Religião Não Basta

Meditação do dia 16/02/2017    

  Is 58.3 “…Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes?

 Religião não basta – Esse capítulo 58 de Isaías merece ser lido e estudado na íntegra, e fazer anotações e classificar os assuntos, talvez até fazendo uma tabela que permita confrontar as idéias ali expostas. Por um lado as pessoas arrazoam diante de Deus que elas fazem tudo certinho, se esforçam, sacrificam e são de fato piedosas. Ao mesmo tempo, elas alegam que não conseguem aproximação verdadeira e suas orações não são respondidas e elas não estão recebendo ajuda divina conforme o investimento delas no rituais e cerimonias. Então Deus entra no questionamento delas e mostra que de fato Ele está vendo e ouvindo tudo, está consciente do que estão fazendo para ele e em nome dele. Mas o Senhor apresenta as coisas de um ponto de vista que eles não estão acostumados a ver e nem tampouco interessados em corresponder às expectativas de quem eles cultuavam. É bastante interessante perceber que as pessoas entendem que servir a Deus é uma atividade “extracurricular” que se faz quem quiser, como quiser e quando lhe convier e isso é mais do que suficiente. A opinião de Deus apresentada aqui difere disso redondamente; e a razão básica reside na motivação do porque as coisas são feitas. A motivação por trás das ações, atitudes, pensamentos e serviço para Deus pesa tanto quanto ou ainda mais do que a ação em si. No texto, as pessoas apresentam como exemplo o jejum, que é algo sacrificante, abrir mão de alimentos, ficar com fome o dia inteiro, se privar, ficar fraco, até tonto com cara de espiritual! O Senhor replica-lhes que do jeito deles não há nada de piedoso, espiritual, pois eles estão é “marcando pontos” disputando entre eles mesmos quem faz mais sacrifício, quem renuncia mais e assim recebe mais honras e elogios, ou pode até prometer que será mais usado por Deus, afinal ele vai para o monte e fica “N” dias na presença do Senhor, mas Deus discorda. Então, é mostrado o que é que realmente seria “jejum” que Deus levaria à sério e aprovaria. Tem pouco à ver com comida, refrigerante, chocolate, doces, propósitos e etc. Tem tudo à ver com honestidade, justiça, equilíbrio, respeito ao próximo e humildade legítima diante de Deus e não aos olhos da plateia. No verso quatro o Senhor fala de pessoas que estando em jejum e oração, brigam, trocam socos, insultam e só não fazem mais estragos porque estão fracos por causa do jejum, caso contrário, o Anderson Silva, que se cuidasse, pois os “irmãos o finalizariam” em poucos segundos. É mostrado ao final das reivindicações divinas, como são os resultados verdadeiros quando a obra de Deus é feita da maneira de Deus. A cura, a restauração, a transformação social, a bênção nas gerações, os suprimentos milagrosos e as provisões sobrenaturais que se tornam disponíveis mesmo em tempos difíceis e em condições tão adversas como as citadas no verso 11: E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam. Acredito piamente nas práticas devocionais e exercícios da vida cristã, como orações, vigílias, Jejuns, batismo do Espírito
Santo, votos, promessas, propósitos, alianças e etc. Mas dentro dos parâmetros bíblicos e para os propósitos a que foram e são destinados. Não aceito como legítimo o uso para fins egocêntricos, manipulação da fé das pessoas, visar lucro e arrecadação, exploração, quer financeira, moral, de serviço, obediência cega e irrestrita à liderança e outras “coisitas mas” que são de praxe. Misericórdia!

Senhor, tende piedade de nós e continue nos mantendo nos limites da verdade e da justiça do reino. Aceito me aquietar debaixo da cobertura do sangue de Jesus e descansar sob os cuidados do meu Senhor. Desejo continuar com a consagração inicial da minha vida e crescer continuamente, sem perder de vista, quem é o Senhor e quem é o servo e especialmente para o que fui chamado e separado por ti. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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