Servos, Até Quando?

Meditação do dia 01/10/2018

 “Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos.”  (Gl 4.25)

 Servos, até quando? – Quando iniciei escrever sobre a pessoa de Agar, disse que não tinha muitas informações sobre sua origem, exceto o que o próprio texto dizia, que era de origem egípcia e era serva de Sara. Por minha conta e risco, sugeri que ela poderia ter vindo a pertencer à família de Abraão, quando do episódio de Sara ter sido levada para o palácio de Faraó e então, provavelmente ela lhe fora dada como dama de companhia. As razões sociais, culturais e econômicas que produziam a condição da escravidão das pessoas eram as mais variadas e praticamente em todas as culturas antigas essas práticas existiam, inclusive em Israel, entre o provo de Deus. Nos dias de Jesus aqui na terra, estudiosos alegam uma possível estatística de quase metade da população existe no mundo da época ser composta de escravos ou em condição de servidão. Jesus nasceu, cresceu, viveu e cumpriu seu ministério terreno numa sociedade com servos e senhores e ele até lançou mão dessas condições para ilustrar muitos dos seus ensinos. Novamente, por minha conta e risco: por essa condição de servidão, ser tão enraizada na vida e sociedade humana; ela serve muito bem para mostrar o efeito da condição humana sob a escravidão do pecado; fato esse universalizado e sem exceção em todo tempo e lugar. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo 8.32-26). Uma das condições para a pessoa se tornar serva ou escrava é ela mesma se apresentar e se colocar nesse condição diante de alguém que se tornar seu senhor e assim ela perde o seus direitos e liberdades, por uma escolha ou condição auto imposta. Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça (Rm 6.16-18). Assim como uma pessoa poderia se tornar escrava de alguém por se colocar nessa condição, também espiritualmente a pessoa pode se tornar escrava por se colocar em submissão a um poder que controle sua vida e sua vontade. O pecado, em suas diversas formas de se apresentar, cativa a vontade da pessoa, subjuga-a à tal ponto que se torna muito difícil se livrar depois. Se faz necessário um poder maior intervir e produzir a libertação. Isso é o que faz o Evangelho de Cristo. Só poder de Cristo pode quebrar o poder de um tirano e resgatar a vítima, que em tese, já até se acostumou e se acomodou naquela condição. Por isso que o Evangelho significa “uma boa nova.” Escravidão é um ato legal, ou seja, existe preceitos legais que sustentam essa condição e só uma lei maior é capaz de revogar a anterior. Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte (Rm 8.1,2). Jesus disse que o servo não fica para sempre na casa, só os filhos; esse era o entendimento do Apóstolo São Paulo também; por isso ele disse que Agar era o símbolo perfeita do povo de Deus que estava vivendo em estado de servidão; mas consciente que servo não fica para sempre na casa; ele é liberto ou a morte o liberta. Agar foi liberta, e mandada embora em dois atos distintos mais anexos. O povo de Deus será liberto porque o filho de Deus veio para trazer redenção. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Isso não é só parar a salvação, mas também para a vida cristã. A verdade é que nos liberta e nos mantém libertos. Só saber a verdade não liberta, é preciso vive-la, experimentá-la e fazê-la valer legitimamente.

 

Pai, damos graças por termos sido alcançados com uma tão grande salvação, que nos livra dos nossos pecados e dos seus efeitos nocivos. Não somos mais escravos do pecado ou do diabo, porque o filho nos libertou e assim somos verdadeiramente livres. Te louvamos por tudo isso e celebramos a nossa libertação do pecado. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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