Não Havia Ninguém Ali

Meditação do dia: 08/11/2021

“E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia.” (Êx 2.12)

Não Havia Ninguém Ali – Temos hoje uma boa oportunidade de meditar sobre um tema muito importante da nossa fé, que é o que acreditamos e o que praticamos em relação a uma das mais importantes doutrinas da fé cristã: os atributos de Deus. Sem dúvida, todos acreditam e confessam sua fé num Deus Todo Poderoso, que sabe todas as coisas e que está presente em todo lugar o tempo todo: Onisciencia, Onipresença e Onipotencia divina. Me refiro ao fato de que as pessoas creiam e confessem, mas agem como se isso não fosse bem assim! Olhemos o exemplo de Moisés: Ele olhou para todos os lados e como não viu ninguém, ou seja, nenhuma pessoa humana, então ele se viu liberado para fazer algo que “ninguém” descobriria¸ afinal, ninguém viu! Não é difícil encontrarmos situações onde lutamos até ficarmos sem forças e sem alternativas para solucionar uma crise ou situação, embora acreditamos que o Senhor Deus a quem servimos é cheio de amor e compaixão e ajuda aqueles que o invocam. Deus responde as orações dos seus filhos. Mas a prática mostra uma capacidade de acreditar que Deus pode resolver quaisquer problemas, exceto os meus! Ele pode curar qualquer dor, menos a minha; ele pode socorrer qualquer um, menos eu. Outra versão dessa prática desvirtuada é confessar que Deus já tem problemas demais do mundo todo para ter que se preocupar com os meus, eu vou dar uma folga a ele e afinal, os problemas dos outros são maiores do que os meus! Ainda podemos encontrar os “super gratos” – se trata daqueles que são “tão agradecidos” que não precisam pedir nada a Deus, só devem agradecer. Costumo dizer e essa frase, acho que é minha: “Tudo que é demais, passa!” se ela originalmente não for minha, então deve ser da minha mãe, a dona Alice. Fé demais, fede! Incredulidade demais para um cristão, é ruim! Dureza de coração é impiedade! Consumir tudo consigo mesmo é egoísmo! Só pensar nos outros e nunca em si, pode ser um mecanismo de compensação de culpa. Nunca se achar capaz de qualquer coisa é falsa humildade. Tudo que é radical demais, deixa de ser bom! Tanto à direita quanto à esquerda, ambas estão fora do centro. Equilíbrio é na verdade, o grande desafio da vida. Sermos disciplinados, produtivos e colaboradores é importante para uma boa participação no Corpo de Cristo. Sempre haverá pessoas que apresentarão desempenho melhor que o nosso em algumas áreas; sempre haverá pessoas com desempenho abaixo da nossa linha e outros tantos, que serão iguais a nós. nossa interdependência fará nossa caminhada melhor e mais produtiva. É muito triste o caminhar solitário; olhar para um lado e para o outro e não ver ninguém! Ninguém para compartilhar as cargas, ou para prestar contas a nós ou nós a elas; alguém para companhia de caminhada, mesmo em silencio e cada um fazendo a sua parte, ainda assim ter alguém em vista é sempre muito bom. Não haver ninguém pode nos induzir a crer errado e ao crer errado, haverá práticas erradas e algumas situações não permitem volta e consertos. Teremos que carregar para sempre a responsabilidade pelo que fizemos no tempo da ignorância. Como disse Jesus: Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou (Jo 1.18). “Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (I Jo 4.12). Não ser visto não significa que não exista, não esteja presente, ou não se importa. O que é verdadeiramente que você acredita e te faz agir, em relação a presença de Deus?

Senhor, acreditamos que és Todo-Poderoso, Onisciente e Onipresente! Nada justifica agirmos de modo diferente dessas verdades. Reconhecemos as nossas limitações como seres humanos, numa dimensão física e material e ainda assim podermos viver e agir pela fé em tuas revelações. A tua vida está em nós por Jesus Cristo e o teu Espírito Santo habita verdadeiramente em cada um dos teus filhos, como selo e garantia de propriedade e resgate. Graças te damos por termos a oportunidade de crescer em fé e graças a tua bondade, andar pela fé e não pelas vistas. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Olhar Para Um e Outro Lado

Meditação do dia: 07/11/2021

“E olhou a um e a outro lado e, vendo que não havia ninguém ali, matou ao egípcio, e escondeu-o na areia.” (Êx 2.12)

Olhar Para Um e Outro Lado – Esse versículo me chama a atenção por muitos anos e ainda assim nunca me movi para escrever, pregar ou gerar um estudo mais aprofundado sobre ele. Como estamos andando em ritmo de sequencia, então dessa vez não tenho como escapar dele. Embora seja o texto pequeno ele tem verbos muito definidos nos seus sentidos – Olhar, Ver, Haver, Matar e Esconder. Não vamos nos deter em gramática, afinal isso não irá nos ajudar muito em termos de alimentação espiritual. Mas não podemos fazer uma leitura e uma interpretação legítimas sem considerar as regras gramaticais do nosso idioma. Hoje, desejo me ater mais sobre a conduta de Moisés, que numa situação específica, olhou para um lado e para outro e ainda que tenha feito uma varredura de trezentos e sessenta graus, ainda faltou pelo menos mais uma ou duas direções. Primeiro, para dentro de si mesmo e depois, para cima! Quando digo para cima, é sentido figurado, ou seja, olhar para Deus, para a verdade espiritual que o guiava. Não acredito que Moisés seria tão diferente de mim e de nós nos dias de hoje. As demandas da vida, pressionam por decisões urgentes, importantes e não é raro, a gente não considerar todas as variáveis e só depois de fazer ou agir é que percebemos que deveria ter levado em conta pelo menos mais uma possibilidade. Não faz muito tempo, por alguma razão fui despertado sobre a noção cristã de colocar Deus em primeiro lugar e contar com ele em todas as situações da vida e fui enquadrado num canto do ringue. Por exemplo: Cremos no poder e na importância da oração e também cremos em curas e milagres em resposta de oração. Mas quase sempre pensamos primeiro em remédios, consulta ao médico e já procuramos a carteirinha do plano de saúde; as vezes só lá na sala de espera e que a demora nos leva a orar sobre o assunto; quando não, por não encontrarmos as respostas imediatas, aí sim, voltamos à fé. Se for só comigo, estão todos liberados para jogarem a primeira pedra, eu mereço! Como Moisés, somos conscientes do nosso chamado e ainda assim, as primeiras iniciativas é fazer o ministério funcionar por conta própria, do nosso jeito e certamente, na força da carne. Libertar os hebreus era o chamado de Moisés, mas será que seria libertar um por um, dia após dia, se livrando dos maus tratos e castigos físicos infringidos pelos algozes? Qual é a dimensão ou abrangência do nosso chamado? Deus pretendia libertar uma nação inteira e Moisés estava agindo com indivíduos. Moisés, você e eu precisamos olhar para dentro de nós mesmos e medir nossas ações com base nos nossos valores e crenças. Matar alguém fazia parte ou sentido? Mentir ou dissimular um pecado, ou fugir de responsabilidades nos aproxima da realização dos nossos propósitos? Um erro justifica para alcançar um objetivo sagrado? Falsificar resultados, inflar, diminuir ou inventar dados para impressionar, valorizam nossas experiencias? Precisamos olhar melhor e para mais lados, isso sim!

Senhor, tu estavas presente quando Moisés fez aquilo e certamente não aprovaste e aquilo não ajudou nem a ele e nem ao povo dele, antes retardou o processo. Peço sabedoria para olhar antes, olhar melhor, na direção certa e com a motivação certa, para cooperar contigo e com a causa do reino. Pedimos perdão por crermos em algo e agirmos em desacordo com a nossa fé, deixando de aprender e sermos úteis desde o início. Buscamos a sabedoria do alto, que pode nos ajudar em tudo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Homem de Seus Irmãos

Meditação do dia: 06/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Homem de Seus Irmãos – Pertencimento, essa é a palavra do dia de hoje. Um sentimento extremamente necessário para a vida humana. Está dentro da gente, gostamos de saber que pertencemos a alguém, à alguma coisa, à algum lugar. Existem pessoas e povos que adotam uma maneira de viver que não se fixa em lugares, eles são nômades, vivem mudando de lugar para lugar. Para eles, o senso de pertencimento está firmado no grupo de pessoas, nas tradições e costumes e não à lugares. Mas todos nos sentimos confortáveis sabendo que fazemos parte de algo e que ali somos úteis, somos partes e que pertencemos àquilo. Sou um tipo de pessoa com perfil conservador e me sinto confortável, quando encontro a estabilidade e as coisas estão devidamente encaixadas, assim prefiro não me mexer, não me mover. A filosofia do futebol que diz que “em time que se ganha, não se mexe.” Ela cai bem para mim! Mas não sou também de insistir em não mudar, a vida é dinâmica e as coisas acontecem muito rápido, se ficarmos parados, podemos perder tempos e oportunidades preciosas. Moisés nascera entre os hebreus, filho de escravos e nascido num tempo muito difícil; mas fora criado no palácio do rei, como filho da princesa, recebendo o melhor que a nobreza poderia oferecer a um herdeiro. Mas ao tomar conhecimento e se inteirar de suas verdadeiras raízes, seu coração o intimou a conhecer seus irmãos e houve identificação. Ele sentiu que pertencia também aquele povo. Quando pensamos na jornada da vida espiritual, que é a nossa caminhada de fé, esse sentimento de pertencimento precisa ser muito bem assimilado. Saímos de uma condição de presos e escravos aos desejos e pecados que ditavam os rumos de nossas vidas e fomos salvos, aceitos, adotados numa família completamente diferente, que a família de Deus, a igreja. A nova vida é cheia de promessas grandes e maravilhosas, encontramos sentido e propósito para a vida e os trabalhos, deixam de ser fardos e passam a ter sentido de ministério, vocação; agora servimos a Deus, trabalhamos para um Reino que nos pertence e a quem também pertencemos. Os ensinamentos e doutrinas da nossa fé, são essenciais para a formação dos novos valores e princípios com os quais vamos lidar por toda a eternidade. Agora somos chamados a fazer coisas com sentido de eternidade, para sempre e não situacionais e conveniências momentâneas. Deus é bom o tempo todo -então vamos adotando sermos bons em tudo e em todo o tempo. Deus é justo e faz justiça – assim pertencemos a um reino onde a injustiça não deva prevalecer e cada ato nosso reflete isso. Nos importamos com o próximo, porque todos somos membros de um só corpo e o que acontece com um afeta a todos. Isso e essas verdades devem ser refletidas no dia a dia, nas relações mais primárias, como em casa, na família e depois na igreja e assim vão se formando círculos maiores de influencia saudável e construtiva. Ainda vão  existir adversidades, relações difíceis e  oportunidades de desagregar, mas os valores de pertencimento devem falar mais forte. Eu pertenço a isso aqui, juntos iremos mudar para melhor e desistir não é uma palavra de ordem. Somos dos que vencem!

Senhor, obrigado por nos criar com desejo de pertencermos a alguém e a algum lugar e por isso sentimos falta, saudades, e alimentamos desejos de melhorar e progredir. Tudo foi criado perfeito, com grande potencial de desenvolver e progredir para que pudéssemos exercitar os dons e habilidades com as quais fomos criados e presenteados. Graças te rendemos por estarmos aqui, nesse dia, nessa época e pertencendo a essa geração. Teu é o reino, o poder e a glória para sempre, também através das nossas vidas; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Egípcio X Hebreu

Meditação do dia: 05/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Egípcio X Hebreu – Confrontos e conflitos as vezes são inevitáveis! A natureza humana desprovida da graça de Deus, tem uma atração por ações belicosas. Acredito que originalmente o homem em seu estado de perfeição, se sentia completo e realizado em ser o que fato era, um ser social competente e colaborativo. Recebera de Deus o poder e a autoridade para governar legitimamente sobre todas as peças da criação e utilizar seus conhecimentos e habilidades para o desenvolvimento pessoal, familiar e socialmente. Toda essa harmonia foi se dissipando após a queda, aquele processo de  desobediência deliberada em relação à ordem de Deus. Tudo se transformou quase que imediatamente diante de seus olhos e agora tinha que lidar com um mundo inexplorado de sensações e atitudes inexistentes até então. Para sobreviver entre as feras, realizar o trabalho árduo de cultivar e lavrar a terra, Adão foi descobrindo mudanças comportamentais em si mesmo e em sua companheira. A ordem de dominar e subjugar a criação ficou restrita ao que estava mais próximo e ao seu alcance. Foi aí que as coisas complicaram para a dona Eva. Sobrou para ela, a única outra pessoa de todo o mundo com quem o homem poderia compartilhar experiencias. Agora era um contra o outro, homem X mulher; depois eles X nós e isso nunca mais parou. A sociedade humana cresceu, prosperou e alguns foram tirando proveitos e vantagens de outros e com o passar dos tempos, os aglomerados humanos de batiam em enfretamentos por muitos motivos, mas todos eles movidos á egoísmo e vaidades pessoais. A necessidade de governos não justifica a insurgência da tirania e da opressão; para ter liberdade de governar e dirigir não haveria necessidade de plenos poderes e direitos de vida e morte sobre os súditos. Vejam que uma necessidade legítima, produz um viés ilegítimo; aquilo que é necessário se aproveita com oportunismo para sobrepor sobre os demais. O único meio disso tudo ser definitivamente eliminado do instinto humano, é só por um processo de regeneração. É preciso nascer de novo, a vida de Deus ser implantada em abundancia no espírito humano, um verdadeiro transplante de vida. “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.10,28). Pelo andar desenfreado do mundo e das civilizações, pensamos que não haverá soluções, e podem acreditar que humanamente não tem como esperar grandes soluções, mas em Deus sim. “E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear” (Is 2.4). Moisés saiu para dar uma volta e espairecer e encontrou gente estressada, briguenta e disposta a ferir e ofender. O privilegiado contra o desvalido e subjugado. A autoridade e o abuso de autoridade. Aquilo mexeu com Moisés e a injustiça, o erro e o mal deve mesmo mexer conosco e provocar reações em busca de soluções. Isso é também um mecanismo divino de produzir em nós a noção de vocação e chamado.

Senhor, obrigado por todas as oportunidades de servirmos ao próximo em meio a tantos conflitos e momentos difíceis. Temos uma promessa de construirmos um reino de justiça e paz e estamos trabalhando para isso. Somente o Espírito Santo pode produzir vida transformadas e o instrumento para isso é a proclamação da tua Palavra. Obrigado por nos permitir participar. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

As Cargas Dos Outros

Meditação do dia: 04/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

As Cargas Dos Outros – Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa! Nada é tão profundo quanto isso. Sabemos que nada substitui a experiencia, assim como contra fatos, não existem argumentos. Nosso propósito à cada dia é meditar na Palavra de Deus e produzir um texto que sirva de edificação para o povo de Deus. Já frisei em outras oportunidades, mas não custa repetir aqui: Esses textos devocionais, tem a intenção de abençoar a sua vida e estimular o seu crescimento espiritual, bem como ajudar no engajamento nos quadros de ministérios da igreja onde você congrega e onde deve iniciar ou continuar servindo. Isso vai abençoar muito a sua vida, e contribuir para o reino de Deus avançar. Queremos ser parceiros e servir uns aos outros. Não pretendo e jamais vou estimular o uso desses devocionais em substituição ao seu próprio tempo devocional e sua prática pessoal de meditar e produzir alimento para sua alma e seu espírito. O grande valor desses textos é fornecer uma outra visão do texto bíblico ou do assunto sobre o qual ele versa. Assim, ele complementa a sua busca e suas descobertas; quando eu medito e compartilho, eu aprendo e me alimento; se você ficar só com a leitura da minha meditação, estará se alimentando de algo que já foi digerido por mim; será uma espécie de alimento de “segunda mão.” Aí não vale, não é mesmo? Pensando hoje, nas cargas uns dos outros, entendemos muito claramente por toda a Bíblia que cada pessoa, individual e personalisadamente, tem suas cargas, ou fardos, no sentido de RESPONSABILIDADES. Lidamos com isso, como administramos todas as demais áreas e valores de nossas vidas. A Bíblia faz de cada um, responsável por si diante de Deus e quem prestará contas um dia. Como membros de uma sociedade, vivendo em comunidades, todos contribuímos e todos devem assumir partes das obrigações e funções que o progresso e o bem-estar de todos. O que Moisés viu, ao visitar seus patrícios, que estavam em escravidão e submetidos a trabalhos forçados e muita opressão, ele percebeu que aquilo era desumano e algo tinha que ser feito e ele poderia oferecer alguma ajuda. Há assuntos sobre os quais ninguém deve assumir o papel de outra pessoa; cada um deve lidar e resolver ou fazer as escolhas e se alimentar de suas escolhas. Outras situações nos impõe uma obrigação moral e social de fazermos parte e ajudar os outros com suas cargas e responsabilidades. Uma coisa não isenta e nem limita a outra. O importante aqui é a sabedoria e o discernimento para saber qual é qual. O profeta Ezequiel falou forte em nome do Senhor Deus: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele” (Ez 18.20). Muito semelhante ao que Paulo disse na Carta aos Corintios: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Em ambos os textos, “cada um” significando as decisões sobre valores eternos e individuais, como fé e conduta, diante de Deus. Já em outros aspectos, precisamos compartilhar. “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade” (Rm 12.13). Aos Gálatas, escreveu o apóstolo, que devemos nos importar e ajudar: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2). Não se pode assumir nos dois casos e nem omitir também. Discernimento é a lição que precisamos compreender e assim sermos bênçãos e sermos também abençoados.

Obrigado Senhor, pelo privilégio de servir e ser servido pelo Corpo de Cristo, como igreja, assim cumprimos a tua vontade e todos se tornam produtivos e realizados. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Encontro Com os Irmãos

Meditação do dia: 03/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Encontro Com os Irmãos – Não escolhemos a família na qual nascemos, simplesmente nascemos ali e somos acolhidos e aquele é o círculo primário de nossas relações sociais. Ali está a figura do pai e da mãe, que começaram uma história juntos e os filhos são o desenvolver de tudo isso. Também não podemos escolher ser o mais velho ou mais novo e nem intermediário; os irmãos acontecem em nossas vidas. Eles são presentes de Deus para os pais e concorrentes diretos entre si e exercem um influencia muito forte e determinante na vida adulta. Um filho em sua fase de crescimento, admira as qualidades do pai e ambiciona alcançar aquele mesmo status, ou até ser ousado a ponto de desejar e trabalhar para suplantar o recorde do pai, se auto afirmando como um grande vencedor. Caso ele não consiga, não é tão frustrante assim, afinal o pai era de fato um valente e muito habilidoso. Agora, perder para um irmão, aí sim, dói muito! Irmãos são se consideram iguais entre si, com as mesmas condições e o sucesso ou fracasso vai depender das decisões individuais e o bom aproveitamento das oportunidades. Assim, um irmão exerce um papel muito forte na formação e afirmação entre si. Por outro lado, isso pode produzir sentimentos ruins e destrutivos de inveja, intolerância e meios desonestos de agir para sabotar a ascensão do outro. Alguns também se acomodam e preferem a lei no menor esforço, sobrecarregando os pais e familiares, esperando que os demais se responsabilizem por sua vida e seu destino. Na esfera cristã, isso não deveria acontecer com frequência, visto que os ensinamentos bíblicos sobre o exercício da boa mordomia, reconheça cada indivíduo como responsável pelo patrimônio que recebeu de Deus e a quem deverá prestar contas. Nossas vidas pertencem a Deus, por direito de criação, de sustentação e especialmente pela redenção em Cristo, onde fomos comprados por um bom preço. Glorificar a Deus é essência da nossa fé. “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Co 6.20). Meditando na Palavra de Deus sobre o tema do relacionamento entre irmãos, encontramos exemplares muito ricos e a diversidade de finais comprovam a importância. Abel e Caim foi a primeira e uma das mais trágicas da história humana. Os filhos de Noé tiveram suas peculiaridades também. Jacó e Esaú foram rivais entre si e a preferencia dos pais por um e outro acirrou ainda mais os ânimos entre eles. Os filhos de Jacó, não aprenderam com a história do pai e protagonizaram a própria versão de amor e ódio, perdão e reconciliação. O rei Davi e seus irmãos nos tempos de família também eram distintos e o chamado de Davi para ser rei, produziu cenas de ciúmes e não vemos nenhum de seus irmãos fazendo parte de destaque no seu governo. Moisés, agora adulto, veio ver seus irmãos, aqui está generalizado, onde seu povo hebreu se trata como seus irmãos. Essa visita produziu mudanças radicais na vida de todos e conduziu os rumos do chamado e vocação de cada um. Sempre há um evento catalizador de mudanças em nossas vidas. Precisamos prestar atenção e ver as novas instruções que podemos receber de cada evento novo.

Senhor, obrigado por chamar pessoas para servirem em funções e ministérios muito especiais; mas também agradecemos por aqueles que se sentem bem servindo de forma simples e natural dando todo suporte para que os líderes possam realizar a tarefa que produzirá benefícios para todos. Obrigado pela vocação de filhos, a mais importante de todas que recebemos por Cristo Jesus. Em nome dele oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

Moisés – Já Homem

Meditação do dia: 02/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Moisés – Já Homem – Os anos passam, passam muito rápido, mas isso também depende de que ângulo estamos analisando. Para Moisés, isso foi aproximadamente quarenta anos! Ele agora é um homem adulto, educado, culto e preparado para uma vida de serviço administrativo como competia à nobreza da corte. Mas se para ele foram anos de estudos, treinamentos e preparações sob cuidados muito específicos, afinal se tratava de um príncipe. Imaginemos esses mesmos quarenta anos do ponto de vista de seus pais e irmãos biológicos, que passaram esses mesmos anos sob o jugo da tirania e dos trabalhos forçados, são longos anos! O que separa um homem de um menino? O que leva a diferenciar não é meramente um fator de idade cronológica, ou um porte físico desenvolvido e muito menos uma bagagem intelectual adquirida nos estudos. A maturidade vem naturalmente com o passar dos tempos, mas a grande pergunta, não é tão simples de se responder, mesmo levando em conta as variações de pessoa para pessoa, o meio em que vive e as condições sócio-economicas. Os grandes homens das histórias das nações atuais e que tiveram que lutar pela libertação ou independência de seus países, muitos deles quando fizeram os feitos pelos quais são conhecidos e reconhecidos ainda hoje, eram jovens de menos de vinte e cinco anos de idade. Até bem pouco tempo, aos trinta anos, era natural que os homens já estivem estabelecidos nos seus ofícios e profissões e já casados com família em formação. Mas recentemente, os estudos tomaram prioridades maiores e planos e projetos de vida foram sendo adiados e postergados. Os novos tempos tem produzidos também novos fenômenos sociais e familiares, pois os estudos e graduações deixaram de serem suficientes para prover um trabalho permanente e rentável à ponto de ajudar os jovens a se estabelecerem. Muitos voltaram para casa dos pais após os estudos e alguns não pretendem mais sair dessas comodidades e outros fatores também intervieram para conspirar contra os planos de família e com isso também compromete a maturidade e o desenvolvimento. Encontramos adultos de mais de trinta e até cinquenta anos de idade, ainda tentando descobrir o que vão ser quando crescerem. O apóstolo Paulo fez uma ponderação interessante quando escreveu sua carta aos Coríntios: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Co 13.11). A pergunta de grande valor aqui é quando? Quando aconteceu essa passagem ou mudança de fase? Quando alguém deixa de ser menino e passa a pensar e agir como homem e deixa as coisas de menino? Só para constar, não é tão fácil encontrar esse tempo exato.

Senhor, agradecidos somos, pela oportunidade de nos tornarmos homens, adultos e agirmos com maturidade. Queremos ajuda não só para descobrir, mas também para agirmos à altura do crescimento e da maturidade que podemos alcançar na caminhada de fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés – Tirado das Águas

Meditação do dia: 1º/11/2021

E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado(Êx 2.10)

Moisés – Tirado das Águas – Nomes como Moisés, Davi e até dos três principais patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó/Israel, não se repetem nos registros bíblicos; embora nos novos tempos vemos com abundancia nas versões modernas. De certa forma essa quase exclusividade pode se dizer uma justa homenagem a eles, pela singularidade de suas vidas e o que produziram, deixando legados que só a eternidade para nos permitir conhecer toda a abrangência. Como já nos referimos muitas outras vezes, sobre as veredas antigas, onde os pais e a civilização em si, tratavam com muita propriedade o ato de dar um nome a um filho; as vezes até mesmo a comunidade de amigos, vizinhos e parentes participavam das alegrias e responsabilidades da família. Vemos isso no nascimento do filho de Rute e neto de Noemi: “Então as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel. Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos. E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu colo, e foi sua ama. E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi” (Rt 4.14-17). Parece que a vida em comunidade na pequena Belém dos tempos de Noemi e Rute era cercada de boas vizinhanças e muita amizade; pelo que ficou registrado no texto, quem deu o nome ao menino foram as vizinhas. Outro caso muito parecido, foi com o nascimento de João Batista, pois os vizinhos estranharam o nome que o pai queria, pois ao que tudo indica, destoava dos padrões da família. “E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela. E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai. E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João. E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que lhe chamassem. E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam” (Lc 1.58-63). Vizinhos e parentes queriam chamar o menino de Zacarias Junior, mas os pais rejeitaram e obedeceram a instrução do anjo. Nem quero imaginar: “Apareceu no deserto da Judéia um homem vestido de peles de camelo e comia gafanhotos e meu silvestre, cujo nome era Zaca Junior…” O nome da pessoa expressa o propósito de sua vida e sua missão, ou a conversão a Cristo e a consagração a Deus leva a pessoa a receber uma nova vida e escrever uma nova história. Assim, alguns nascem já herdando um nome poderoso; outros recebem um nome que distingue e outros conquistam pelos seus feitos um nome de respeito e o coloca em destaque. O bom de tudo isso é que Jesus tem o nome que é sobre todos os nomes e é por essas três razões citadas acima. O nome expressa uma mensagem que tem (ou deveria ter) para os pais, o porque deu aquele nome ao filho, pois sempre que ele é chamado ou seu nome é referido, se reafirma e proclama aquilo na vida da pessoa. Sou favorável que os pais orem e escolham nomes com significados construtivos e edificantes para seus filhos, pensando um pouco mais além do que só na sonoridade do nome ou de onde vem a derivação dessa intenção. Deus nos deu o privilégio de termos duas filhas, Grace e Hellen (Graça e Força). A princesa quis perpetua a condição de onde ela alcançara o privilégio de ter aquele filho, que em outras circunstancias não aconteceria nem para ele e nem para ela. Mas Deus estava cuidado por causa de nós, e somos gratos por isso.

Obrigado Senhor, por sermos participantes dos teus planos grandes e maravilhosos concebidos para além do nosso tempo e eternidade. Obrigado pelas pessoas que aparecem ao longo do nosso caminho e são verdadeiras bênçãos dos céus para nos ajudar e facilitar para que os teus propósitos aconteçam. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Adotado

Meditação do dia: 31/10/2021

E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado(Êx 2.10)

Adotado – Não sei de onde veio a idéia negativa de que adoção é uma espécie de segunda categoria ou segunda divisão em conceito de família. Parece que o ato de adotar um filho era um ato de misericórdia para com um carente injustiçado e já que ela não pode ter algo de verdade, então terá um premio de consolação. Assim, ser pai/mãe ou ser filho(a) adotivos diferenciava todas as etapas da vida das pessoas. Na experiencia de vida, ouvi casos de filhos rebeldes, revoltados e a justificativa era de que se tratava de filho adotado. Criou-se um estigma de que a causa primária da adoção era a rejeição dos pais pelo filho, sendo isso voluntário ou por força de circunstancias. Do outro lado da corda estavam os pais frustrados por não poderem gerar filhos naturais e só restou então a alternativa da adoção. Se esses raciocínios são verdadeiros, ou se já o foram, eu sinto muito, por quem passou por isso, porque está muito longe de ser a expressão da verdade. Deus é o criador de todos os homens, que à partir de um fez todos e a ordem era crescer e se multiplicar e também a bênção da fertilidade, multiplicação e prosperidade acompanharia todas as etapas da vida. “…pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra…” (At 17.25,26). O pecado e o comportamento independente do homem causou uma separação e foi aí que entrou em cena o plano de redenção. Para ter volta o objeto de seu amor, Deus ofereceu-se em resgate, um preço sendo exigido e pago pela própria justiça divina, comprando de volta e em forma definitiva aquilo que ele mesmo criara com tanto e todo amor. O processo de recriar sua família, não outro senão o de adoção de filhos. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16). É um processo tão lindo e completo, que nem há margens para se pensar em alguém adotando por adotar, se se envolver e se identificar com os adotados. A sequencia do texto de Paulo aos Romanos nos mostra uma adoção tão legal, legítima, íntima e familiar, que nos tornamos herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo, que também é Deus e nosso salvador. Muito acima de valores e bens, a redenção e a adoção permite um inimaginável número de benefícios e privilégios, muito além de nossa compreensão. “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” (2 Pe 1.4). Participantes da natureza divina!!! Esses ensinamentos aparecem figuradamente em muitos episódios no transcorrer da história do povo de Deus. Aqui, encontramos um desses. Um filho de escravos, nascido sob uma lei que o condenava a morte e escapou por um milagre da intervenção divina e foi adotado pela princesa do Egito. Nele ele e nem os pais biológicos, poderiam imaginar a diferença de status que ele adquirira por ter sido legitimado como filha da filha de Faraó. A priori, tudo o que importava para aqueles pais e para aquele bebê, é que estaria vivo e bem cuidado com chances de crescer e ser alguém. Quando uma pessoa encontra a Cristo, o recebe pela fé e é salvo, seus pecados são perdoados e sua sentença de morte é cancelada e sua filiação é confirmada pela presença do Espírito Santo que vem habitar nele como selo de garantia de propriedade divina; as primeiras impressões é que ser salvo, um dia ir para céu e ter se livrado do inferno, é tudo o que importa e tudo que interessa. Nada tão longe da verdade!! Por isso precisamos crescer na graça e no conhecimento de Cristso, alcançar maturidade de fé, para saber de fato, tudo o que está disponível na nova vida em Cristo. Você, por caso, acha que ser salvo é tudo o que Deus tem para você?

Senhor, obrigado pela nossa redenção! Mesmo que não saibamos tudo, o Senhor é santo e justo e não vai deixar-nos na ignorância e perdermos tudo aquilo que adquiriste para nós pelo precioso sacrifício de Cristo lá na cruz. Graças por tudo isso, no nome daquele que é sobre todo nome, amém.

Pr Jason

Remuneração Maternal

Meditação do dia: 30/10/2021

“Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o.” (Êx 2.9)

Remuneração Maternal – Gente mais brilhante do que eu e com melhores pesquisas e recursos já trabalharam na idéia de quanto vale o trabalho de uma mãe, e por mais que sejam generosos, ainda é difícil dizer ou calcular uma remuneração que chegue perto do valor que poderia ser considerado adequado. Que bom que não se tem isso em números, porque eles são muito frios, exatos e por vezes dizem tudo sem deixar margem para dúvida e outras não exatos demais para serem considerados honestos ou justos. Nem tudo pode se resumir a números! Quando pensamos em salário ou pagamento, em termos de compensação por serviços prestados, mesmo trabalhando com um viés espiritual, nossa mente tem algumas citações que se apresenta em primeira mão. Uma delas quem trabalha merece ser recompensado por isso: “Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm 5.18). Uma outra que é muito importante, é que esse pagamento não deve ser retido para benefício inescrupuloso do contratante: “Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado” (Dt 24.14,15). Nos tempos da expansão da igreja, ainda nos tempos apostólicos, esse mal persistia na sociedade e era uma causa que o cristão foi advertido nos ensinos apostólicos: “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tg 5.4). A princesa egípcia contratou uma ama hebreia para que criasse o bebê que ela encontrou numa arca feita de juncos nas margens do rio e que ela adotou como seu. Certamente aquela mulher estaria feliz e se sentiria realizada tão somente se a princesa tivesse dado o bebê a ela e a autorizado ao cria-lo. Já teria sido uma grande vitória da sua fé e uma recompensa pelo seu esforço de lutar pela vida daquela criança. Mas agora ele se tornara uma criança pertencente à nobreza e deveria ser criado como tal. A Bíblia não discute a forma como as coisas foram acordadas entre as partes, mas os precedentes históricos, talvez mais baseados na tradição, sustentaria a primeira narrativa, que ele fora criado pela mãe em sua própria casa até ser desmamado e assim levado em definitivo para o palácio. Outra versão plausível, é que provavelmente a mãe tivesse acesso autorizado a cuidar dele sob os olhares da princesa. Sem entrar em méritos ou deméritos, emocionalmente, sou mais inclinado a segunda opção, porque assim, o vínculo da princesa com ele fora fortalecido dia a dia, de forma que após o tempo de amamentação, ele se adaptaria sem maiores traumas no palácio e com ela como mãe. A versão dele passar toda a primeira infância com os pais também tem forte apelo da cultura hebraica, porque eles foram muito hábeis em formar valores de fé e de conhecimento de seus valores no pequeno bebê, de tal forma que anos mais tarde, depois de toda a educação e convivência, o apelo interior despertou nele o anseio por respostas, que o levou a encontrar sua verdadeira origem e fazer a opção que é a narrativa bíblica. “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hb 11.24-26). O certo é que alguém fez um belo trabalho!

Pai, obrigado por cuidar de nós e das coisas que tornam a nossa vida e existencia cheia de significado e assim pode cumprir um propósito tão especial, escolhido e dirigido por ti. Obrigado por me permitir fazer parte dos teus planos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason