As Filhas de Siló Dançaram

Meditação do dia 30/09/2015

Jz 21.21E olhai, e eis aí as filhas de Siló a dançar em rodas, saí vós das vinhas, e arrebatai cada um sua mulher das filhas de Siló, e ide-vos à terra de Benjamim.”

As filhas de Siló dançaram – Hoje quero descontrair e pensar numa situação, que na verdade, não é uma “linda história de amor,” porque se trará de uma armação e emboscada, com finalidade rapto de pessoas, com cumplicidade oficial das autoridades. Aquela guerra civil provocada pela atitude errada dos moradores da pequena cidade de Gibeá, levou quase ao extermínio da tribo de Benjamim e só restauram soldados, ou homens que estavam a serviço da milícia e todos perderam suas famílias; No arranjo para perpetuar a raça, não encontraram esposas para todos e alguém teve a “brilhante idéia” de raptar moças, numa festa anual, em Siló. Em dado momento do festival, as moças saíam em grupos dançando em meio as plantações de uvas – ali estava a oportunidade que precisava e então instruíram “os sem esposas” que se escondessem nas vinhas e no momento certo emboscassem os grupos e cada um sequestrasse a sua  e fosse embora, e foi o que fizeram. Quando os pais e autoridades locais reagisse, o “Estado Maior das Forças Armadas” interviria e daria a s devidas explicações e tornaria o caso legal. É claro que tem sonhos roubados aqui, famílias feridas e separadas de suas filhas e provavelmente muitas dessas moças tinham compromissos de casamento, ou no mínimo amavam e eram amadas por alguém que viu seu castelo ruir. Uma história triste, com certeza! Com isso entendemos que o pecado de uns poucos, pode afetar e mudar muitas histórias e dar um curso inesperado para vida de outras pessoas, até então alheias ao problema inicial. Assim, podemos ver que qualquer pessoa, vítima de uma violência, não só ela é afetada, mas sua família e amigos, seus sonhos e planos de vida podem ser arruinados por um ato egoísta. Precisamos apoiar e ajudar pessoas assim, que alheios à sua vontade e decisão, tem sua vida interrompida e machucada; precisamos ser agentes de cura e amparo. Mas o que citei em termos de descontração nessa história é que ela gerou uma história, talvez até lenda, mantida pela tradição rabínica; Anos mais tarde, o rei Saul, enciumado com Davi, chega a brigar e ofender seu próprio filho, Jônatas e ele diz o seguinte: “Então se acendeu a ira de Saul contra Jônatas, e disse-lhe: Filho da mulher perversa e rebelde; não sei eu que tens escolhido o filho de Jessé, para vergonha tua e para vergonha da nudez de tua mãe?” (I Sm 20.30). Ele chama a esposa, a mãe de Jônatas de “mulher perversa e rebelde;” Segundo essa tradição rabínica, Saul era um dos solteirões que estavam em Siló para arrebatar uma moça, mas sua timidez não permitiu ele fazer o serviço, mas a moça vendo o que estava acontecendo com as amigas, simplesmente pulou nos braços do bonitão. Sendo verdade ou não, ela achou o seu “príncipe” mas agora depois de anos, na hora da raiva ele lança em rosto a atitude dela na juventude. Mas quem conhece a vida e o caráter de Saul na fase final de sua vida, até fica disposto a desculpar a jovem de Siló, que dançou, literalmente!

Pr Jason

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