Eu Vi Minha Mãe Chorar

Meditação do dia 21/10/2018

 “E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.”  (Gn 21.15)

 Vi minha mãe chorar – Posso perfeitamente entender o que se passava na cabeça e no coração de Agar, pois sou pai; mas acho que as mães entendem isso ainda melhor do nós os pais. Já escrevi um texto sobre essa situação do ponto de vista de Agar e agora gostaria de contar isso do ponto de vista de Ismael. Ela o colocou debaixo do arbusto, o deixou o mais confortável dentro daquelas possibilidades e se afastou à distancia de um tiro de arco, sentou-se e desatou a chorar. O que Ismael viu e testemunhou naquele dia foi uma cena difícil e dolorido, porque ele estava sofrendo com sede, calor e cansaço; mas sua mãe estava passando pela mesma coisa e ainda estava desesperada e inconsolável, porque não via nenhuma saída, nem para ela e nem para o filho. Ismael, deitado ali, viu-a se afastando passo a passo, até quase ficar fora do alcance de sua visão. Nenhum filho entende o choro de um adulto; é profundamente comovedor e abala instantaneamente as frágeis estruturas emocionais infanto juvenis. Para crianças, ver outra criança chorar é natural, aceitável e pode ser até irritante, mas não provoca o mesmo que um choro de um adulto, especialmente se for o pai ou a mãe. Elas acham que os pais feitos de um material diferente e que eles conseguem resolver qualquer problema que elas tenham; então se o pai ou a mãe estiver chorando, algo muito sério deve estar acontecendo. Por outro lado, os “teens” possuem uma fé mais simples e menos complicada do que os adultos. Eles não medem as coisas pela lógica racional dos adultos. As vezes eles levam as coisas literalmente ao pé da letra e oram a Deus agindo com essa simplicidade inocente e o mais incrível é que isso funciona. Tu ordenaste força da boca das crianças e dos que mamam… (Sl 8.2). Jesus disse algo que por muito anos eu entendia como sério, mas não tanto quanto de fato ele quis dizer e fará acontecer no devido tempo de acerto de contas com os perversos e pervertidos. Numa disputa de poder e posição, os discípulos perguntaram quem seria o maior no reino dos céus; em resposta, Jesus tomou um menino, um garotinho e pôs no centro da roda entre eles e disse que ali estava a medida e o padrão do que é necessário para entrar no reino dos céus e depois afirmou: Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18.6). Jesus foi e sempre será contra a idéia de violência, morte e etc. mas aqui ele disse que um pervertido, pedófilo, desencaminhador de inocentes, seria melhor “se suicidar” amarrando uma pedra grande no pescoço e se atirar dum penhasco no mar bravio, do que encarar as consequências por ter violado uma criança, isso é extremamente forte. Aquele que veio buscar e salvar o que está perdido, diz que esse tipo de maldade será punido com tal seriedade e severidade, que deve levar à reflexão sobre essas consequências. Agar sabia orar, mas não orou! Ela não sabia que o filho sabia orar e não o chamou para orar juntos e um fortalecer ao outro. Acredito que Ismael não entendia porque a mãe estava se distanciando dele, como se fosse despedida; porque em sua mente e coração, era só orar ao Deus de seu pai Abraão, e foi o que ele fez. Quero destacar aqui, algo que pode parecer insensível da minha parte, mas não o é: Ainda que nossos pais, não possam mais fazer nada por nós, isso ainda não é o fim. Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti (Is 49.15). Humanamente falando, os pais e especialmente a mãe é o último reduto de segurança de um filho. É praticamente impossível atingir o filho, sem passar por ela primeiro. Mas espiritualmente, se isso vier a faltar, ou falhar, ainda o Senhor estará de plantão e tomará conta da situação. Quero me dirigir diretamente aos adultos que sofreram rejeição, abandono, maus tratos e toda e qualquer sorte nessa área, em qualquer etapa de sua existência, desde a concepção, até hoje: Se você está de pé, lendo essas linhas, é porque Deus cuidou de ti e te fez um vencedor! A opinião e o conceito que as pessoas tem sobre você, não quer dizer nada! Deus cuidou e cuidará de você e nem precisa ficar alimentando mágoa e dor. O que te aconteceu é real e nada vai mudar isso. Mas Deus, pode e quer mudar o que você sente sobre isso e o modo como você age e reage por causa disso. Se veio até aqui, libere perdão e abençoe todos os envolvidos, levante os braços como um campeão, que acaba de ser declarado vencedor; cerre os punhos e diga pra você mesmo: “Eu venci até aqui e vou vencer até o final!” Tire o peso do ódio, amargura, ressentimentos, desejos de vingança, dar o troco ou provar que…. você não precisa disso! Voce consegue fazer isso, só com a ajuda do Espírito Santo. Hoje é o dia não apenas de virar essa página da sua vida, mas de trocar o livro todo! Levante-se!

 

Espírito Santo de Deus, consolador amado, nos ajude a vencer e superar essas barreiras emocionais que se levantaram entre pais e filhos, famílias e outras situações. Ninguém jamais foi rejeitado por ti, e ninguém deixa de ser importante para ti. Oramos por restauração de relacionamentos e curas no interior dessas pessoas. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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