Sarai e Agar

Meditação do dia 06/08/2018

 “Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.”  (Gn 16.1)

Sarai e Agar – Já ouvi um provérbio popular, que dizia: “Quer conhecer o Inácio, ponha-o no palácio.” A verdade moral por trás dessa sabedoria é que uma pessoa muda de comportamento quando adquire uma posição de poder ou autoridade. Essas mudanças nem sempre são para o bem, pois o orgulho, a arrogância e a presunção de que é melhor ou mais capaz que as demais, pode levar à ruína. Entre as muitas propriedades de Abrão e Sarai, estavam pessoas de serviços, escravos; e uma dessas pessoas era uma egípcia, quem sabe, até dada de presente pelo faraó, na última estadia deles lá. Parece que a patroa teve uma brilhante idéia, mas a serva não tinha como se defender ou dizer não a tais planos e mas provavelmente ela poderia tirar algum proveito da situação. Pensando dentro do contexto da época, Agar teria que que se submeter a qualquer tipo de ordem que recebesse de seus senhores, ainda que isso atentasse contra sua vida ou integridade moral e física. Além de que as questões culturais sobre concubinato, e etc. tinha certos aspectos legais ou pelo menos aceitos e praticados. Sarai, entendeu que através da serva, ela poderia vir a ter um filho, já que a propriedade dela sobre Agar lhe daria direito de propriedade sobre os filhos dela. Caso o filho da serva fosse então com o seu Senhor (Abrão) seria apenas uma questão de legitimar a criança, já havia o consentimento de ambos. Aplicando espiritualmente isso era na verdade uma forma humana, racional de resolver uma questão espiritual na qual Deus e sua promessa estavam envolvidos e Abrão e Sarai, entraram em acordo entre si, mas não entre eles e Deus. Não é porque duas pessoas adultas, responsáveis e de livre e espontânea vontade decidem fazer algo que isso se torna certo, ou ganha o direito de legitimidade divina. As formas como os homens olham para as questões espirituais e fazem suas deduções, nem sempre são tão espirituais como suas intenções. Ali, o que aconteceu foi que o relacionamento entre as duas nunca mais foi o mesmo. Podemos aceitar que a serva se tornou prepotente e passou a menosprezar a sua senhora, que se sentiu no direito de agir energicamente para corrigir e resolver as diferenças. Como sabemos sobre o peso cultural sobre os ombros de uma mulher que não gerava filhos, e Sarai vendo a serva egípcia engravidando na primeira tentativa; só isso já valia um sentimento de menosprezo, quer a serva agisse assim ou não. A oração teria sido um recurso melhor antes de uma decisão tão importante, que precisa ser levado em conta ainda hoje, por irmãs, e irmãos que juntos decidem sobre suas vidas e se isso envolver outras pessoas também, maior ainda a responsabilidade.

 

Senhor, não permita que um grande e legítimo desejo, amparado por uma promessa, se transforme em tristeza e quebra de relacionamentos, por não te consultar em tempo. Guie-nos em todo tempo, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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