Menor Sou Eu

Meditação do dia: 27/09/2019

  “Menor sou eu que todas as beneficências, e que toda a fidelidade que fizeste ao teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. (Gn 32.10)

 Menor Sou Eu – A grandeza de um homem se mede da cabeça para cima ou da cabeça para baixo? Deixo-vos essa pergunta para pensarem um pouco. São muitas as passagens bíblicas que aludem ao homem, mostrando um ser especialmente complexo, de grandeza e esplendor, mas simultaneamente um ser frágil, pequeno e ensimesmado. Não precisamos ir longe, ou profundos em pesquisas para perceber que de um extremo ao outro, encontramos o ser humano em posições definidas. Não se pode negar nenhuma delas, e todas elas apresentam verdades que precisam ser consideradas. Começo, com uma versão que trás a essência do homem à luz: Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés (Sl 8.4-6). A teologia hebraica parte do princípio de que todas as coisas foram criadas por Deus e que tudo que Deus fez é essencialmente bom. Nos antigos hebreus cantavam as grandezas da criação e entre elas o homem, a coroa da criação divina. Quem sou eu para contradizê-los? Jacó, estava num momento de fragilidade emocional, mas exatamente numa condição de extrema importância em uma experiência de revelação de si mesmo, sob a óptica divina. Podemos chamar isso de humildade, quebrantamento, contrição. Isso acontece, quando a pessoa alcança o fim dos seus limites e recursos pessoais. O fim do limite humano é um ponto crucial para se conhecer do ponto de vista de Deus e a conclusão é não somos grandes coisas. Não temos todas as respostas e não conseguimos solucionar nem as operações mais simples. O homem que desafiara pai, mãe, irmão, prevalecera contra um tio trapaceiro, entrara só e saia poderoso, com multidão e riqueza, se viu impotente de fazer qualquer movimento que o protegesse de perder tudo o que até então era seu e estava seguro. Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido (Sl 103.14-16). Como adoradores e servos do Deus Criador, reconhecemos que qualquer grandeza, bondade e excelência que haja na pessoa, é reflexo da bondade dele em nós. Só e tudo isso. Foi o que Jacó descobriu e confessou naquele dia em oração.

Pai, não somos nada mais e nada menos do que Jacó descobriu naquela experiência. Reconhecemos a tua grandeza e ela revela a nossa pequenez, mas não somos desprezíveis porque o seu amor e o seu propósito nos torna especiais do começo ao fim. Somos importantes e dignos, por o sacrifício de Jesus tornou isso possível. Receba a nossa adoração e o nosso louvor em atitude de humildade e gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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