Mimos e Afagos

Meditação do dia 17/09/2015

Jz 8.11Porém ele lhes disse: Que mais fiz eu agora do que vós? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?

Mimos e Afagos – Liderar envolve resolver conflitos! Os conflitos brotam com tanta facilidade nas relações humanas, até mesmo onde o objetivo parece ser único. Administrar interesses e egos nem sempre é fácil, pois o orgulho e a vaidade pessoal caminha junto com os talentos e a capacidade. Líderes poderiam ser as pessoas que menos se chocassem; mas exatamente por serem líderes, terem personalidades fortes, coragem e capacidade de defenderem suas propostas é que leva aos grandes choques; o importante é saber mediar e conviver produtivamente juntos, formar unidade. Gideão lidava com homens guerreiros, combatentes, que viviam com os nervos à flor da pele! Além das preocupações regimentais do exército, eles eram também chefes de famílias, empreendedores, e as questões nacionais lhes pesavam aos ombros, mas também a vida pessoal e a sua segurança. Com tanta testosterona no ar, Gideão tinha que se virar nos trinta para não deixar nada sair do controle. Ele também conhecia aqueles homens e como falar aos seus corações e até mesmo como mexer com a sua vaidade, para deixa-los macios e cordatos. Nessa situação em particular que estamos vendo hoje, o que houve foi um levante, um motim, um princípio de rebelião interna, numa hora muito inapropriada. Quando convocou seu exército, era, trinta e dois mil homens (Jz 7.3); quando Josué anunciou que quem estivesse com medo, ou assumisse que era covarde demais para lutar ou tímido para encarar uma parada dura, poderiam voltar para casa imediatamente, vinte e dois mil se apresentaram. Que vergonha! Gente que se diz ser do Exército de Deus, para lutar pela causa da verdade e da justiça, conquistar, libertar, estabelecer o Reino de Deus e enfrentar as forças do mal no poder do Senhor, são na verdade fortíssimos candidatos a passar para o lado do adversário por causa de suas atitudes e vidas interiores. Não nos admiramos quando igrejas passam por momentos difíceis, a debandada é geral e cada um com suas justificativas esfarrapadas e zelosas de sua fé. Me desculpem a analogia, mas é como afundamento de navio, “os ratos são os primeiros a fugirem!” Dos dez mil restantes, vimos ontem que nove mil e setecentos eram “barrigas d’água” e foram também despedidos para casa. Gideão e seus trezentos homens enfrentam todo o combate com os recursos e estratégias fornecidas por Deus e desbarataram um exército numerosíssimo comandado por quatro príncipes midianitas. Essa massa que fora embora, “ajudaram” capturando e executando dois desses príncipes; Gideão ainda estava em perseguição aos outros dois; cansados, famintos, esgotados, mas na luta, quando aparece “uma comissão” exigindo explicações porque você, Gideão não nos convocou para lugar com você? E estavam bravos, ânimos acirrados e dispostos a entrar em choque com o Líder e seus trezentos. Gideão não tinha tempo e nem razões para dar conversa a eles e se livrou deles simplesmente fazendo um elogio, bajulando e enchendo a bola deles, o suficiente para eles se acalmarem e acharem que realmente estavam “por cima da carne seca.” Cuidado com quem vive à caça de elogios e bajulações! Pessoas que se acalmam quando ouve que o que elas fazem é mais importante do que tudo que todos os outros juntos fazem! Reconhecimento é bom, deve ser feito, honrar quem deve ser honrado sim! Mas cuidado com quem está disposto a brigar, bater boca e altercar e que fica “bonzinho” só com um afago!

Pr Jason

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