Agar Ganha o Menino

Meditação do dia 14/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Agar ganha o menino – Quero muito aprender tudo o que me for possível com a experiência de Agar, que considero uma mulher fantástica na Bíblia. Quem ela era, como viveu, as experiências pelas quais passou, o seu relacionamento difícil com Sara, sua senhora, sua intimidade com o Deus de Abraão e a sua jornada nada fácil para encontrar a libertação e iniciar seu projeto de vida dado por Deus; tudo isso e tantas outras coisas possibilita um rico aprendizado. Ainda que espiritualmente falando eu muitos dos amados que leem essas meditações também fomos servos, escravos mesmos, em algumas situações das nossas vidas. Mudanças aconteceram e conhecemos um novo Senhor que mudou para sempre nossos padrões e condutas. Conhecemos a Deus do qual só tínhamos informações religiosas; aprendemos a humildade, o serviço  alcançamos promessas de uma vida melhor e plena, mas que alguns sacrifícios seriam necessários até alcançar tais promessas. Passamos por crises, as mais variadas e por vezes não víamos nenhuma saída ou chances de até mesmo sobreviver, mas o Deus que vê esteve ao nosso lado. Então, sou muito grato pela vida dessa serva de Abraão e serva de Deus. Segundo os preceitos culturais que regiam as questões de propriedades, incluindo pessoas na condição de servos, havia meios e motivos legais que permitiam a libertação dessas pessoas. Um senhor poderia por sua generosidade dar liberdade a quem ele entendesse, como um premio, gratidão ou direito adquirido do servo. Também poderia ser vendido a outro senhor, ou pagar o seu próprio preço e se tornar livre e nessa condição poderia ir embora ou ficar com empregado contratado ou até mesmo servindo voluntariamente por alguma razão de seu interesse. Mas algo que desejo destacar aqui, é um preceito que foi incorporado na lei de Moisés dada a Israel. Se comprares um servo hebreu, seis anos servirá; mas ao sétimo sairá livre, de graça. Se entrou só com o seu corpo, só com o seu corpo sairá; se ele era homem casado, sua mulher sairá com ele. Se seu senhor lhe houver dado uma mulher e ela lhe houver dado filhos ou filhas, a mulher e seus filhos serão de seu senhor, e ele sairá sozinho (Êx 21.2-4). O fato de Ismael ser filho de Abraão, por si só não o tornava livre, pois era filho de uma escrava. O projeto inicial de Abraão e Sara, era gerar esse filho através de Agar e ser legitimado legalmente deles. O menino era um servo para todos os efeitos, já que Sara se arrependeu do projeto e não o aceitou e após isso passou a rejeitar também a serva, justamente por causa da gravidez. Se ela, por exemplo desejasse mantê-lo como propriedade da família e cria-lo como escravo de serviço até para punir e torturar a mãe, ela legal e culturalmente poderia fazê-lo. (lembram da história brasileira da Escrava Isaura?). Os textos tem mostrado que Sara abriu mão da propriedade dos dois, mãe e filho e ela os queriam longe de sua família e de seu filho Isaque. Aqui, vemos Abraão ao despedir dela pela manhã, “deu lhe o menino;” Ele poderia, não foi o caso, despedir livremente apenas a mãe, ou separá-los de outros modos. Mas ele deu a liberdade aos dois, assim ela e o filho já partiram como pessoas livres, em plenas condições de se estabelecer em qualquer lugar sem correr o risco de se passar por escravos fugidos ou roubados. Humana e economicamente ela saiu sem nada, mas a liberdade dela e do filho para ela foi algo notável e muito valioso. Ela poderia ter que trabalhar por anos para conseguir isso para o filho. Para ela e o filho foi de graça, mas para Abraão custou muito e o valor era ainda maior do que o preço. Isso nos lembrar da nossa salvação – para nós, foi gratuita, mas a Deus custou seu filho e para Jesus, custou sua vida. Reconhecer isso torna essa dádiva realmente preciosa e motivo de louvor e gratidão.

 

Meu Redentor forte, eu te louvo e celebro a tua grandeza. Graças, pelo alto preço que foi pago por mim; não foi ouro, prata ou qualquer bem corruptível desse mundo, mas sim, o sangue precioso de Jesus, o Cordeiro de Deus. Obrigado, Pai, Obrigado, Senhor Jesus, Obrigado, querido Espírito Santo! Sou livre, estou livre e posso escrever uma nova história. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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