É Proibido Pescar

Meditação do dia 29/07/2017

Mq 7.19 – Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.

 É proibido pescar – Em se tratando de aconselhamento pastoral, e creio que nas terapias profissionais também, uma condição difícil de ser revertida é quando uma das partes não abandona o passado e fica remoendo os erros e pecados, seus ou da outra parte. Popularmente chamamos isso de “ficar arrancando defunto da cova.” O passado, como a própria palavra mostra, já passou, o futuro, ainda está à frente; assim o único tempo real e viável é o presente e é nele que vivemos, trabalhamos e fazemos as coisas acontecerem. É bem conhecido em termos evangelísticos, os três tempos da salvação: No passado, todos os nossos pecados foram perdoados por Deus, no ato do novo nascimento. No Presente, recebemos força e graça para vivermos em vitória sobre o pecado e seu poder dominador; no futuro, na manifestação de Cristo, seremos retirados da presença definitiva do pecado, ao recebermos novos e gloriosos corpos transformados. Essa verdade da redenção em Cristo, é aplicável em toda a vida humana e em todas as suas experiências. Deus, em sua infinita misericórdia, trás perdão e reconciliação plena ao arrependido. A obra perfeita do Calvário, é suficiente para cobrir todos os danos causados pelo pecado. Assim, quando Deus nos alcança, o faz integralmente, e a ilustração profética de Miquéias, é que ele lança todos os nossos pecados na profundeza do mar. Isso, em termos reais, significa que acabou, não tem mais volta, e não é possível trazer de volta. Quando algo cai nas profundezas do mar, tecnicamente é para dizer adeus. A nossa irmã Corrie Ten Boom, escritora holandeza do famoso livro “Refúgio Secreto,” dizia sobre esse texto de Miquéias, que Deus após lançar nossos pecados nas profundezas do mar, colocava uma placa no local, com os dizeres: “Proibido Pescar.” Ela tem razão. Se nem Deus, o maior ofendido na questão, já perdoou e lançou isso no esquecimento, que direito temos nós de reviver as questões? A amargura e o sofrimento que foi causado por uma situação, não melhora, se a revivermos constantemente. Ainda nos colocamos em situação de não conseguirmos progredir em novos relacionamentos e a comunhão fica muito prejudicada. Como pastor de igreja local, afirmo sempre que o cristão não tem a opção de não perdoar. É condição “sine qua non” para seguir a Cristo. A recomendação neotestamentária me parece muito forte: Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12.1,2).

Pai, obrigado pela obra completa e perfeita realizada por Cristo na cruz. Graças te dou pelo perdão dos meus pecados e aceitação de tua parte, para fazermos parte de tua família e sermos aceitos, amados e acolhidos sem jamais reviver o nosso passado. Obrigado pela redenção. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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