Qual o Preço da Bênção?

Meditação do dia 05/08/2018

 E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. Feriu, porém, o Senhor a Faraó e a sua casa, com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abrão.”  (Gn 12.16,17)

 Qual o preço da Bênção? – A procura imediata de quem está com dor ou aflição é buscar o alívio. Mas todas as decisões tem suas consequências e consequentemente suas responsabilidades. Ao meditarmos nas ações que aconteceram com nosso casal de patriarcas, isso nos leva à reflexões de como precisamos ser cautelosos e responsáveis em nossas relações sociais e com as questões da vida e ministério. Abrão queria segurança e boa acolhida numa terra estranha e expôs a sua esposa a uma situação crítica que poderia ter desfechos sérios. Contando com a provisão de Deus para dar livramento e proteção, ao final tudo deu certo e voltaram para casa sãos e salvos. Mas e as consequências para outras vidas que nem foram registradas aqui? Quando alguém busca meios para conseguir benefícios e vantagens, ainda que sejam “bênçãos e vitórias” é preciso considerar que existe outro lado da questão. Quem são as pessoas e ou grupos que sofreram e o que sofreram para que tenhamos chegado nesse ponto? A conversa oficial que Abrão contou para Faraó, era que Sarai era sua irmã e assim o monarca estava se envolvendo com uma mulher livre e por sua “generosidade real” as bênçãos faraônicas vieram para os currais, fazendas e os bolsos do “cunhado.” Mas aquilo que era bênção e fartura e presentes para Abrão, tinha um preço que alguém estava pagando, pois o faraó e sua casa foram feridos com grandes pragas. Eu não gosto de pragas, nem grandes e nem pequenas! Não vemos pragas como sendo algo desejável para qualquer pessoa e especialmente alguém que está acreditando em nós e na nossa palavra. Enquanto alguém contava a pilha de moedas e registrava o aumento das cabeças do seu rebanho, alguém estava refém numa casa estranha, amaldiçoada e cheia de pragas advindas por causa de uma atitude que tanto Abrão, quanto Sarai sabiam a razão. Aquelas próprias pessoas, tidas como cegas espiritualmente e que não conheciam e nem temiam a Deus, tiveram discernimento que todos aqueles males que os assolavam era devido a uma tomada de decisão errada e que envolvia questões espirituais sérias. Certamente Faraó, tinha o hábito de ter o que quisesse, quando quisesse e dentro das suas condições; mas ele viu que mesmo para se envolver com a mulher mais bonita e formosa que ele já vira, não valia pagar o preço de ter sua casa cheia de pragas e a mão de Deus pesando sobre ele e outras pessoas que nada tinha à ver com aquilo. Será que para Abrão conseguir algumas cabeças de gado, presentes e ser socialmente aceito, valia tudo, até sacrificar vidas e expor pessoas ao sofrimento? Qual é o custo daquilo que dizemos ser nossa bênção? No mundo dos negócios e empresarial existe uma máxima muito repetida: “Não existe almoço grátis!” Se alguém está dando de graça, desconto generoso, promoção, brinde etc. Alguém está pagando essa conta. Se alguém não está fazendo nada, alguém está trabalhando dobrado. Se alguém está lucrando demais, alguém está pagando muito ou perdendo nos negócios. Nos caminhos espirituais e ministeriais também vale a lei da semeadura: aquilo que semeamos, isso colhemos. Se não estamos colhendo é porque em algum lugar deixamos de semear. Se estamos colhendo abundantemente sem termos semeados, pode ter certeza que estamos na propriedade errada ou apropriando-nos daquilo que por direito não nos pertence. Qual o preço pago por Sarai, para que Abraão se abastasse? Pensando em família, alguém está sendo sacrificado em demasia para que outros só colham os louros? Os filhos estão sendo sacrificados pelo sucesso dos pais? Na igreja, quem paga o preço e quem recebe as honras? E nos outros âmbitos da vida? Vamos refletir, pode ser que nem tudo que parece bênção ou prosperidade ou crescimento, seja de fato digno de nossa admiração.

 

Senhor, que nossas escolhas sejam justificadas por um caráter parecido com o do Senhor Jesus. Que nossas bênçãos e prosperidade advenha de fontes lícitas, abençoadas e que tenham um rastro de boas para os outros também. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

Errata: Referencia meditação dia 03/08/18 = Gn 12.11

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