O Arco e os Flecheiros

Meditação do dia: 05/02/2020

 Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram. O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel). (Gn 49.23,24)

O Arco e os Flecheiros – “Praga de Urubu não pega em Beija-flor!” Essa bem humorada filosofia, é uma citação clássica do seu Arnaldo Gomes, o meu pai; ele sempre foi muito trabalhador, honesto e não se abatia com as dificuldades e muito menos perdia tempo com superstições; desistir não era muito a dele. Isso impregnou em mim, pois também valorizo o esforço e a dedicação na busca por soluções e dar a volta por cima; se não dá certo na primeira tentativa, vamos insistir até acertar. José mereceu um repertório maior na sua bênção e de fato o que o pai falou não precisava de interpretação, estava claro e patente. Também Israel não deixou de frisar o sofrimento infringido no filho pelos demais irmãos. Mas a grande verdade e o que de fato nos atrai para o aprendizado é o que José fez, como ele reagiu e aqui, seu pai reafirma os fatos, mas não amaldiçoa ou culpa ninguém, mas exalta a capacidade do seu filho em superar as tragédias da vida e construir à partir dali. Ao observar o texto, me chama a atenção uma forma de expressão de que Israel lançou mão: Ele falou de flecheiros que deram amargura e ódio a José, mas ao mesmo tempo, ele coloca José como alguém que também era um flecheiro e também tinha um arco nas mãos. Mas a diferença era que havia alguém mais com José, que sustentava os seus braços. O arco e flecha é uma arma letal, utilizada na antiguidade para caça, proteção e também na guerra; modernamente é mais utilizado nos esportes. Para se atirar o arqueiro precisa tencionar o arco, mirar e soltar; não dá para ficar segurando arco tencionado por muito tempo, pois exige-se muita força no braço. A idéia que Israel passa é que os apressados irmãos de José atiraram contra ele para o ferir e magoar e até mesmo com a intenção de destruir de vez, mata-lo para que os seus sonhos e planos de Deus não acontecessem. Olhando a família de Jacó, como uma unidade que tinha a bênção e as promessas de Deus, eram os representantes do Reino de Deus no seu tempo. Eles estavam construindo para que as próximas gerações dessem continuidade; mas olha só, o que a falta de visão de corpo e o egoísmo individual fez –  tentaram aniquilar uma parte do próprio corpo; não levaram em consideração que a bênção e a Aliança no tempo deles estava repartida entre os doze filhos; eliminar um, era mutilar a herança de todos. Nos leva a idéia de igreja que Paulo ensinava: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo (I Co 12.13,18-20). Deus sustentou José para também manter a unidade do corpo. José não disparou suas flechas estando em ira e revolta. Tem coisas na vida que só quem passa sabe, e ninguém mais! A cura e o perdão é um exercício de pessoas fortes que vêm mais do que os demais nem imaginam. Jamais havia imaginado a condição do coração e da alma de José no trajeto que fez indo para o Egito, levado pelos mercadores que o compraram e o venderiam como uma mercadoria qualquer. Olhar José amarrado de pés e mãos num mercado sujo de escravos, enquanto os irmãos sentados na sombra faziam lanche de pão com queijo e comiam carne assada na brasa e falam para o pai que não sabiam de nada. O que José faria, se escapasse e voltasse, encontrando os irmãos no campo? Agora você consegue ver a importância de “…e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel)? Para conter um valente, é preciso um mais valente ainda. Para conter um forte só mesmo com a intervenção de alguém mais forte ainda. José foi quem foi e fez o que fez por causa de Deus na vida! Não de religião, mas de vida prática, devocional, dependência. José foi ensinável e deixou-se moldar pelas mãos poderosas de Deus, mesmo que isso significasse abrir mão do desejo e direito de vingança, de dar o troco. Só alguém saudável pode levar cura e alívio para outros doentes e aflitos. O pregador da cruz precisa ser alguém crucificado!

Senhor, obrigado pela visão do coração de Jesus que andou por caminhos que só ele sabe o quando doeu e o quanto sofreu. Obrigado por ver e identificar com José no caminho para o Egito, porque depois que ele chega no palácio, todos querem se identificar com ele. O caminho da cruz, do quebrantamento é evitado por seu solitário, doloroso e mortal; ninguém volta vivo dali! Davi viu e entendeu que ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estarás comigo… obrigado pela companhia nos trechos que ninguém mais irá conosco! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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