A Benignidade do Senhor

Meditação do dia: 17/08/2020

O Senhor, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor.(Gn 39.21)

A Benignidade do Senhor – Numa pesquisa rápida, encontramos artigos e estudos que falam do tema “benignidade,” como essa que apresento aqui: Ambas as palavras podem ser consideradas sinônimos, mas de acordo com a interpretação religiosa, por exemplo, benignidade e bondade apresentam algumas diferenças. A benignidade está relacionada com o caráter do indivíduo, enquanto que a bondade consiste nas atitudes deste. Assim, seria correto afirmar que a bondade é a exteriorização, em forma de ações, da benignidade. No nosso caso aqui, para a meditação, estamos nos referindo à benignidade divina, que para nós, servos e adoradores do Deus Altíssimo, não paira qualquer sombra de dúvida desse traço do caráter dele; reafirmado tantas vezes nas páginas sagradas, quanto na experiencia de todos nós e de todos os cristãos em todos os tempos. Piedoso e benigno é o Senhor, sofredor e de grande misericórdia” (Sl 145.8). Um texto de Salmos, sempre me despertou interesse, porque ele aborda assuntos que  devem ser compreendidos dentro daquele contexto particular da experiencia do Salmista, que não pode ser replicado na experiencia humana em termos de salvação, redenção, mas vida prática e atitudes do dia a dia. Vou colocar o texto e fazer os esclarecimentos. “Assim que retribuiu-me o Senhor conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos. Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.” (Sl 18.24-26). O rei Davi, fala do favor de Deus para com ele “segundo a sua justiça, pureza das mãos;”  ele se refere á conduta honesta e correta, fazer o que é certo como dever moral; não está em foco aqui a doutrina da salvação, que só pode ser alcançada pela graça através da fé, sem merecimento ou obras, conforme ensina o Novo Testamento, especialmente Efésios 2.8,9. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Esclarecido isso, voltemos ao nosso tema, onde o salmista proclama que Deus age com benignidade para quem é também benigno; assim como age com sinceridade para quem se mostra sincero, age com pureza para quem age também com essa atitude; mas revela também que Deus é inflexível, indomável, implacável para com os perversos. Separemos sempre a obra da redenção, com a justa ação de Deus para com o comportamento das pessoas. Deus, melhor do que ninguém, sabe separar a identidade do comportamento das pessoas. Ele ama incondicionalmente a todos os pecadores, mas odeia, aborrece e abomina o pecado. Com a pessoa de José, é compreensível, ver a bondade e a benignidade agindo em seu favor, porque em linguagem nossa do cotidiano, José era “um doce de pessoa.” Quem não desse bem com José, tinha problemas. Emprestando o verso do poeta do samba brasileiro: “Quem não gosta de José, bom sujeito não é, tem problema na cabeça ou é doente do pé.” Aprendemos com a vida desse jovem, que a benção e o favor divino acompanha-nos em todo o tempo e em qualquer lugar. Não se deve buscar a felicidade e a realização fora da gente mesmo, pois isso leva qualquer um à frustração. Provavelmente, José esteve até mais em paz na casa da prisão, do que na mansão com aquela senhora lhe aperreando a vida. Ele foi para uma prisão material, externa, porque por dentro, no seu coração ele sempre foi livre e essa paz e estado de espírito, não poderia ser tirado dele. As palavras do poema do Apóstolo São Paulo, se encaixava muito bem para José. “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.35-39). Não esperemos paz e serenidade em nossas vidas vindas de fora, das pessoas, circunstancias e condições. Isso  está dentro de nós, pelo Espírito Santo, fruto de comunhão e intimidade com Deus ou é isso, ou é sofrimento e frustração.

Pai, obrigado, porque habitas em nós, através do Espírito Santo, que nos guia a toda a verdade e nos convence quando estamos fora da rota destinada a nós em cada dia. Agradecemos por saber que és benigno e misericordioso em todo o tempo e não estaremos sós, mesmo que ao redor pareça que tudo está ruindo e se dispersando. Em Cristo, podemos prevalecer pela fé. No nome dele, oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

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