para mediar conflitos e isso faz parte da vocação cristã, como Jesus deixou bem claro no Sermão do Monte: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9). Muita gente boa fica um tanto confusa e meio cética, por ler relatos bíblicos de guerras e conflitos, travados pelo povo de Deus e como isso teria a permissão de Deus. Não tenho espaço e tempo de tratar disso aqui e dirimir as dúvidas, mas os relatos são fiéis à revelação das Escrituras e são autênticas. Jonathan Edwards, foi um grande teólogo e um expoente da era dos grandes avivamentos; ele escreveu algo, que fala bem ao nosso coração hoje, sobre os juízos de Deus sobre indivíduos e sobre nações: “Se uma nação ou povo é bem corrupto e permanece obstinado no caminho do mal, Deus geralmente, se não universalmente, exercita estas ameaças. Deus é mais rigoroso em punir um povo iníquo neste mundo do que uma pessoa iníqua. Deus frequentemente tolera pessoas, em particular, que podem prosperar no mundo e as lança para o juízo no mundo porvir. Mas, como povo, somos punidos somente neste mundo. Portanto, Deus não tolerará que um povo corrupto e que se recusa a regenerar-se siga impune neste mundo.” O exército hebreu capturou o rei Adoni-Bezeque e cortou-lhe os dedos polegares das mãos e pés. Não sabemos se eles tinham a informação que esse rei usava essa prática de tortura e subjugação de presos de guerra e por isso resolveram aplicar-lhe o mesmo castigo. Mas ele mesmo confessa que fazia isso e Deus lhe retribuiu o mal praticado ao longo de sua vida e reinado. Militarmente, eu diria que além da humilhação diante de seu exército e súditos, essa medida, na prática impossibilitava-o de lutar pois não poderia segurar uma espada, lança, arco para atirar uma flecha, ou mesmo segurar qualquer coisa. Sem os polegares dos pés, ele não poderia correr e fugir, pois o equilíbrio estava comprometido. Fico imaginando os setenta reis que ele mutilou largados debaixo da mesa real, mal alimentados e obrigados a disputar migalhas e restos de comida no chão, sem meios de segurar, servido de diversão mórbida para o rei sádico e seus asseclas. Espiritualmente, há um correspondente, pois o inimigo de nossas almas, que veio para “roubar, matar e destruir” (Jo 10.10), quando alcança vantagem e consegue capturar uma presa, não deixa por menos, e a quer exposta a vergonha e desprezo; especialmente para sua própria gente, sua própria igreja ou família. Quanta decepção e vergonha temos presenciado, quando guerreiros de Deus, valentes do Senhor, com vida e ministérios frutíferos abençoadores, são laçados pelo “adoni-bezeque” do inferno. É muito doloridos ver filhos de Deus se arrastando na sarjeta do pecado, medicando migalhas e restos em vergonha extrema. Embora tenham uma mente brilhante, um físico forte e saudável, habilidade e dons, capacidade e competência, mas estão inutilizados, sem conseguir manejar sua “espada” (Hb 412); Sem poder usar seu arco (Sl 127.3,4); pessoas desequilibradas. Para Adoni-Bezeque e seus setenta reis não havia remédio e nem reversão, só a morte para findar o sofrimento. Mas, para os que pecaram, estão desviados dos caminhos de Deus, os que abandonaram a verdade e foram presos nas armadilhas de suas próprias cobiças, existe saída e solução! Arrependa-se, confesse e abandone os caminhos errados, aceite com humildade a disciplina de Deus através do corpo de Cristo, volte onde caiu e recomece dali. Ninguém foi tão longe, ou tão fundo, que a graça de Deus não possa alcançar! Ninguém é tão miserável que não possa ser aceito, amado e restaurado. O pecado, é a única coisa que separa o homem de Deus e em Cristo há redenção abundante e disponível a todos. “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (Rm 10.13). Deus acena hoje para alguém com os dois polegares para cima, em sinal de positivo, Corresponda, você pode ser restaurado e restituído à sua posição de dignidade, respeito e honra, afinal, você é filho!

Pr Jason

A Escolha das Escolhas

Meditação do dia 09/09/2015

Js 24.15Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”

A Escolha das Escolhas – O governo de Deus é exercido através do sistema de escolhas com responsabilidades. A pessoa tem o seu livre direito de fazer as escolhas que melhor lhe convém, com as devidas responsabilidades, ou consequencias de suas escolhas. Assim, todos os dias fazemos muitas e muitas escolhas; umas puramente instintivas e habituais, outras pela rotina da vida e ainda outras tantas que são complexas e de quando em quando, aparecem aquelas que demandam muito esforço e energia e até ajuda de especialistas. As questões espirituais fazem parte das decisões que compõem a nossa vida, um dia, decidimos ter e cultivar uma fé, ou não, isso é uma decisão importante e dela muitas outras coisas ficam definidas. Exemplo: Aos 17 anos decidi entregar minha vida a Cristo e segui-lo como Senhor – Essa atitude decidiu muitas outras coisas na minha vida, como, que igreja iria frequentar e que engajamento eu teria e isso foi se desdobrando em tantas outras coisas; 39 anos depois, moro longe da minha terra natal, da minha família, mas com tantas outras coisas boas. SE alguém escolhe não crer, ou não se envolver com fé ou igreja, muitas coisas também já estão decididas. Jesus certa vez foi visitar uma família de amigos, onde iria ter uma refeição com eles, uma das pessoas da casa, muito prendada, hospitaleira e desejosa de agradar, dedicou tanto às tarefas domésticas à ponto de aborrecer-se com a irmã, que quis “fazer sala” pra Jesus e ficou no bate papo com o mestre; Marta pediu para Jesus dar uma força para ela, falando para Maria ir para cozinha; Jesus disse a Marta, que fora tudo uma questão de escolha e Maria tinha feito a melhor e ele não poderia tirar-lhe o privilégio da escolha que fizera. Veja bem, Isso fala de relacionamento com Deus – Ele, vem ter conosco e deseja um tempo de qualidade e desfrute de companhia e nós queremos “agradar a Deus” fazendo coisas para ele – o que somos é melhor e mais importante para Deus do que o que podemos e fazemos para Ele. A cabeça humana pensa que para agradar a Deus que veio na minha casa, a melhor coisa a fazer é um jantar ou almoço sofisticado, gostoso, belas toalhas, cristais, arrumação e organização….Ele, não, o que o agrada é dar atenção, sentar e conversar, desfrutar da companhia e da boa conversa. Até nos devocionais, queremos “fazer coisas” para agradar a Deus! Josué, apresentou um leque de opções ao povo e disse, escolham à vontade… “eu e a minha casa já escolhemos…serviremos ao Senhor!” Servir a Deus tem pouco a ver com “ser crente, ser Evangélico, gospel, católico, A, B ou C – É uma escolha que vai tomar volume que engloba a vida toda e tudo que fizermos daí em diante. E se a família não quer me acompanhar na escolha? Isso já é uma escolha! Mas você ainda tem que fazer a sua e cada um responderá pela que fez, ou deixou de fazer e seguiu a escolha dos outros.

Pr Jason

Equilíbrio é um Desafio

Meditação do dia 08/09/2015

Js 23.6Esforçai-vos, pois, muito para guardardes e para fazerdes tudo quanto está escrito no livro da lei de Moisés; para que dele não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda.”

Equilíbrio é um desafio – Minhas duas palavras favoritas em termos de definição de valores da vida são “disciplina e equilíbrio” – respeitando o direito de cada um pensar e filosofar, elas representam para mim, o que há de mais nobre e relevante para o sucesso na vida, em todas e quaisquer áreas que se pensar. Ao ver um vencedor, um bem sucedido, pode ter certeza que essas duas virtudes estão por perto dele e fazem parte de seu estilo de vida. Indisciplina e desequilíbrio andam de mãos dadas com o fracasso e a vergonha; assim como sucesso e respeito estão sempre acompanhados do equilíbrio e disciplina. Hoje, quero escrever um pouco sobre o equilíbrio, que é um grande e constante desafio. É tão natural o ser humano estar nos extremos, sempre exagerando e indo demais para um ou outro extremo; permanecer no centro, é o desafio de cada um. Desde a alimentação, exercícios físicos, dieta, até amor e paixão, tudo arrasta para os pontos extremos, um dia ama loucamente e no dia seguinte odeia ou aborrece. Até na fé, vemos as pessoas indo do extremo da incredulidade e ceticismo, até a credulidade ingênua e ao fanatismo. Posso assegurar que Deus e sua Palavra, com a bênção e a inspiração do Espírito Santo, são centrados, equilibrados e o desejo divino é que nossos esforços sejam para práticas saudáveis e produtivas. Josué, ao fazer recomendações finais aos líderes e ao povo, já em tom de despedida, ele os exorta a se esforçarem  e muito, para duas coisas: Guardar e fazer (praticar) todo o conteúdo do livra da revelação divina, o que chamamos de “Bíblia.” Ao longo da história muitos se especializaram em guardar, e guardam tão bem, que nem eles mesmo acham quando precisam. Guardaram os livros, os textos, os manuscritos, guardam a letra, as regras e suas minúcias, mas ficam só no guardar sem colocar em prática e transformar num bem útil e abençoador. Outros se propuseram em fazer o que está escrito, e se enveredaram por caminhos tão distantes do amor e da misericórdia, que suas práticas deixaram de ser saudáveis. Josué recomendou não ir nem demais para direita e nem para a esquerda, ambos estão fora do centro! O esforço cristão, deve ser para guardar e praticar equilibradamente, valorizando a pessoa e o seu bem estar. Até Jesus ao morrer na cruz, ele foi colocado no meio, entre dois extremados pecadores, um que creu acessou o paraíso pela graça e do outro lado um impenitente zombador que esteve tão perto do salvador e continuou tão longe da salvação. Não vá longe demais em nenhum extremo, seja equilibrado!

Pr Jason

Cuidado com as Aparencias

Meditação do dia 07/09/2015

Js 22.10E, chegando eles aos limites do Jordão, ainda na terra de Canaã, ali os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés edificaram um altar junto ao Jordão, um altar de grande aparência.”

Cuidado com as aparências – Ouvi uma história de um guru importante, que visitava os diversos mosteiros e centros de meditação. Em um desses, ele notou algo diferente e inusitado; todos os aprendizes, estavam meditando com um gato amarrado ao seu lado e ao indagar da razão, todos diziam que não sabiam, mas eles viram o mestre local meditando com um gato amarrado ao seu lado, então adotaram a prática desde então. A explicação do mestre foi que em certo tempo houve uma infestação de ratos, tão grande, que ninguém conseguia meditar em paz, por isso ele teve a idéia de amarrar um gato ao seu lado, assim os ratos não perturbavam a sua meditação. Ele não explicara a ninguém, a infestação acabara, mas a prática cega continuara. Você já percebeu que existem muitas coisas que são feitas ou praticadas e algumas até proibidas, mas que não existe nenhuma explicação e muitos temendo por algo pior, prefere a continuidade, mesmo não tendo lógica ou sentido. Esses soldados hebreus, saíram abençoados por Josué, com destino a suas casas e heranças, mas no meio do caminho tiveram uma idéia brilhante, sensata e de importância e se puseram a executá-la; Fizeram um grande altar, de grande aparência, algo para ser visto, notado, um memorial de fato. Mas as coisas tomaram um rumo inusitado e perigoso, por que para outros, tinham uma aparência “diferente” no sentido negativo, perigoso e no caso deles, “cheirando a heresia e rebelião!” Havia uma determinação legal dada por Moisés, para que não se fizesse altar algum em nenhum outro lugar do país, senão no lugar onde estivesse o tabernáculo. A notícia se espalhou rápido e digamos, até o “Estado Maior das Forças Armadas” ou o Conselho de Guerra, foi convocado para sufocar uma rebelião ou um movimento separatista. Os ânimos ficaram exaltados e discursos duros e ameaças foram feitas e ditas – na verdade houve até precipitação e ação com excesso de força sem necessidade. Os Rubenitas e Gaditas e a meia tribo de Manassés, ficaram apavorados com a repercussão negativa, de algo que ninguém sabia qual era a verdadeira intenção, mas mesmo assim chegaram ali, armados até os dentes e com os dedos no gatilho. Aparencias, o que são as aparências! Podemos estar vendo uma coisa, que não é exatamente o que se parece! Isso acontece em reunião de famílias, isso acontece em reuniões administrativas de igrejas, de líderes; isso acontece nos mercado de trabalho, acontece nas relações internacionais – até guerras e batalhas já foram travadas, porque houve uma aparência de ameaça, etc. Nessas horas, a melhor palavra e atitude é a sensatez! O diálogo, a diplomacia com sobriedade! Aparencias já destruiu casamentos, amizades e relações duradouras e por muitas vezes ambos os lados decidem sem consultar o outro lado e ambos tem certeza que fizeram a coisa certa, porque o outro lado estava “mal intencionado.” Cuidado com as aparências! Pessoas, igrejas, ensinamentos, grupos e outras coisas, podem não serem exatamente o que eu estou vendo ou aparentemente parece ser! Vá conferir de perto, faça perguntas, mas as perguntas certas às pessoas certas, no momento certo! Evite críticas ou comentários que depois precisarão ser retirados ou produzirão estragos. Sensatez!

Pr Jason

Palavra Que Não Falha

Meditação do dia 06/09/2015

Js 21.45Palavra alguma falhou de todas as boas coisas que o Senhor falou à casa de Israel; tudo se cumpriu.”

Palavra que não falha – Quando o futuro se torna presente e as promessas do passado se tornam reais e materializadas diante de nós, ficamos extasiados e agradecidos. Quando o futuro se torna mais incerto e as expectativas desvanecem, o sentimento de frustração invade o coração e a decepção é grande e começamos a reviver os sinais que vinha sendo mostrados, até que finalmente o caos se instala. Quando as ações e promessas vem dos homens ou das instituições humanas, não é plenamente confiável. Quando as palavras e as promessas são de Deus, elas se cumprem. No Novo Testamento Jesus usou sementes como ilustração da Palavra de Deus. Sementes são potenciais enormes, que trazem dentro de si uma energia incalculável, capaz de produzir resultados incríveis. Observe um grão de milho, por exemplo, é pequeno, frágil e sozinho não promete muito e facilmente se perde ou se destrói. Essa mesma semente plantada e cuidada num solo apropriado, produz uma planta milhares de vezes maior e de uma única semente, sairão centenas, quase um milhar de novas sementes com o mesmo potencial da original. Quando Deus falou à Abraão, ele era uma semente única e com uma esposa estéril e vivendo numa terra desértica e cercado de potenciais inimigos já estabelecidos e bem equipados para resistência. A promessa fora mantida, mesmo quando os descendentes ainda eram apenas poucos e improvável de ver tudo aquilo acontecer. Nestes últimos meses, vimos como Deus cuidou e prosperou as suas sementes (promessas) e agora, vemos uma grande nação instalada, todas as famílias e indivíduos devidamente empossados de um território, cidades e propriedades em lugares próprios para progredirem e desenvolverem. Aqui, aparece a palavra do testemunho: “Palavra alguma falhou…” Não falhou porque eram palavras de Deus, ditas e acompanhadas com o  zelo e amor divinos, mesmo sendo para e com pessoas falhas e rodeadas de fraquezas, como eram aqueles hebreus. Será que é diferente de nós hoje? Somos melhores? Mais fortes, Menos falhos? Eu diria que não! Mas diria que, quem fez as promessas, a eles e a nós, permanece o mesmo! Eu digo, que as Palavras ainda são firmes: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” (Mt 24.35) Importante, é estabelecer algo: Você acredita nas promessas de Deus, ou melhor, você acredita que Deus ainda fala? Se não acredita que Deus ainda fala, como você vai ouvi-lo? Quando Jesus orou o “Pai nosso” ele disse: “Seja feito à tua vontade aqui na terra, como no céu…” Para fazer a vontade de Deus acontecer, precisamos saber o que e qual é essa vontade. Aqui entra o elemento fé! Como é e como está a sua fé? Em que ela se firma? De que ela se alimenta? Fé, é um atributo do espírito humano, sob influencia do Espírito Santo, total e completamente firmado na Palavra de Deus, a Bíblia. “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm 10.17) Então creia! Receba promessas e fique firme nelas que a seu tempo se cumprirão.

Pr Jason

Cidades de Refúgio

Meditação do dia 05/09/2015

Js 20.2Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés.”

Cidades de Refúgio – Uma sociedade organizada, tipo, uma nação, tem e precisa ter sistemas que funcionem, para o bom andamento da vida, tanto das pessoas como indivíduos, como na nação como um todo. Nos nossos dias atuais, proclama-se que o estado tem o dever de prover os meios que garantam o bem estar de seus cidadãos. Pensando em bem estar, ao organizar e criar as instituições de estado, os hebreus, antes peregrinos no deserto, agora já devidamente alojados em propriedades e iniciando uma vida de moradias fixas, pois desde o patriarca Abraão, até a chegada em Canaã sempre foram nômades e moraram em tendas, levando uma vida pastoril itinerante; Deus os instruiu a começar pelo “ministério da justiça,” criando inicialmente uma vara de execuções penais, para crimes culposos, (sem intenção de matar). Foram estabelecidas seis cidade chamadas de refúgio, bem distribuídas geograficamente, para que o indivíduo pudesse chegar a uma delas sem correr risco de vingança, antes de se estabelecer um juízo. A pessoa teria proteção legal e espiritual, um lugar para viver e trabalhar com convívio social e oportunidade de restauração até que a ocasião de retornar ao seu lugar de origem. Não temos nada igual, que eu saiba em qualquer sistema judiciário moderno que exerça justiça e misericórdia simultaneamente sem prejuízos para qualquer das partes. Claro que isso também é uma alegoria, para a vida espiritual. Por mais que lutemos e sejamos bem intencionados, uma hora ocorre um “incidente” e cometemos erros. O pecado é ruim e destrutivo, mesmo sendo sem intenção dolosa e premeditada. O pecado precisa ser tratado como pecado, algo que ofende a Deus e às pessoas ao nosso redor e trás prejuízos à igreja, como corpo de Cristo, da qual fazemos parte. O cristão não pode aceitar a idéia individualista de que “o que eu faço, é problema meu e ninguém tem nada a ver com isso!” A minha vida tem à ver com a sua e dos demais irmãos, e a sua tem à ver com a minha e com a vida dos demais, ou não somos corpo, não somos igreja! Mas como no caso dos hebreus, todo pecador tem em Jesus, a sua cidade de refúgio. Ele nos acolhe e ouve nossa confissão e nos dá abrigo, com restauração e trás de volta a comunhão, com base na justiça de Deus, mediante a fé no sacrifício redentor. João, escreveu algo muito bom sobre isso: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo 2.1,2). Mas sempre que leio sobre as cidades de refúgio, meu pensamento corre veloz para um texto dos Salmos, que é perfeito para isso: trata-se do Sl 46.1: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Quando precisar se refugiar e ser ajudado, corra para o Senhor e encontre abrigo.

Pr Jason

Quando Chega a Nossa Vez

Meditação do dia 04/09/2015

Js 19.49 Acabando, pois, de repartir a terra em herança segundo os seus termos, deram os filhos de Israel a Josué, filho de Num, herança no meio deles.

Quando chega a nossa vez! A conquista de Canaã é apontada por grande número de pregadores e mestres da Palavra, como sendo o equivalente à “conquista da vida cristã vitoriosa!” Todas as etapas anteriores da história do povo de Deus, trata das fases em que toda pessoa passa no seu relacionamento com Deus e com o processo de caminhada espiritual. Começa-se com a salvação, baseado no livramento do povo das garras de faraó e da corrupção do Egito, passando pela experiência do batismo no Mar vermelho deixando sepultado ali tudo o que dizia respeito à velha vida e iniciando uma nova jornada. Agora vem os novos desafios como as águas amargas de Mara, transformadas em águas doces e potáveis e a revelação de Deus como Jeová Raphá, o Senhor que te sara. Aqui na dá para ir descrevendo etapa por etapa, mas o crescimento vem em meio as lutas e provas e bênçãos e suprimentos extraordinários; aprende-se muito a viver sob o sobrenatural de Deus e depender de sua generosidade e companhia a cada dia. A grande lição é que somos peregrinos em direção a nossa verdadeira pátria, de onde sempre tivemos os recursos dados por Deus. Para eles, era uma terra, logo à frente, a tantos quilômetros, logo após o Jordão, o último desafio da caminhada, antes de finalmente por os pés na herança. Para nós, é a lembrança de que não somos desse mundo, mas estamos aqui, colocados aqui por Cristo, para cumprirmos um propósito de ser sal e luz e anunciar as grandezas do Senhor e de seu reino até que ele venha e nos leve, aguardamos o grande momento do arrebatamento e do encontro com os milhares de irmãos que viveram, serviram e morreram nessa mesma fé – será a maior festa de confraternização jamais acontecida desde que o mundo é mundo. Até a concretização material e espiritual de tudo isso, temos conquistas menores, intermediárias e suas lutas, aprendizados e tudo tem sua utilidade, aqui e na eternidade. Temos que fazer tudo que pudermos e estiver ao nosso alcance aqui, mas sem tirar o olho do futuro, da eternidade que é onde está nossa verdadeira pátria e nosso verdadeiro lugar de descanso e recomeço do projeto original do Pai para cada um de nós. Estamos aqui, mas não somos daqui e muito menos queremos ficar aqui! Com essa visão de servir, ajudar os outros a encontrar seus lugares e se acomodarem ou iniciarem seus ministérios, nós fomos chamados para estar na frente para sermos os últimos. Só depois que Josué repartiu todas as porções de heranças e colocou cada um no seu devido lugar, é que ele foi contemplado com o seu quinhão. Ser ministros, ser servo de Deus, com dons, atributos e responsabilidades e privilégios, é estar na mesma posição que o maestro da orquestra – ele comanda tudo, dá o tom para cada um, cuida de cada e todos os detalhes, rege com responsabilidade e competência, mas é o único que está de costas viradas para a plateia e os aplausos são para a orquestra; mas é ele que vira e primeiro faz o gesto de agradecimento, se curvando para a plateia. É assim que eu, Jason, entendo “primícias” e entendo ser honrado! Servir, é uma honra, especialmente por causa do Senhor que temos!

Pr Jason

O sacerdócio como Herança

Meditação do dia 03/09/2015

Js 18.7Porquanto os levitas não têm parte no meio de vós, porque o sacerdócio do Senhor é a sua parte…

O sacerdócio como herança – A wikipédia trás a seguinte definição: Sacerdócio (do latim sacer, que significa “sagrado” e dos, dotis “dom”) é a condição de pessoas que executam as cerimônias de determinada religião. No CristianismoJesus Cristo é o sumo sacerdote por excelência, o mediador entre Deus e o homem, Aquele que intercede a nosso favor. Pode definir-se como o poder e autoridade de Deus concedido aos homens para o ministério da palavra e para pastorear o rebanho de Deus. Quando devidamente comissionado (‘ungido’) por Jesus Cristo, através de profetas (videntes, ou ‘reveladores’), que também tenham sido chamados por Deus, por profecia, por revelação e pela imposição de mãos, tal como os apóstolos originais de Jesus Cristo, como o foram Pedro, Tiago e João. No protestantismo o ofício sacerdotal separado inexiste. O título é atribuído a Jesus Cristo, com seu Sacerdócio imutável (Hebreus 7:24), e analogamente a todos os fiéis, pois os convertidos, por intermédio de Jesus Cristo, podem oferecer a Deus, sacrifícios espirituais, como fruto de lábios que confessam seu nome (Hebreus 13:15 e I Pedro 2:5). Na Nova Aliança, ou seja, nessa era da igreja, à partir do ministério de Jesus aqui na terra, o conceito de sacerdote e sacerdócio é alterado, em relação ao que era praticado no Velho Testamento. Lá na Antiga Aliança, um sistema centrado num grupo específico de pessoas, exerciam esses ofícios. Das doze tribos que formavam a nação judaica, uma delas, Levi, foi separada para ser e servir nos ofícios sacerdotais e era hereditário. No tempo da igreja, pela forma de universal de sua constituição, seria impossível manter o mesmo formato hereditário. Todos são sacerdotes, e todos ministram a Deus e ao próximo; não havendo intermediário entre Deus e os homens, senão Jesus Cristo, o Sumo sacerdote de nossa confissão. Assim, hoje, cumprimos funções no Corpo de Cristo, para edificar e equipar a igreja, mas sem hierarquia e sem privilégios de casta ou categoria. Qualquer coisa nesse sentido, é desvio de função e com certeza alguém interpretando as Escrituras para proveito próprio o de um grupo. Sacerdócio, nesse sentido, quando nos referimos a um ministro eclesiástico, é um ofício vocacional, uma chamada interior de Deus para exercer e cumprir um serviço de relevância para o bem do reino de Deus através da igreja local. Não é uma categoria profissional e a motivação correta vem do entendimento do que é a vocação e o ministério. Assim como há médicos que o são por vocação e outros por opção profissional; como há benfeitores por vocação e outros por inclinação ou oportunidade; assim como há professores e “professores” – também temos ministros, verdadeiros sacerdotes e temos sacerdotes profissionais, que “caíram de para-quedas” no ministério sagrado. Um dos parâmetros para aferir, é a satisfação e a gratidão demonstrada, a despeito das situações e circunstancias do ministério, ele está ali, porque sabe que Deus o quer ali e sua utilidade e valor está no servir e cuidar de quem está sob seus cuidados. Gente infeliz, cheio de murmurações, sempre resmungando, sempre insatisfeitas, alguma coisa não se encaixa com uma herança recebida de Deus. Como o que é a vontade de Deus para minha vida, se torna meu calvário e minha ruína? Ninguém recebeu mais e maior oposição e afronta que Jesus, e ele tinha convicção de sua missão e dele se diz: “Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.” (Sl 40.7,8) Deleito-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus! Isso, é sacerdócio!

Pr Jason