O olhar que salva

Meditação do dia 28/06/2015

Nm 21.9 “Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava.

Um olhar que salva – Toda oportunidade de ensinar e de aprender deve ser valorizada. O conhecimento não ocupa espaço e o saber em abundancia não prejudica, ao contrário, abençoa. Mesmo nas situações mais adversas, Deus sempre aproveitou para deixar um legado positivo. Esta é uma história de outro momento de crise, revertido em tempo de bênção e esperança para aquele povo. Uma onda de maledicência se espalhou como uma epidemia no arraial; nada e ninguém foi poupado das línguas envenenadas, afiadas e ardentes; sobrou para o Maná, que era um pão do céu que colhiam toda manhã, como se ele viesse com o orvalho da madrugada; falaram até de Deus! Como ninguém brinca com Deus e saí ileso, o castigo veio imediato. Todos devem lembrar, de forma mais clara, que na lista dos dez mandamentos, há um deles que aborda santificar o nome de Deus e jamais tomá-lo em vão. Muitos daquela época e daquela geração aprenderam isso da maneira mais dolorosa, mas aprenderam. Aconteceu uma praga de serpentes venenosas que invadiram o acampamento e eram mortais! Claro, além de peçonhentas, eram abundantes e agressivas e muitas vítimas aconteceram. Nessa hora, todos lembram de Deus! Crise, é oportunidade e tempo de buscar a Deus e correr para as pessoas que lidam com as coisas de Deus; o enredo não muda com o tempo, ainda hoje é assim. Procuraram Moisés em desespero e ele foi falar com Deus que instruiu a fazer uma serpente de bronze e levantá-la numa haste (poste) e que as pessoas fossem instruídas a olhar para ela e todo o que olhasse, se salvaria de morrer pelas picadas das cobras. Vamos rapidamente mexer com algumas dessas peças, para esclarecer as coisas: O material usado foi bronze, porque simboliza julgamento. O altar onde eram oferecidos os animais sacrificados para perdão de pecados, era de bronze. Simbolicamente, a culpa, os pecados confessados e admitidos recairiam ali. Não era a serpente que curava ou salvava as pessoas, e sim a FÉ – demonstrada pela obediência à palavra de Deus. Qualquer que estivesse mordido, bastava olhar para a serpente levantada lá no poste. Não precisava orar, rezar, fazer promessa, passar azeite… só olhar! Era uma questão de obediência. Ela não tinha poderes mágicos, místicos e nem tão pouco fora feita para ser cultuada, adorada, venerada ou admirada! Nada de “santa cobrinha!” Já ouvi pessoas dizerem: “Foi Deus que mandou fazer uma imagem” – Não confunda alhos com bugalhos! Se for para venerar ou adorar tudo que Deus criou, aonde é que vamos parar? Outro detalhe muito importante, era a admissão da culpa; para ser beneficiado, a pessoa precisava estar mordido e admitir, aceitar, confessar que isso era verdade. Não há perdão e restauração sem arrependimento e confissão. Deixar o tempo passar até a consciência acalmar e as relações voltarem a uma melhor condição, não é tratar com o pecado e receber os benefícios da redenção. Todo pecado, tudo o que Deus diz em sua palavra que é pecado, precisa e deve ser admitido como pecado, e seguir de arrependimento e mudança de atitude. Olhar para aquela serpente de bronze, prefigurava a fé que hoje depositamos em Cristo e seu sacrifício na cruz. O único meio de ser salvo hoje é admitindo que se está perdido, que é pecador e colocar a fé em Jesus, que morreu na cruz. Deus ainda concorda com isso, sabia? “E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.14-19). Olhe para o Cristo da Cruz, só ali há salvação, cura e vida verdadeira!

Pr Jason

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