José Aos Dezessete Anos

Meditação do dia: 13/06/2020

 “Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.” (Gn 37.2)

José aos Dezessete Anos – Parece que adolescentes são iguais em todos os lugares e em todas as épocas. Os povos de fala inglesa aproveitam a fase de idade entre os catorze e dezenove anos, para denominar a galera “Teen,” devido a escrita – fourteen – nineteen.” Ao estudarmos a vida de José, vamos encontrar o mesmo que encontramos na maioria das famílias que tem filhos nessa idade; muita energia acumulada, muita agitação e imaturidade. Mas tudo isso faz parte natural do processo de crescimento, pois em bem pouco tempo eles se transformam em jovens e adultos com responsabilidades e muita qualidade. José já trabalhava na lida do pastoreio dos rebanhos da família; ao andar com os irmãos mais velhos ele aprendia mas também observava e na auge da imaturidade, trazia as más notícias da conduta dos irmãos ao conhecimento do pai. Todos sabemos que ninguém gosta muito de “dedo duro,” assim aos poucos ele criava um clima tenso nas relações com os irmãos. A intenção poderia ser até boa, pois os quatro irmãos, filhos de Zilpa e Bila (Dã, Naftali, Gade e Aser) deviam aprontar algumas travessuras que desagradavam a José e ao relatar ao pai, devia sobrar alguma bronca paterna para os garotos. Quem quiser ser um pouco mais radical poderá dizer que o Zezinho era um fofoqueiro, que entregava os irmãos de bandeja para o pai, se passando de bonzinho e ganhando pontos com o velho. O Salmista lembra de pedir misericórdia a Deus, pelos pecados da mocidade e muitos de nós também temos que embarcar nessa viagem. “Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, Senhor” (Sl 25.7). Deus costuma trabalhar com potenciais, ou o que chamamos de joias brutas, ainda não lapidadas e que ele começa uma boa obra e vai até o final do processo. Ele sabe exatamente como ficará o resultado final e os passos para se chegar lá. Um diamante bruto, pode ser só uma pedra, até confundível com outra qualquer; mas nas mãos de um lapidário experiente ela se transforma. Só de vê-la, ele já consegue imaginar o resultado final do trabalho de transformá-la numa joia de muito valor e altamente desejável. Um artista polivalente, que é capaz de produzir peças raras e únicas com qualquer tipo de material, sabe também qual ferramenta é adequada para cada tipo de material e que tanto de força, pressão, ambiente, temperatura e pancadas são necessárias para se chegar a um resultado satisfatório. Isso responde porque as lutas e as provas, são diferentes para cada um de nós. Alguns são madeiras duras, e aí vem ferramentas mais afiadas e mais resistentes; os mais maleáveis, dá para ir só no jeitinho e carinho! Mas alguns, o jogo tem que ser bruto! “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Esse verso de Paulo nos trás uma boa e uma má notícia, mas ao final as duas são excelentes: A boa é que Deus é fiel para realizar uma obra em nossas vidas; a ruim que é boa é que ele não desiste. Até o dia de Cristo ele dá jeito em nós. Com Deus é ou vai ou vai! Se precisar ele faz o que mostrou para Jeremias lá na casa do oleiro: “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 185,6). Quem vê José aqui, e o vê treze anos depois, sendo empossado como Primeiro Ministro do maior império do mundo de sua época, e olha que não era qualquer imperiozinho não, era o Egito dos Faraós, com suas ciências e tecnologias que até hoje impressionam o mundo, pode ver do que Deus é capaz. Eu e você, não somos melhores e nem piores que José, somos o que somos, criados por Deus para cumprir um propósito e para isso ele está trabalhando em nós. Só, e tudo isso!

Pai, obrigado por não desistir de nós! Obrigado por teres um plano excelente e grandioso para cada um de teus filhos e pretendes leva-los até o final e ver o resultado planejado. Consagramos nossas vidas e submetemo-nos à tua divina sabedoria e capacidade de transformar algo que parece insignificante, mas que em tuas mãos poderosas pode se tornar uma peça única e preciosa. Graças ao Espírito Santo que habita em nós e intercede diante de Ti por nossas vidas até em momentos quando não conseguimos orar como convém. Louvado seja o teu santo nome. Agradecidos somos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Obs: Correção: A meditação de 11/06/20 – Lidando com as Perdas – referencia bíblica é Gn 35.18)

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