Os Últimos São os Derradeiros

Meditação do dia: 08/06/2020

 E pôs as servas e seus filhos na frente, e a Lia e seus filhos atrás; porém a Raquel e José os derradeiros. (Gn 33.2)

Os Últimos São os Derradeiros – À poucos dias falei uma daquelas histórias cujos fatos são verdadeiros, mas que provavelmente ela em si, nunca acontecera. Temos outra hoje! Conta-se que Rui Barbosa, um dos nossos “bons baianos,” confessou a alguém que tinha sérias dúvidas sobre o lugar exato em sua vasta biblioteca, que seria adequado para colocar a Bíblia. Segundo o relato ele dizia que se colocasse ela na mais alta das prateleiras, significava que ela era a obra de mais elevada posição, valor e prestígio sobre todas as demais obras; Se a colocasse, na prateleira mais baixa, significaria que ela era a base, o alicerce sobre o qual toda a sabedoria e conhecimento ali presentes estava alicerçados; caso a colocasse no meio, então estaria dizendo que ela era o centro de tudo ali e que dela irradiaria a iluminação para todos os demais conteúdos. Oh! Dúvida cruel! Quando lidamos com família, a nossa, principalmente, sempre tem aquelas asseverações sobre o papel e a lugar de cada um e é claro, os que sofreram mais e os privilegiados ou mais poupados pelos pais. Os mais primeiros, os mais velhos carregam toda a inexperiência dos pais e quando eles já estão bem “amaciados,” vem os mais novos que pegam toda a moleza. Mas como as famílias estão ficando cada vez menores, então o primeiro é o mais velho e o mais novo, ou apenas há um e outro, uma dupla dinâmica. No caso do Zezinho, até então era o último, o caçula do papai e o primeiro da mamãe; ele fora o último a nascer quando a família ainda residia na região de Harã, mas já estavam de malas prontas para a grande viagem de volta para Canaã, a tão falada Terra Prometida que o papai tanto falava, que incutira na mente e no coração de todos, que ali seria o lugar deles e onde prosperariam de verdade. As duas esposas de Jacó, Lia e Raquel, sabiam através de seus pais, que uma tia, chamada Rebeca, irmã dele, tinha vivida o maior “Love History” das antiguidades. Ela foi buscar água no poço fora da cidade e encontrou um homem, que viera da terra de Canaã, à procura de sua família para encontrar uma moça para levar e se casar com um primo rico, filho de Abraão. Se Raquel era romântica e sonhadora e vivia com a cabeça nas nuvens sonhando acordada com o “vale a pena ver de novo,” da titia, não é que o raio caiu duas vezes no mesmo lugar! Só que desta vez, quando ela chegou no poço, o príncipe quase encantado, já estava aguardando por ela; não deu outra, amor à primeira vista! A trama toda só não quebrou a mágica trajetória de felizes para sempre, porque para Raquel e Jacó, no caminho do altar, tinha uma pedra, tinha uma pedra chamada Lia, a irmã solteirona, a futura cunhada que virou esposa como que no despertar de um pesadelo. Raquel ficou para se casar por derradeiro! Na geração de filhos, novamente ele ficou por derradeiro, José, foi o primeiro que se tornou derradeiro também. Agora que tudo ia bem na viagem dos sonhos, Raquel estava grávida novamente e o José perderia o status de derradeiro; mas quando o perigo se pôs de espreita, a o risco de um ataque de um tio revoltado e amargurado, levou Jacó a distribuir mães e filhos e colocados em grupos separados por certa distancia entre uns e outros; sobrou para Raquel e José serem os derradeiros novamente. Quantas vezes mais isso iria se repetir na vida desse menino? Quem se identifica com ele? Quem, na infância, adolescência ou até mesmo na vida adulta, está sempre ficando no fim da fila? Não leve isso para o lado negativo, quando se trata de lições espirituais e sobre o propósito e o agir de Deus em sua vida. Todos nós, seus filhos somos de primeira categoria, somos todos amados e prestigiados e estar no fim da fila diante de Deus, não é desprestígio e nem segregação. Pode ser estratégico e proposital; com Deus, não é verdade que os que chegam por último, bebem água suja. Sempre há provisão de abundancia e fartura, suficiência para todos os convidados. Deus não esquece de ninguém.

Pai, obrigado por reservar um lugar elevado e honroso para todos os teus filhos. Na tua mesa a banquete continuo e abundancia suficiente para todos, todos os dias. Cada de todos os filhos, tem um papel e uma importância nos teus planos e assim ninguém está para trás por desprestígio ou esquecimento. Somos importantes para ti e honrados por fazer parte dos teus planos. Somos agradecidos, somos agraciados em pertencer a tua família. Abba Pai! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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