Sonho Canibal

Meditação do dia: 18/10/2020

E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas; E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas.(Gn 41.20,24a)

Sonho Canibal – A Wikipédia traz a seguinte definição de canibalismo: “Canibalismo é um tipo de relação ecológica em que certas espécies de animais se alimentam de indivíduos da mesma espécie.” Isso deve ter assustado o Faraó. Ainda que em sonhos, ver uma vaca dar uma mordida noutra vaca é aceitável, mas sete vacas magras e feias, comerem sete vacas gordas e bonitas e continuarem magras e feias, é de fato assustador. Mas fica sem sentido, espigas vegetais, poderia ser trigo, cevada ou outro grão cultivável na época, para nós brasileiros, o milho é mais conhecido comum. No sonho do Faraó, sete espigas fracas, feias, devoravam sete espigas boas e bonitas e ainda assim continuavam feias e mirradas. É dessa ideia que estou criando o título dessa meditação. Não vamos nos ater à interpretação dos sonhos propriamente, porque José fez isso acertadamente, e eu não ousaria criar uma versão atual, pois não há espaço para isso. Contudo quero chamar a atenção para os detalhes, que fazem a diferença. Não é uma cartilha de interpretação de sonhos, aí fora nas bancas de revistas e livrarias estão repletas de literatura ensinando como fazer isso e baseado é claro, nas conveniências místicas e de crendices populares. Está mais para charlatanismo mesmo. Também nos canais da net se for pedido, há mais ofertas do que propriamente sonhos a serem interpretados. Gostaria sugerir, uma vez que muitas pessoas sonham com maior frequência do que outras; algumas dão certa importância aos seus sonhos enquanto outras não se importam. Então para quem deseja compreender um pouco mais, é importante ao lembrar dos sonhos, prestar atenção nos detalhes, porque são eles que fazem a diferença na aplicação dos sentidos. Faraó por exemplo, descreveu para José com nitidez e precisão de detalhes o que havia sonhado. Ele situou-se onde estava no sonho, descreveu de onde vieram as vacas, quantas eram, como eram e que faziam e como as últimas procederam e como ficaram após o canibalismo. No segundo sonho, novamente ele atentou para os detalhes de procedência, todas as espigas surgiram de um único pé, como as vacas haviam saído doo mesmo rio. Quando tiver um sonho, perceba origens, números, aparências, naturezas, atitudes, cores e influencias em quem participa ou protagoniza as cenas. O que é natural e o que é antinatural, sobrenatural, ameaçador ou confortador. Quais são as suas sensações enquanto sonhava? Ok. Então à luz das verdades doutrinárias e ensinamentos das Escrituras, pese esses elementos e valores. Ore pedindo ao Espírito Santo o discernimento, se aquilo é uma comunicação espiritual de Deus para que se faça ou proceda em obediência. Lembrando que nenhuma revelação, em hipótese alguma contradiz a Bíblia. Deus nunca contradiz sua Palavra. Isso é crucial. Muito bem, pensando agora nos projetos de Deus que tomamos parte como agentes da redenção, através dos nossos dons e ministérios, podemos pensar em como estamos servindo no Corpo de Cristo, que é a Igreja; digamos que uma chamada divina, ou numa nova chamada para rever ou reiniciar etapas, nunca poderá ser canibal, com o que estamos fazendo até agora. Deus não nos chamou para destruir e canibalizar sua obra. Isso pode acontecer quando a pessoas ou ministérios assumem para si mesmos o papel de “senhores e donos” da obra de Deus. Assim eles seguem aquela máxima, “se eu não como, eu jogo terra!” Eles semeiam, cuidam e quando a seara está madura eles então assumem o controle de colher e consumir o produto, com a desculpa de que sofreram muito naquela obra, naquela igreja e então é “justo” que desfrutem do que eles mesmos produziram. Só para refrescar a memória: A seara é de Deus. Os trabalhadores são de Deus. Os custos da obra foram bancados por Deus. Se Ele trocar de lugar ou fazer alterações, continuará cuidado de tudo, sempre. Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada” (1 Co 9.16,17). Considero importante me lembrar sempre de que servimos na obra de Deus. Não, NOS SERVIMOS da obra de Deus.

Pai, obrigado por nos chamar para servir em tua obra, em algum local, por algum tempo, estando tudo sob tua disposição e vontade. Queremos manter nossa vontade consagrada, com tanto entusiasmo como no primeiro dia de ministério. Os desafios estão diante de nós para superarmos através da persistência, perseverança e oração àquele que pode todas as coisas. A obra sempre será maior do que nós e nossos recursos e capacidades, por isso mesmo que se chama “obra de Deus.” Reconhecemos sempre que nada acontece por nós mesmos e nenhum poder temos, senão aquilo que nos foi delegado por obra e graça do Espírito Santo. Somos só canais, apenas instrumentos! Tudo é teu e para tua glória, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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