Poder de Vida e Morte

Meditação do dia 17/11/2016

Pv 18.21 “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.

 Poder de vida e morte – As Escrituras dão um peso considerável ao tema “língua” e provérbios contém várias citações sobre o bom e o mal uso dela. Provavelmente nenhum outro autor sacro descreveu tão bem e foi tão incisivo no assunto, como fez Tiago na sua carta; em apenas 11 versículos do capítulo três ele foi cirúrgico, franco, direto e profundo. Fez uso de três ilustrações do cotidiano para exemplificar como um órgão tão pequeno em comparação ao tamanho do corpo humano, é capaz de produzir resultados tão grandes e expressivos. A primeira figura foi a do uso do freio para os cavalos, uma pequena peça metálica curva que é colocada na boca dos animais e fica sobre a língua, de forma que ao puxar as rédeas, o freio aperta a língua do animal de tal forma que ele só tem a alternativa de parar e obedecer a quaisquer comandos dados pelo cavaleiro. Ele é insignificante comparativamente com o tamanho e a força do cavalo, mas tem um poder só comparável ao da língua humana. A segunda ilustração é a do leme do navio, que também em comparação ao todo da embarcação é inexpressivo, mas é ele quem dirige tudo ao simples toque do timoneiro. Se antes dos primeiros cem anos da era cristã, os barcos já eram considerados grandes demais para serem dirigidos por um tão pequeno leme, imaginemos hoje, com a moderna tecnologia naval e os nossos transatlânticos superdimensionados. A terceira figura é uma fagulha, que inicia um incendio de grandes proporções e danos incalculáveis e as vezes até com perdas de vidas e espécies. Ele ainda comenda que o homem com sua inteligência e capacidade é capaz de domar e controlar praticamente tudo, menos a língua. Realmente é de causar espanto, já que ela não reconhece fronteiras de cultura, educação, religião e fé; em todos os quadrantes das relações humanas os males de línguas afiadas estão presentes. Reis e poderosos já caíram, destinos foram mudados e vidas foram perdidas por palavras tão poucas em número, mas mortais mais que quaisquer venenos ou armas. Com os modernos recursos de captação de áudio e imagens, meios de gravações sigilosas e com leituras labiais, ninguém mais está isento ou seguro de que não será responsabilizado pelo que fala. Tiago ainda olha para dentro da igreja, onde supostamente só haveria gente boa e piedosa, nascidas de novo e aversas às práticas pecaminosas da velha vida, mas nem aí se escapa; as mesmas línguas que contam afinadas nos cultos, as melodias mais lindas e afinadas para adoração ao Senhor Deus; são também navalhas afiadas contra a vida e a integridade de pessoas próximas. Nem Tiago, irmão de Jesus compreendia: “…Pode acaso a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Ou uma fonte de água salgada também dar água doce?…” As respostas a todas essas indagações é sempre “NÃO!” Já que o uso da língua pode produzir vida e também morte, saber usar só para o bem é uma arte, e quem consegue isso, desfruta de muitas coisas boas. Sem a ajuda do Espírito Santo e uma atitude de consagração pessoal séria e aceitar morrer a cada dia para a reputação, orgulho, honra pessoal, direitos privilégios que a carne exige, não se consegue vitória sobre esse poder poderoso!

Que as palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na presença, Senhor, rocha minha e redentor meu! (Sl 19.14)

Pr Jason

 

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