O Temor do Senhor

Meditação do dia 17/08/2018

 E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste.”  (Gn 18.15)

 O Temor do Senhor – Não tentar espiritualizar demais e nem de menos a experiência da nossa querida irmã Sara. Minha caminhada de fé tem me ensinado que a maneira como cada pessoa recebe a visitação de Deus é bem individualizada e quando se trata de experiências pessoais, quem somos nós para dizer isso ou aquilo da reação alheia? Quando há parâmetros bíblicos que aferem certo ou certo, ortodoxo ou herético, carnal ou espiritual, raso ou profundo se torna fácil emitir parecer. Quando é algo subjetivo, a sabedoria nos recomenda acatar com apreço e respeito e permitir que o Espírito Santo nos dê o discernimento adequando, assim evitamos pecar ou incorrer em precipitação. Estamos vivendo na Nova Aliança e o Espírito Santo habita em nosso espírito e nos guia, aconselha, reveste de poder e se manifesta com os carismas de Deus. Concordamos que o Espírito Santo é um Lord, um cavalheiro de primeira grandeza e jamais viola a nossa privacidade, sensibilidade e intimidade. Mesmo numa reunião de oração daquelas “poderosas” onde todos creem, buscam e cultivam a plenitude do Espírito Santo e dons espirituais, em suas multiformes manifestações, cada indivíduo expressa de forma distinta suas reações à presença e ao poder de Deus. Sendo assim, olharmos Sara lá no Antigo Testamento, na privacidade de sua tenda, tendo ali, bem ali do lado de fora da porta seu marido e seres celestiais, sendo um deles o Deus Todo Poderoso em sua manifestação pré-encarnada, ou Jesus Cristo, conversando após um almoço e tudo tão informal como se fosse uma reunião de trabalho entre o senhor e os servos, ou patrão e empregados, é um tipo de coisas que não vemos todos os dias, aliás, nunca vemos. Ela, internamente rir de si mesma do fato de ficar sabendo que ficaria grávida naquela etapa da vida, e perceber que Deus soube que ela riu é fato que ficaria assustada, como ficou e surpreendida pela onisciência divina, agiu de forma humana natural: “Quem não viu, não sabe!” Mas agora ela acaba de descobrir que isso não vale para com Deus. Posso lhes afirmar que acreditamos em muitas verdades bíblicas, mas somos surpreendidos por nós mesmos quando recebemos uma revelação maior e isso infringe um temor maior e mais significativo no nosso coração. Provável é que seja daí o princípio de sabedoria ensinada em provérbios: O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência (Pv 9.10). Mas é melhor receber uma dura de Deus em pessoa, na porta de nossa casa, do que não ter uma experiência para contar. Sara pode testemunhar o que muitos gostariam de ao menos ter em sonhos ou por revelação. Mas o Deus a quem ela servia, também é o seu e o meu; a presença dele também é real e íntima ainda hoje e Ele deseja muito a companhia de seus filhos e somos todos sempre e muito bem-vindos na sala do trono, para encontrar graça em tempo oportuno. A nossa experiência não será um replay da experiência de Sara e de outros amados da Bíblia, mas será a nossa, a sua a minha experiência com Deus e isso deve ser crido, buscado e desfrutado. A vida devocional possibilita isso, cultive-a!

 

Pai, obrigado por visitar-nos através do teu Santo Espírito e de tua Palavra. Somos agradecidos pelo privilégio da comunhão e acolhimento que a redenção nos deu. Graças, pela porta da sala do trono estar sempre aberta para os teus filhos. Em nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

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