Pós Bênção

Meditação do dia 29/09/2018

 “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino.”  (Gn 21.19)

 Pós Bênção – Uma das boas razões porque meditamos nas Escrituras Sagradas é para aprendermos com os ensinos e eles podem vir pelas experiências das pessoas que passaram antes de nós por aqui. A Bíblia definitivamente não é um código penal ou uma Manuel de regras e regulamentos, embora tenha tudo isso no seu texto. As pessoas e fazemos parte delas, somos dados a arrazoar os fatos para facilitar para o nosso lado. Assim se vai de um extremo ao outro; alega-se uma profundidade muito grande das Escrituras que a torna impraticável ou dá lhe uma conotação tão rasa, que não influencia e não precisa ser levado à serio. Até entre os praticantes comprometidos com o Reino de Deus, isso aparece em maior ou menor proporção. É só olhar para as igrejas e comunidades cristãs ao nosso redor e aos líderes e pastores; vão de extrema direita no liberalismo até a extrema esquerda do legalismo e xiitismo. Tanto à direita quanto à esquerda, ambos estão fora do centro! Há uma intensa busca pela “bênção” como finalidade última e daí se desenvolveu até um mercado negro de milagres, curas, prosperidade, com campanhas, propósitos, votos e obrigações e tudo isso gera um círculo vicioso de correr atrás da bênção, até contrariando as verdades bíblicas. Deus fez e faz promessas na sua Palavra e todas elas serão cumpridas e acontecerão no tempo devido e para os propósitos certos. Quando Israel já estava próximo de entrar na Terra Prometida, ao receber as leis e ordenanças, o Senhor fez questão de que Moisés registrasse uma reprimenda para que não se esquecessem das verdades essenciais e das promessas e propósitos de Deus para eles como pessoas, povos e nação: Guarda-te que não te esqueças do Senhor teu Deus, deixando de guardar os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus estatutos que hoje te ordeno; para não suceder que, havendo tu comido e fores farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, e se tiverem aumentado os teus gados e os teus rebanhos, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens, se eleve o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão (Dt 8.11-14). O que estou querendo dizer é que as bênçãos e os favores divinos em nossas vidas atendem a um propósito maior e não devemos parar ali, após receber a dita bênção. Ninguém deve buscar o poder de Deus, simplesmente para ter o poder; ninguém deve buscar os dons só para ter os dons; ninguém deve buscar a cura ou o milagre só por ele em sim; quando isso acontecer, ele deve conduzir a pessoa a um novo desafio de vida, uma nova jornada de serviço e adoração. Existe vida após a bênção! Na experiência de Agar, ela teve uma visão de Deus, ela tirou água do poço, ela deu de beber daquela água ao seu filho Ismael. Agora que estavam confortados, aliviados, abastecidos e renovados na sua experiência com Deus, eles se levantaram e seguiram viagem até chegar a um destino e ali cumprirem a sua vocação. Ainda estava longe de tudo estar pronto. Teriam que se estabelecer, levantar sustento, Ismael se casar, gerar filhos e suceder-se gerações até serem uma nação e aí sim, começariam a viver a promessa de Deus. Isso pode levar tempo, as vezes nem é para os nossos dias; mas temos que fazer a nossa parte bem feita para que as próximas se sucedam. Isso vale para pessoas, famílias, ministérios e igrejas, porque uma geração passa seu legado para outra até a volta do Senhor Jesus. A palavra que mais se encaixa para nós e serviria para Agar naquele tempo é a do profeta Miquéias: Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme (Mq 2.10). Para Agar e Ismael, ali não era o lugar de morrer como ela pensou e agiu como se fosse. Ali, sequer era um lugar de permanecer. Ali era um lugar de renovar as forças, conhecer melhor ainda a Deus, porque de agora em diante não tinham mais o “pai Abraão” por perto. Onde você está hoje? Já se ajeitou na sombra e desistiu? Já tem uma boa explicação e muita razão porque parou? Pode ser que ainda tem muito caminho pela frente até que a promessa de Deus, do jeito de Deus se cumpra. Abraão, Isaque, Jacó, os doze patriarcas, Ismael, nenhum deles viu nos seus dias a promessa de uma nação; mas fizeram suas partes. Por que insistimos em querer plantar, colher e consumir tudo em nossos dias? Tá com muita pressa? Faça um miojo!

 

Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó; Deus de gerações; é assim que te conhecemos e é assim que o Senhor lida conosco e com as tuas promessas. Fazemos parte de um contexto de vida e de bênção e nem tudo é para os nossos dias; mas nem por isso é menos importante ou não é então minha responsabilidade. Como orou o salmista: Guia-nos pelo caminho eterno! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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