Lidando Com as Perdas

Meditação do dia: 11/06/2020

 “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” (Gn 33.7)

Lidando Com as Perdas – As marcas que a vida proporciona fazem diferença na vida de todos nós. Temos que aprender a lidar com a dor, o sofrimento, as perdas e a morte. Ainda que os pais tentam blindar os filhos de serem atingidos, necessariamente nem sempre se consegue êxito. Nesses momentos, a alma precisa ter uma âncora para se segurar; lições importantes devem ser aprendidas e vivenciadas com as tragédias e dificuldades. Como em tantas outras áreas da vida, nossa fé nos ensina que Deus está sempre no controle de todas as situações e que nada escapa ao seu olhar cuidadoso e de bondade. O difícil é separar a teoria da fé, com a prática de fato. Mas entre um e outro, acredito e posso dizer-lhes que Deus continua no controle e tem um plano muito bem traçado e havendo cooperação da nossa parte, sairemos sempre mais fortes de cada percalço que acontecer em nossas vidas. Ainda que o nosso texto não fale e não faça qualquer citação de José, eu resolvi escrever essa meditação, incluindo-o nesse cenário, porque de fato ele estava ali e foi um dos mais atingidos pela morte da mãe. José, era um garotinho ainda. Muito ligado à mãe, que era a paixão do pai; o que fazia dele, como caçula, uma preciosidade e a quem era reservado o de melhor que poderiam oferecer. Jacó e Raquel estavam em estado de êxtase, pela chegada de mais um filho; o irmãozinho de José; eles estava muito perto de chegar em casa, na casa do vovô Isaque; mas os planos foram alterados e a vida de muita gente mudou completamente. Raquel teve dificuldades no trabalho de parto e ainda que a criança nasceu, ela não resistiu e sabia disso, ao registrar a criança com o nome de “Filho de minha dor!” Para o pai, era o filho das suas delícias, do seu prazer. Benjamim chegou, mas Raquel partiu. José ficou! Ficou só e sozinho num mundo tão grande, num lugar que ele não conhecia, à caminho do sonho de conhecer a Terra da Promessa de Deus ao papai. Mui provavelmente ele ainda não compreendia tudo que estava acontecendo ali bem diante de seus olhos. O que tinha a chegada de seu irmãozinho com a morte da mamãe? Mas tudo terminou num montão de pedra; uma coluna que Jacó levantou sobre a sepultura de Raquel. De agora em diante era um pai, dois filhos pequenos, mas sem a mãe para cuidar, ensinar e embalar aqueles pequenos. Conseguimos imaginar as primeiras noites, primeiras semanas? O pai de José, estava com o coração dilacerado; mas ele era um patriarca e tinha promessas e compromissos com a sua fé e com o seu Deus e não podia parar e se desmanchar ali. Pode ser, ali também começou o treinamento de Deus com José, com Jacó e até com o pequeno Benjamim; porque muitas separações, muitas dores e muitas perguntas sem respostas, situações sem explicações, estavam apenas começando. Amados irmãos e irmãs que estão lendo essa meditação: O que estamos aprendendo aqui? Não tenho questionamento algum; mas tenho perguntas de inquirição para aferir o aprendizado meu, seu e nosso. Deixe-me firmar algumas estacas onde verdades precisam ficarem presas e firmes o tempo todo: Jacó e família estavam dentro da vontade e do tempo de Deus; eles estavam indo em direção certa, apontada e dirigida pelas promessas do Senhor; estavam na Terra Prometida já; haviam firmado um novo pacto, ratificado as alianças e a operação de Deus estava sobre eles. Nada disso tem a ver com pecado, desobediência ou obra do Diabo! Deus estava criando as estruturas para o tipo de projeto que se sustentaria para o tempo e a eternidade. O Sofrimento, a perda, a morte, não é necessariamente um mal, uma tragédia ou desgraça. Nem sempre pode ser entendida como ausência ou abandono de para com seus servos. Quando se trata de um coração de pai sofrer pelos filhos, Deus entende tudo disso, Ele é especialista; Ele deu o próprio filho, para ganhar outros filhos; a dor da morte também sensibiliza Deus, ele viu seu filho morrer de forma muito cruel e dolorosa e aguentou firme até obra toda estar consumada. Não culpe a Deus; não se amargure, enclausurando-se no seu mundinho de sofrimento egoísta. O Pai está construindo coisas grandes e firmes que ainda não sabemos e não vemos de imediato. Confie! “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele” (Sl 37.4-7).

Pai amado, obrigado por nos ensinar o caminho da vida através de aprendermos com as nossas dores e perdas. Ninguém perdeu tanto quanto o Senhor e ninguém amou tanto quanto o Senhor; por isso também não há ninguém tão satisfeito e realizado quanto o Senhor. Perdoa-nos quando colocamos nossas causas e dores acima de nossa fé e desacreditamos no ter perfeito amor e cuidado. O Senhor é fiel e justo em todo o tempo e nada desabona o teu caráter santo. Submetemos nossos corações ao teu Espírito Santo para nos ajudar no processo de cura e restauração pelas perdas e dores sofridas, mas ao sabermos que tudo está sob teu controle, podemos descansar e acalmar nossa alma. Pai, refrigera-nos a alma; alivia-nos a tensão e o estresse que a vida nos impõe; mas sabemos que maior é aquele que está conosco e para sempre estará, pois foi isso que Jesus prometeu, e acreditamos nele. Amém.

Pr Jason

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