Atitudes Precipitadas

Meditação do dia 20/09/2015

Jz 11.31Aquilo que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, voltando eu dos filhos de Amom em paz, isso será do Senhor, e o oferecerei em holocausto.”

Atitudes precipitadas – Passar por situação aflitiva não é incomum para a maioria de nós. Agir com moderação e cuidado é muito importante, quando estamos sobre estresse ou pressionados emocionalmente. Se valer de uma obrigação difícil ou dispendiosa, é uma saída muito utilizada quando o desespero invade a vida e a família. O meio mais comum, entre nós é o voto, ou propósito. Muitos se valem de fazer um voto em busca de uma graça de Deus. Não é errado, ou pecado fazer votos ou propósitos; mas é preciso aliar a fé ao conhecimento verdadeiro da Palavra de Deus, para evitar se comprometer com algo que contraria a própria fé. Esse voto atrevido de Jefté, é um tema muito complicado e discutido sobre sua validade, mesmo entre os muitos letrados, ficam dúvidas e até há uma variedade de interpretações, algumas nelas meramente para ajustar a teologia bíblica, com a atitude humana de Jefté.  O contexto histórico mostra um homem nascido fora do casamento do pai, crescido com rejeição até que ser definitivamente expulso de casa pelos meio irmãos e deserdado dos direitos familiares; banido para uma terra estranha, onde se aliou com pessoas de vida duvidosa e de maus hábitos. Tudo indica que afastado da fé e herança cultural e espiritual de sua nação, ele acabou misturando tudo e passou a viver um sincretismo religioso judaico-pagão. Me vem a memória o ensino do Apóstolo São Paulo aos cristãos da cidade de Corinto na Grécia  antiga: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (I Co 14.33). Más companhias, influenciam as ações e a convivência leva a pessoa a se “acostumar” com coisas que antes ela reprovaria. Foi o que aconteceu a esse líder corajoso, valente, destemido e desejoso de ser aceito e aprovado pela família e conhecidos na localidade onde ele nascera e crescera. Valeu-se da fé, mas contrariando a o conhecimento da vontade de Deus, precipitou-se em fazer um voto irrefletido, que não só lhe causaria dor e angústia, como tirou-lhe a oportunidade de criar uma geração abençoada e frutífera, como parte das promessas de Deus a seu povo. Ele votou, ou prometeu a Deus, caso tivesse vitória na batalha, que ao retornar para casa Aquilo” que sair primeiro de casa para recebe-lo, seria oferecido em holocausto. AQUILO? Qualquer pessoa sabe que todos os dias quando retorna para casa, quem ou o que lhe vem ao encontro. Ele tinha esposa e uma filha única – se tivesse animal de estimação, não era qualquer animal que se podia oferecer a Deus em sacrifício, gente muito menos! Então o que ele esperava que lhe viesse ao encontro? Eu não sei! A Bíblia não diz sobre o que seria ou poderia ser! Será que ele teria uma ovelha, cabrito, bezerro, uma ave que era criado como estimação e vinha ao seu encontro quando chegava em casa? O fato é que ele apostou em “algo” veio “alguém” – sua filha! Ele era homem de palavra, era um líder, havia empenhado sua palavra, era um voto sagrado, e agora? Isso tornaria aceitável diante de Deus? Entre dois valores: Cumprir o voto e obedecer o mandamento “não matarás – qual teria mais peso? Deus não gosta de gente que promete e não cumpre, mas ele não aceita homicídio premeditado! Pecar ou não pecar, eis a questão!

Pr Jason

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