Os Dízimos

Meditação do dia 26/08/2017

Ml 3.10 – Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.

 Os Dízimos – Não vou decepcionar meus leitores, pois muitos já estavam fazendo uma fezinha sobre qual versículo de Ml 3 eu usaria e 3.10 é o favorito da bolsa de apostas. Então, eu também acompanho a maioria, nesse quesito. Quando se fala em “dízimo” acontece reações as mais diversas: uns se arrepiam e julgam que isso é coisa da antiga aliança e não é para nós hoje; outros acham que não precisa ser 10%, fica salgado; outros são mais espirituais e acham que não deveria ser imposto, ou cobrado, mas voluntário e conforme tocar no coração; também tem aqueles que são favoráveis, só não contribuem; ainda tem aqueles que vivem com drama de consciência, dizendo-se que sabem que estão e falha, mas….. Bem, gente, aqui é uma meditação, não uma aula doutrinária, e nem tampouco estamos fazendo um tratado teológico e firmando verdades doutrinárias, embora, jamais pretendemos escrever qualquer coisa fora da ortodoxia cristã. Par começo de conversa, dízimo é coisa sim do Velho Testamento, entrou em nosso radar, pela ação do patriarca Abraão, que não foi o inventor da patente. Isso já era uma prática de culto dos povos antigos, em muitas, senão em todas as culturas – eles dizimavam nos seus atos de culto. Abraão entrou num relacionamento profundo e maravilhoso com Deus, e o cultuava TAMBÉM com o hábito de dizimar, ou oferecer a 10ª parte de algo em gratidão e reconhecimento do favor divino. Quando Israel estava se organizando como nação, durante o êxodo, isso foi incorporado nas leis cerimoniais da fé deles. Deus apenas regulamentou um prática  cultural dos povos em cultuar; como Israel servia a um Deus único, então essa prática veio para atender um princípio espiritual e suprir uma necessidade orgânica e material, mas que na sua essência, seu valor estaria vinculado às boas práticas de fé e devoção. Os antigos hebreus, tinham muito claro em sua sociedade que todas as coisas pertenciam a Deus, e que os homens são apenas mordomos desses bens, ninguém é dono de nada. Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. Portanto em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra (Lv 25.23,24). Eles não tinham problemas com isso. Outro texto muito forte sobre esse direito e senhorio, encontramos em Sl 24.1 Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Existem muitos textos que abraçam esse conceito. Amados, dizimar, é culto, é serviço que prestamos a Deus, e como tal é exercício de fé, louvor e gratidão. Ninguém é obrigado a nada! Nem mesmo aceitar a salvação que Deus oferece em Cristo Jesus; ninguém é forçado como gado á entrar no céu, ou sair dos caminhos do inferno. Ninguém deve servir a Deus por obrigação, por medo ou para se livrar de castigo e maldição. O amor de Deus é infinitamente maior do que qualquer maldição ou castigo. Gosto muito de ler textos como: Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração (Sl 100). Olhas os grifos que fiz!! “Ah! Reverendo, mas Deus não precisa de dinheiro!” Claro que não precisa, afinal, de que é que Deus tem necessidade? De nada! Deus é totalmente autossuficiente, autosatisfeito, ele se basta a si mesmo; não há nada que falte a ele, ele não sente falta de nada e de ninguém, Deus não tem carências! Ofertas e dízimos revelam a generosidade do coração do doador, o seu compromisso com o reino de Deus e à obra local onde ele congrega e participa com, entre outras coisas, os seus bens e finanças. Se o seu pastor, sua igreja ou denominação, extrapolam o bom senso e o padrão bíblico, ou utilizam mal, administram de forma infiel ou irresponsável, é responsabilidade administrativa dos membros cuidarem para se faça o certo e o bíblico. O erro ou a ganancia e o aproveitamento por parte de alguns, não invalidam a verdade bíblica eterna, e não deve azedar o seu coração contra Deus e estribar-se em dureza de coração, através de justificativas mesquinhas e avarentas. Há pessoas que alegam não dizimar, porque acham injusto a igreja receber dízimos de viúvas, pobres, pensionistas e aposentados, que ganham pouco…. Não seria razoável, que tais pessoas, que ganham bem, são organizados, filantropos ou engajados socialmente, contribuíssem e assim daria condições de mais pessoas serem assistidas? Na minha experiência de vida, jamais vi, ou ouvi de alguém dizimista fiel e consciente uma reclamação de que é pobre ou ganha pouco e se sente injustiçado por Deus. Deus faz milagres de provisão todos os dias para os seus amados e abre janelas onde não há nem parece, para que a sua bênção chegue! Dizimar, faz parte do princípio da semeadura – quem planta, colhe – da mesma forma que a avareza: que sonega, faz de má vontade, tá sempre em falta e no vermelho. O próprio Senhor Jesus, ensinou: Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo (Lc 6.38). Sou dizimista de coração e não trocaria esse privilégio por nada!

Senhor Jesus, obrigado por ser dono e Senhor de todas as coisas, incluindo as nossas vidas e tudo que elas significam. Graças pelo privilégio de servir ao Senhor com alegria, com os nossos bens que foi o Senhor mesmo que deu. Obrigado pela nossa força de trabalho que se traduz em geração de riqueza e fartura, abundancia em nossos lares. Obrigado por participar da construção do reino que é eterno, intransferível e o Senhor mesmo estará no trono. É orgulho ser teu servo! É privilégio para poucos contribuir financeira e materialmente para a tua obra! Tua generosidade é nossa fonte de inspiração. Obrigado, por essa mordomia, amém.

Pr Jason

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