Faraó e José

Meditação do dia: 12/11/2020

Disse mais Faraó a José: Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito.(Gn 41.41)

Faraó e José – “Quer conhecer o Inácio? Coloque-o no palácio!” Esse adágio popular literalmente significa, se queres conhecer bem uma pessoa, dê-lhe poder ou autoridade. O poder exerce um fascínio sobre as pessoas, só contido ou controlado pelo caráter verdadeiramente bem tratado. Quando ainda era novo na fé e procurando aprender sobre os caminhos da liderança, me deparei com um artigo, de revista cristã, que me impactou bastante; hoje, posso não lembrar quase nada mais do conteúdo do tal artigo, mas o título dele até hoje me convida a refletir, e sempre que leio o seu texto base, volto aqueles impacto inicial. O titulo era: Quando Saul era Grande, baseado em 1 Sm 10.27 Mas os filhos de Belial disseram: É este o que nos há de livrar? E o desprezaram, e não lhe trouxeram presentes; porém ele se fez como surdo. Saul havia acabado de ser ungido como o primeiro rei de Israel, um jovem simples do interior, humilde e procurando jumentas perdidas de seu pai, encontrou um reino. Ao voltar para sua cidade, a turma da oposição fez uma passeata com direito à faixas e cartazes de desprezo e zombaria. Nada de presentes e reverencia ao rei. Saul se fez de surdo. Nesse tempo, verdadeiramente Saul era grande! Ele não tinha respostas e nem garantias para oferecer, então também não se justificou e nem retaliou, dizendo que quem tinha a coroa era ele e todos tinham que se curvar. Ele ficou na dele e foi trabalhar. Já ouviu dizer que “homens grandes se mede da cabeça para cima? O apóstolo São Paulo, ao escrever para Timóteo, o pastor da igreja de Éfeso, instruindo-o sobre a escolha e a ordenação de obreiros para o ministério da Palavra, incluiu a seguinte observação; Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo (1 Tm 3.6). Novo demais na fé, sem experiencia de vida e recebendo autoridade, é muito fácil a pessoa se empolgar e subir nas tamancas, oprimindo aos seus liderados e deixando de receber ajuda e aconselhamento de pessoas mais madura, porque ela se julga mais capacitada, haja visto ter galgado posição de liderança muito cedo e primeiro que os mais velhos. Isso é presa fácil para os conceitos do maligno entrar e fazer a festa. Um dos bons exemplos disso, é o caso do jovem Roboão, filho do rei Salomão, ele foi o quarto rei de Israel. O povo pediu alívio fiscal e tributário que lhes pesava muito, devido às grandes obras realizadas pelo rei Salomão. Ele buscou dois tipos de conselheiros e optou por uma saída triunfal que revelava quem de fato ele era. “E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estiveram na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo? E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos. (1 Rs 12.6,7). Os anciãos experientes, que conviveram com o homem mais sábio da história, aconselharam o rei a agir com prudência e bondade. Mas ele foi também ouvir a galera da faculdade, os colegas de baladas e festas, provavelmente filhos e netos dos anciãos sábios e eles lhe fizeram a cabeça, com uma idéia para mostrar “quem manda no pedaço!” E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram: Assim dirás a este povo que te falou: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai. Assim que, se meu pai vos carregou de um jugo pesado, ainda eu aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões (1 Rs 12.10,11). Resultado, o reino foi divido e ele ficou com apenas duas das doze tribos de Israel. Faraó, disse para José, algo que podemos aprender sobre o que ele estava propondo; “…Vês aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito. Voce acaba de sair da prisão, é um escravo estrangeiro, mas mesmo assim estou colocando em suas mãos toda terra do Egito sob seu governo e com carta branca para agir… é muita honra, muito prestígio e muita responsabilidade. Irmãos, não se iludam, a toda categoria de privilégio e honra, corresponde uma igual e até maior responsabilidade. Não existe privilégio sem responsabilidade. A expressão bíblica para isso é: E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá (´Lc 12.48). Você quer ser cheio de poder, ter muita autoridade, ter um grande ministério, pregar para multidões, ser conhecido, ser, ser, fazer, fazer… pense também nas contrapartidas. Não estou dizendo isso, para você desanimar ou desistir de realizar coisas grandes, ao contrário, mas uma coisa tem à ver com a outra. Quanto maior o circulo da sua influencia, maior a sua responsabilidade. Tem que estar pronto, como José estava.

Senhor Deus e Pai, ninguém entende mais de poder e autoridade do o Senhor! Todas essas esferas são e foram criadas por ti, mesmo com todo o poder, toda a honra e a glória que tens e és digno de ter, continuas sendo maravilhoso, compassivo, grande em perdoar e acolhedor, sem fazer acepção de pessoas e nem se ostentar. Ao contrário, o Senhor ama os humildes e aborreces aos orgulhosos e arrogantes, resistindo-os veementemente. Jesus tem todo o poder e o nome acima de todo o nome e ainda assim é manso e humilde de coração e aceita ser nosso amigo, irmão que nos ama como ninguém mais é capaz de fazer. Louvado seja o teu santo nome, em todo tempo e em todas as gerações. Amém.

Pr Jason

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