Vocação ministerial

Meditação do dia 25/02/2017

 Jr 1.5 “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Vocação Ministerial – Sou um vocacionado por Deus para ser ministro do Evangelho de Cristo, descobri isso antes dos vinte anos de idade e com pouco mais de dois anos de convertido. Tive a oportunidade de ser treinado formal e academicamente num ótimo seminário em regime de internato, por quatro anos, com três anos de estudos teóricos e praticas e um exclusivo de prática ministerial. No ministério propriamente dito, iniciei entre os vinte e cinco e vinte e seis anos; lá vão trinta e dois anos na seara do Mestre. Nunca tive dúvidas da minha vocação e resisti bravamente contra as tentações de servir em tempo parcial e fazer carreira profissional paralela. Honrei meu chamado e Deus honrou minha fé e determinação, mesmo em períodos bem difíceis. Sou imensamente agradecido a Igreja Batista Monte das Oliveiras, que me acolheu ainda meio cru e inexperiente, na primeira experiencia “solo” e já estamos chegando nos vinte e seis anos juntos. Ao olhar o início do livro do profeta Jeremias, me deparei com alguns aspectos que desejo compartilhar, são informações simples, mas a simplicidade é normalmente a melhor sofisticação. Quem era Jeremias? Um filho de sacerdote, naturalmente era levita, que haviam radicado residência na tribo de Benjamim, a mesma do rei Saul, da rainha Ester e do apóstolo Paulo. Conforme os caminhos normais da vida, Jeremias viria a ser um sacerdote e servir em alguma das múltiplas funções sacerdotais no ministério de culto à Jeová, o Senhor dos Exércitos. Todos os levitas era preparados e treinados para servirem em funções ministeriais que deveriam assumir aos trinta anos de idade e sairiam ao completarem cinquenta anos. Não entrava antes e não sairiam depois, era determinação divina. Mas ao que tudo indica, antes dessa idade inicial, Deus chamou Jeremias e o direcionou para outra atividade, que não era a sacerdotal, herança de família. Deve ter sido um choque para o jovem que estava seguindo o curso normal de sua vida e tinha uma agenda pronta, estava tudo marcadinho e era só ir “ticando” os itens já superados. Veio a revelação divina com uma explicação: Jeremias, não estou te escolhendo hoje, por observação de seu desempenho em sala de aula, treinamentos ou no seu esforço para superar dificuldades ou tirar boas notas; Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Tô de olho em você faz bem mais tempo do que você imagina; você foi separado para uma missão diferente e te dei como profeta para as nações! Uau!!! Ele deve ter tremido nas bases, gelado as mãos, frio na barriga e já estava com os contra argumentos na ponta da língua: Eu não tenho prepara, treinamento para profeta, mas estou em treinamento para sacerdote, e falar, discursar, pregar não é bem minha área forte e me travo todo se for falar em público! Deus não deu moleza ao garoto: Você vai aonde e a quem eu enviar e vai falar o que eu mandar! E aí vem a misericórdia divina, que tira todo peso do ombro dos vocacionados: “Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor. E estendeu a mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;”  (Jr 1.8,9). Eu acredito que ninguém deveria se meter em ministério para o qual Deus não o chamou e não lhe deu a palavra. Todos devem estar disponíveis para servir e realizar as tarefas do reino, mas onde e como, é escolha e determinação divina. Não é porque alguém sabe pregar muito bem, que deve ser ordena pastor; não por ensinar bem, que deve ser consagrado ou separado; os dons e talentos todos são dados por Deus, mas isso em si não é qualificativo para se tornar ministro e realizar determinadas funções. O desgaste, o cansaço, o estresse e a inadequação minam a vida e a alegria de servir, pois se torna um fardo pesado demais para carregar. Não é culpa do ministério, mas de se estar servindo no lugar e função para a qual Deus não o chamou e não lhe deu a permissão de autenticidade. Vocação é maravilhosa, não é profissão, não é um fardo, desde que tudo esteja dentro da vontade de Deus. Muitos dizem que foram chamados por Deus, mas não sabem explicar para que foram chamados, nem para onde foram chamados e muito menos sabem o que fazer, mas mesmo assim querem ter sucesso e realização! “Quem não sabe para onde vai, não sabe se chegou!”

 

Senhor Deus de graça e misericórdia, diante de ti somos todos incapazes e inexperientes para todo e qualquer serviço no reino. Mas obrigado por colocar em nossos corações a tua confirmação de chamada e do que fazer no tempo útil que nos dá. Obrigado pela ação do Espirito Santo que testifica no coração e autentica a tua vontade em nossas vidas; sou grato pelo Corpo de Cristo que valida e atesta a autenticidade da vocação e facilita o acesso para entrar no ministério. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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