Enfadada

Meditação do dia 29/03/2019 

E disse Rebeca a Isaque: Enfadada estou da minha vida, por causa das filhas de Hete; se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas são, das filhas desta terra, para que me servirá a vida?”  (Gn 27.46)

 Enfadada – Se formos pensar em conformidade com as sequencias de fatos, certamente iremos encontrar uma mulher muito estressada, desgastada e nas palavras dela mesma, “enfadada desta vida.” Ela chegou a reclamar com Isaque de que não via perspectivas de vida, se tudo se resumisse em mais um casamento na família com moças nativas da região, descendentes dos heteus. O nome disso é pressão! Os acontecimentos dos últimos dias mexeu com os nervos de todos da família de hebreus. Cada um devia estar remoendo à sós a tragédia que de uma hora para outra sobreveio ao clã. Não deveria ser tão profundo, mas de fato as consequências daquele jantar pedido por Isaque, não caiu bem e estava sendo indigesto para todos. O símbolo de amizade, comunhão, compartilhar e da riqueza da graça de Deus, se tornara um tormento sem fim, pois agora os dois irmãos não se falavam e um estava ameaçado de morte. A figura da mãe que é sempre conciliadora e a que assume a mediação de conflitos, desta vez estava na lista lista negra de Esaú, por ter se aliado com Jacó para surrupiar-lhe a bênção, puxando o tapete. Isaque que amava a esposa, também amava aos filhos e não era segredo que tinha uma grande predileção por Esaú e foi daí que partiu a idéia de tudo; provavelmente ele também se perguntava, se não faltara com a devida precaução, preferindo um ao outro, quando tanto ele, quanto a mãe, sabiam da palavra profética desde a gravidez dos meninos, que eles se rivalizariam na vida e que o menor sempre prevaleceria. Jacó, de seu lado, agora assombrado com as ameaças de morte por parte do irmão, por algo que ele entrou quase que de gaiato, em obediência à mãe e com certeza, ele lutava por algo que legitimamente era seu, pois comprara do irmão, que agora não reconhecia, nem uma coisa e nem outra; no seu íntimo não lhe faltavam perguntas e entre elas: “Vale a pena morrer por isso?” ou “o que vale uma herança maravilhosa, se o herdeiro estiver morto?” Perguntas, muitas perguntas e mais perguntas e todas sem respostas que realmente satisfazem. Rebeca, que já estava articulando meios de ter o menor prejuízo possível, uma vez que ficar sem danos a esta altura era impossível, apelava para a razão e o coração da família, que era preservar as promessas e as alianças de Deus com Abraão e Isaque e agora que estava chegando a vez dos filhos assumirem as rédeas de suas vidas e do sacerdócio familiar, era quase incompreensível que tudo se perdesse por uma má aventura. Esaú já estava casado, contra a vontade de seus pais e em confronto direto com a tradição espiritual de preservar em família os direitos de sucessão, sem se misturar com os povos da terra. Ele não ligava muito para isso, que desgostava seu pai e sua mãe; e com o evento do jantar, onde fora trapaceado pelo sagaz Jacó e a mãe, em detrimento da ingenuidade do pai que caíra na cena do teatro da dupla; tudo isso fortalecia a dureza de coração de Esaú. Rebeca, apela para o marido concordar em enviar Jacó para Harã, terra natal dela e onde poderia se abrigar com o tio materno e trabalhar por lá enquanto eles aqui costuravam um acordo de paz com o irmão mais velho. Nos colocando dentro, vemos que de fato era desgastante. Uma das táticas do inimigo para destruir o maior possível numa batalha é dividir para conquistar, quanto mais gente contra mais gente, melhor. Pais e filhos em lados opostos, é tudo que uma Aliança de bênção não precisa para se enfraquecer. Por outro lado, quando não se tem muito sucesso nos ataques externos, se conseguir infiltrar e atacar de dentro, isso é letal. Era o que acontecia, fogo amigo disparado para todas as bandas e as autoridades que poderiam impor respeito e limites, estavam envolvidos até o pescoço nas causas que aparentemente alimentavam aquele fogo. Quem nunca viu isso numa família, numa igreja, denominação, empresa etc. Jesus vai direto sem rodeios: “Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. E, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?” (Mt 12.25,26). É preciso priorizar a unidade e abrir mão em nome do perdão e da reconciliação – minha sugestão é que alguém tem que tomar a iniciativa, não é hora para descobrir quem tem mais razão ou quem foi que começou, o importante é quem e quando termina o efeito destrutivo da amargura e rancor. Ceder é a palavra chave!

 

Senhor, obrigado por tomar a iniciativa de reconciliação com a humanidade e prover os meios necessários e suficientes para redimir os pecadores e remir a dívida. Jesus fez isso, abrindo mão de sua vida, de sua glória e seus direitos, para hoje ser o primogênito de muitos irmãos e o Pai ter uma grande família com muitos filhos, aceitos, amados e parecidos com Cristo. Graças e glórias a quem merece!! Jesus! Amém.

 

Pr Jason

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